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Fábrica em Carregal do Sal exportou 188 mil capacetes em 2012

Fábrica em Carregal do Sal exportou 188 mil capacetes em 2012

Carregal do Sal, Viseu, 01 fev (Lusa) - Todos os capacetes produzidos na fábrica da Shark, em Carregal do Sal, têm como destino a exportação para países de todo o mundo, informou hoje o diretor geral da empresa, Remo Ventura.

Lusa /

"Em 2012, produzimos 188 mil capacetes em Carregal do Sal, sendo o seu destino, a 100%, para o estrangeiro", revelou.

De acordo com Remo Ventura, as exportações do último ano tiveram como mercados principais a Nova Zelândia, Austrália, África do Sul, Brasil, EUA, Singapura, Índia e toda a Europa.

"Em 2013, queremos apostar em Portugal. Estamos a desenvolver dois capacetes muito interessantes para o mercado português: o raw e o nano", avançou.

O diretor geral da Shark explicou que a empresa pretende olhar para Portugal e também para Espanha, com especial atenção, pois "o mercado da Península Ibérica caiu imenso nos últimos anos, por causa da crise".

A aposta no mercado nacional levou a que a marca da Sociedade Franco Portuguesa de Capacetes elegesse como seu embaixador o piloto Miguel Oliveira, o único português no Campeonato do Mundo de Moto GP na categoria de Moto3, a quem a empresa fornece todos os capacetes ao longo da época.

Numa visita à unidade fabril de Carregal do Sal, que decorreu durante a manhã de hoje, Miguel Oliveira apreciou as várias linhas de montagem, desde o processo de pintura, passando pelo decalque, até ao apertado controlo de qualidade de uma empresa que certifica o produto que produz.

Para o piloto, o capacete Shark destaca-se "em termos de conforto e segurança".

Remo Ventura aproveitou a ocasião para sublinhar que "a segurança do capacete depende muito do uso que lhe é dado".

O capacete para um motociclista "deve ser trocado a cada dois ou três anos, pois vai-se estragando com o uso". No entanto, "depois de um choque, mesmo que o capacete aparentemente não fique danificado, começa a ser potencialmente perigoso".

De acordo com o responsável da Shark, "aquando de um embate, o interior do capacete faz o seu trabalho e absorve o choque, sendo aconselhável proceder à sua substituição, para manter os níveis de segurança".

Quanto ao capacete que se destina a pilotos de alta competição, "devem substituir-se praticamente a cada corrida".

Para além do alerta para o prazo de vida de um capacete, Remo Ventura aponta que é ainda necessário ter em conta a sua correta colocação.

"Se não se apertar corretamente o cinto do capacete, é como não estar a usá-lo", frisou.

A Shark de Carregal do Sal, que produz capacetes apenas por encomendas, faturou cerca de 11 milhões de euros em 2012.

Conta atualmente com 137 trabalhadores, sendo 95% do sexo feminino. Produz diariamente uma média de 1.150 capacetes.

O grupo tem ainda uma outra fábrica na Tailândia, "para dar resposta suficiente às encomendas".

"Vamos ver como responde o mercado brasileiro e avaliar se será necessário avançar com mais alguma unidade", concluiu Remo Ventura.

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