Filipe Pinhal pede a accionistas fim das divisões e apoio a futura gestão

Porto, 15 Jan (Lusa) - O ainda presidente do Conselho de Administração do BCP, Filipe Pinhal, pediu aos accionistas do banco que apoiem a equipa de gestão que for hoje eleita e façam da assembleia geral o ponto de viragem pondo fim a divisões.

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Filipe Pinhal apresentou alguns indicadores da evolução da actividade do banco para mostrar aos accionistas, reunidos no Porto, as potencialidades do BCP e que, em termos operacionais, o banco foi melhor em 2007 do que em 2006, apesar do "clima adverso" que tem vivido.

"Vale a pena olhar para o futuro e confiar no Millennium bcp, vale a pena apoiar a nova equipa de gestão qualquer que ela seja e por fim as divisões entre accionistas e quadros dirigentes do banco", advogou o gestor.

Para Filipe Pinhal, se os accionistas cooperarem "o banco tem condições para rapidamente inverter a tendência de queda e construir uma trajectória que leve o valor das acções a reflectir o seu real valor".

O valor das acções do BCP, considera Pinhal, está actualmente abaixo do "valor real dos seus activos, do seu modelo de negócios e dos mercados onde está presente", mas o banco tem "um enorme potencial" e condições para rapidamente corrigir esta situação.

O ainda presidente do BCP revelou que em 2007 os recursos de clientes do banco cresceram 6,3 por cento, contra 0,3 por cento em 2006, em Portugal, e em termos consolidados "dado o comportamento extraordinário das operações no estrangeiro (mais 35 por cento), passou de um crescimento de 2,0 por cento para 11 por cento em 2007.

Em créditos, o crescimento foi de 8,5 por cento em 2006 e de 8,3 por cento em 2007 e "só não foi maior por razões da crise de liquidez que afecta os mercados internacionais", adiantou.

Já em termos de resultados líquidos, antecipou aos accionistas que estes não cresceram tanto em 2007 porque no ano anterior houve proveitos extraordinários, resultantes de vendas de participações, enquanto no ano terminado em Dezembro houve custos extraordinários, nomeadamente os relacionados com a OPA sobre o BPI.

Outro indicador avançado por Pinhal foi o número de novos clientes captados em 2007 - 166.228 -, o que traduz um aumento de 19 por cento face a 2006, o que na sua opinião, "mede a confiança e o poder de atracção que o banco tem no mercado".

Filipe Pinhal, a única pessoa a quem o presidente da mesa da AG deu a palavra para intervir antes de se iniciarem as votações, fez ainda um resumo das actividades do banco no exterior, sublinhando o potencial de crescimento em mercados como Roménia, Polónia, Grécia, Angola e Moçambique, nomeadamente.


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