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FESAP quer salário mínimo de 1.050 euros já em 2027

FESAP quer salário mínimo de 1.050 euros já em 2027

A Federação de Sindicatos da Função Pública, afeta à UGT, exige uma subida do salário mínimo nacional para os 1.050 euros e subsídio de refeição de 10 euros.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: João Relvas - Lusa

Este valor representa uma subida de quase 55 euros face ao que ficou estabelecido no acordo assinado entre o Governo e os sindicatos da UGT. 

A Federação de Sindicatos da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESAP) reivindica ainda a subida para 10 euros do subsídio de refeição dos funcionários públicos, mais quase 4 euros face ao acordado com o executivo de Luís Montenegro.

Para os restantes trabalhadores é exigida uma atualização salarial de pelo menos 6,5% por cento ou 95 euros. 
A FESAP apresentou esta terça-feira, em conferência de imprensa, as propostas que vai remeter ao Governo com contributos para o Orçamento do Estado para 2027.
Enfrentar o custo de vida
A estrutura sindical liderada por José Abraão argumenta com a necessidade de fazer frente à subida dos preços dos bens essenciais, dos combustíveis e da habitação.

"Face aos valores de inflação registados nos últimos anos e aos valores previstos para 2026 e 2027, é imprescindível rever os valores atualmente previstos no Acordo e introduzir regras que combatam situações de estagnação salarial", adianta a FESAP em comunicado enviado às redações. 

José Abraão reforçou a mensagem em conferência de imprensa, pedindo que o Governo vá "mais além" dos aumentos previstos no acordo plurianual tendo em conta o "crescimento da inflação", bem como dos preços dos combustíveis, o custo da habitação e aumento cabaz dos bens essenciais. 

"O Governo tem agora aqui uma boa oportunidade para aumentar o salário mínimo, mas também para aumentar a base remuneratória da Administração Pública", argumenta. 

O sindicalista justifica ainda a proposta para o aumento do subsídio de refeição. "Ninguém consegue comer com 6,15 euros. E devo até dizer que há hoje serviços que servem refeições em alguns serviços públicos que até cobram mais do que os 6,15 euros que as pessoas recebem", argumentou. 

Segundo o acordo assinado em janeiro entre o Governo, a FESAP e o STE, o subsídio de refeição, atualmente nos 6,15 euros, seria aumentado em 15 cêntimos por ano até 2029. 

De recordar que, no setor privado, está prevista a subida do salário mínimo para os 970 euros no próximo ano.
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