Fábrica de bolachas Imperial à venda na Internet por 150 mil euros
Aos 77 anos, a fábrica de bolachas Imperial, em Gaia, está à venda na Internet por 150 mil euros e caso não apareça nenhum comprador, o atual proprietário garante ir encerrá-la por estar "cansado" e "sem continuadores".
"Se não aparecer comprador, fecho", confessou à Lusa António Rocha, o atual e único sócio gerente da fábrica que nos últimos anos apenas se dedica ao embalamento de bolachas, compradas em Espanha, por ser mais "rentável", ou até nas "promoções dos supermercados".
A marca, explicou, está "registada até 2015" e até tem "clientes certinhos" (como hospitais, a Santa Casa da Misericórdia, empresas de `catering` e `vending`), mas António Rocha, que comanda há 10 anos os destinos da Imperial, diz-se "cansado" de tratar de tudo sozinho.
Foi há 10 anos que voltou à fábrica (na qual teve o seu primeiro emprego aos 22 anos) a pedido de familiares que entretanto tinham tomado conta do negócio. Também por essa altura participou no processo de insolvência das instalações da fábrica no Porto, bem junto à Praça da Batalha, que apresentava "muitas dívidas".
Dívidas, a fábrica de Gaia não tem, apresentando atualmente um volume de vendas que ronda os 22 mil euros mensais, "podendo aumentar 20 a 30 por cento", lê-se no anúncio colocado, no início do mês, numa página de anúncios grátis da Internet.
Só os clientes fixos contribuem com 20 mil euros do volume de vendas mensal, ao qual acresce alguma exportação para Angola, Guiné e Cabo Verde, países interessados nas bolsinhas individuais de bolacha de água e sal, Maria ou integral.
António Rocha referiu ainda que não tem empregados fixos, subcontratando apenas quando há necessidade, fixando-se os encargos mensais em 2.500 euros.
Perto de completar 60 anos, o responsável diz-se disponível para continuar na fábrica, mas apenas em sociedade, podendo então dedicar-se à parte comercial, área em que trabalhou toda a vida.