Faturação da Loja do Condomínio deverá aumentar 6% este ano, para 18,2ME
Redação, 18 set (Lusa) -- O `franchising` português de administração de condomínios Loja do Condomínio (LDC) prevê encerrar 2014 com um aumento de 6% na faturação, para 18,2 milhões de euros, e voltar a crescer a dois dígitos já em 2015, afirmou o presidente.
"Nos 12 anos de atividade a LDC sempre teve crescimento positivo. O ano passado foi o único em que tivemos um crescimento inferior a dois dígitos, de 2,4%, mas este ano já se nota uma recuperação do mercado e queremos, rapidamente, chegar novamente aos dois dígitos, na pior das hipóteses, em 2016", afirmou o presidente executivo da empresa em entrevista à agência Lusa.
Segundo Paulo Antunes, as previsões atuais apontam ainda para um crescimento de 8,5% do volume de negócios em 2015, mas, "previsivelmente", será já possível atingir os 10% no próximo ano.
Os últimos dados disponíveis - respeitantes ao período entre setembro de 2013 e agosto de 2014 e que serão apresentados na XII convenção anual da LDC, na sexta-feira -- reportam uma subida de 5,1% da faturação, para 18 milhões de euros.
Embora esteja inevitavelmente ligado à evolução do setor da construção, que o "alimenta", o segmento da administração de condomínios tem baseado e pretende continuar a basear o seu crescimento na captação da gestão dos condomínios já existentes.
"Se olharmos para um mercado em que 70% dos condomínios são administrados por particulares, o mercado que as empresas ainda têm para crescer é gigantesco. Nos últimos dois/três anos não tivemos construção nova e não é por isso que deixámos de crescer", explicou Paulo Antunes.
É que, explicou, "cada vez mais os condomínios acabam por ter problemas", desde dificuldades de pagamento a necessidade de obras devido à maior idade das construções, pelo que "os condóminos deixam de ter tempo para tomar conta" do assunto sozinhos e recorrem ao serviço profissional das empresas administradoras que "asseguram o planeamento da manutenção e toda essa gestão".
Por outro lado, disse o responsável, "se há 20 ou 30 anos os condomínios tinham seis/10 ou 12 frações, hoje há condomínios com 100/200/300 frações, alguns com mais movimento financeiro do que muitas pequenas empresas no país".
"É uma realidade que já exige um outro nível de atenção e cuidado na prestação do serviço e, aí, a regulamentação acaba por ser uma ferramenta importante, não tanto para vir tirar operadores do mercado -- que está "muitíssimo pulverizado", diz -, mas para os organizar e garantir um determinado `standard` de serviços", sustentou Paulo Antunes.
Contudo, e apesar de "prometida há muitos anos", a questão da regulamentação "agora anda pelos grupos parlamentares" e, de acordo com o responsável, "não há nada de concreto que indique que esteja para sair".
Atualmente com 70 lojas em Portugal e planos para abrir mais quatro unidades no segundo semestre de 2015, a LDC reclama a liderança do mercado profissional de administração de condomínios no país, com uma quota de "sensivelmente 11%" que diz ser "cerca de 10 vezes maior do que a quota de mercado do segundo operador".
"E há ainda empresas a operar no setor mas que não são especificamente de administração de condomínios, desde imobiliárias a contabilistas", esclareceu Paulo Antunes, considerando tratar-se de um mercado "muito pulverizado e bastante concorrencial".
Neste contexto, a LDC encara a maior dimensão da empresa "claramente [como] um trunfo" que lhe permite "apresentar soluções aos condomínios que a concorrência não consegue ter", quer na área "hoje muito crítica da cobrança", quer com pacotes de serviços integrando diversas valências, como o recentemente lançado Plano Total Plus.
"Todo o nosso trabalho é sistematizado e feito com planeamento de longo prazo, não nos limitamos a fazer as contas ou a apagar fogos", garante a LDC, que opera ainda em Espanha e no Brasil através de master-franchisados.
Segundo Paulo Antunes, os planos de crescimento da empresa "passam por cobrir outros mercados, sendo que o Brasil é aquele onde à partida vai haver um maior crescimento".
"Em Portugal queremos crescer não só em número de condomínios, mas também em número de franchisados, embora isto esteja muito dependente do financiamento à economia e a `start ups`, que tem estado nos últimos anos bastante parado. Neste momento já temos uma cobertura quase total do território, mas pretendemos reforçar essa cobertura sobretudo nas grandes cidades (Lisboa, Porto e Coimbra) e num conjunto de cidades mais para o interior e no Minho", adiantou.