Fidelidade compra terrenos da antiga Feira Popular

| Economia

Nos terrenos da antiga Feira Popular vão nascer habitações de renda acessível, escritórios e um parque de estacionamento público
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A companhia de seguros Fidelidade adquiriu as três parcelas, que foram vendidas em hasta pública, pela Câmara de Lisboa. O júri aceitou três propostas de compra no leilão. A Fidelidade torna-se proprietária dos terrenos de Entrecampos, por cerca de 240 milhões de euros.

O negócio concretizou-se à quarta tentativa, depois de três adiamentos desta hasta pública, devido a dúvidas manifestadas pelo Ministério Público por alegadas irregularidades neste processo. O município também já tinha tentado prosseguir com o leilão em 2015, mas deparou-se com a falta de interessados.

"O resultado desta hasta hoje, ao ter superado as nossas expectativas, vai fazer com que nós tomemos desde já uma decisão, a decisão de promovermos uma alteração ao orçamento do município, para que a receita a mais que hoje o município consegue seja integralmente afeta à habitação para as classes médias", disse o presidente do executivo municipal.

Medina explicou que a câmara quer que a "receita seja aplicada na construção de habitação para as classes médias, para os jovens, para as famílias trabalhadoras, com filhos, que têm hoje dificuldade em encontrar essa casa", e com rendas "que verdadeiramente as pessoas podem pagar".

Fernando Medina assinalou que este "é um dia de grande importância para a cidade de Lisboa e também um dia de felicidade para toda a equipa".

"Hoje, com esta hasta pública, nós conseguimos resolver um problema que, há mais de 15 anos, afligia a cidade de Lisboa, que era todo o desenvolvimento da zona de Entrecampos", destacou.
Habitação de renda acessível
Este leilão constituiu o arranque da chamada Operação Integrada de Entrecampos, que prevê a construção de 700 fogos de habitação de renda acessível naquela zona da capital (515 construídos pelo município) e de um parque de estacionamento público na Avenida 5 de Outubro. A operação está orçada em 800 milhões de euros, dos quais 100 milhões serão responsabilidade do município.

Nos terrenos da antiga Feira Popular vão nascer mais 279 habitações, que serão colocadas em regime de venda livre, e escritórios, que a autarquia prevê que levem à criação de 15 mil novos empregos.

Entretanto, numa nota enviada aos jornalistas, a empresa a quem foram adjudicados os terrenos de Entrecampos apontou que ali irá nascer a "nova sede do grupo em Lisboa", projeto que "teve início há cerca de um ano".

A Fidelidade refere que "dá, assim, mais um passo para concentrar, numa única localização, os vários serviços dispersos por vários edifícios da cidade".
Parcelas leiloadas
As empresas Fidelidade Property Europe, SA., Dragon Method, SA., e MPEP - Properties Escritórios Portugal, SA. tinham apresentado, a 22 de novembro, propostas relativamente a esta hasta pública, que decorreu esta quarta-feira no Campo Grande.

A Fidelidade Property Europe, SA. apresentou propostas para todos os ativos, enquanto as outras empresas estavam interessadas em apenas dois deles.

A primeira parcela (A) a ser leiloada foi aquela delimitada pela Avenida da República, a Praça da Estação, a Avenida 5 de Outubro e o novo arruamento que será feito no meio do terreno onde funcionou a feira.

Já o segundo lote (B1) - também parte integrante do conjunto principal, e delimitado pelo lote B2, por um futuro jardim público, pelo novo arruamento e pela Avenida 5 de Outubro, - contou com duas propostas, uma da Fidelidade e outra por parte da MPEP -- Properties Escritórios Portugal, SA.

O lote B2, o último dentro do conjunto principal a ser leiloado, apenas contou com uma proposta, tendo sido alienado por 67,1 milhões de euros.

Quanto à parcela na Avenida Álvaro Pais, foi disputada ao longo de 30 lanços entre a Dragon Method, SA. e a Fidelidade Property Europe, SA., que acabou por arrecadá-la por 35,4 milhões de euros, mais 7,5 milhões face à base da licitação.

c/Lusa

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Câmara de Lisboa, Fidelidade, Feira Popular,

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