Ferreira Leite quer compras e contratação públicas com quotas para pequenas e médias empresas

Setúbal, 18 Fev (Lusa) - A presidente do PSD defendeu hoje que compras e contratação públicas tenham quotas para as pequenas e médias empresas, assinalando que representam 99,6 por cento do tecido empresarial e empregam mais de dois milhões de pessoas.

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"Deve assegurar-se que uma percentagem relevante das compras públicas realizadas pela administração central, autarquias e empresas públicas sejam dirigidas às pequenas e médias empresas (PME). É assim uma especie de quota obrigatória em relação às compras públicas", declarou Manuela Ferreira Leite.

A presidente do PSD falava num hotel de Setúbal, onde apresentou um programa intitulado "As PME no centro da política económica".

"Como acontece noutros países europeus e também nos Estados Unidos, por via legal e regulamentar deve ser exigida a participação de PME na contratação pública em geral e também nos contratos que suportam as parcerias público-privadas", acrescentou.

De acordo com a proposta de Manuela Ferreira Leite, "as propostas submetidas a concurso passarão a ter de incluir as PME nos consórcios concorrentes e os compromissos por estes assumidos terão também de corresponder a adjudicações de fornecimentos a PME" e "isto tem de ser obrigatório numa percentagem global".

Os vice-presidentes do PSD Rui Rio, José Pedro Aguiar Branco e Paulo Mota Pinto estiveram presentes na sessão de apresentação do programa.

De acordo com o gabinete de imprensa do PSD, o distrito de Setúbal foi escolhido para a apresentação das vinte propostas centradas nas PME "devido às suas carências sociais e à sua elevada taxa de desemprego".

"De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), 99,6 por cento do tecido empresarial português é composto por PME. As PME empregam mais de dois milhões de pessoas", referiu Manuela Ferreira Leite.

A presidente do PSD considerou que, tendo em conta estes dados, é "um erro de enormes proporções não colocar as PME no centro da política económica" e "acreditar que serão essencialmente as grandes empresas e os grandes projectos de investimento público que permitirão combater o desemprego".

IEL.

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