Economia
Fitch acredita que Portugal evitará o incumprimento
A Fitch acredita que Portugal vai conseguir evitar o incumprimento e que o país não se verá obrigado a restruturar a sua dívida. Apesar disso, a agência considera que ainda há muitas incertezas que envolvem o panorama económico e financeiro português. Por esse motivo a Fitch vai decidir, até ao final do ano, se baixa ou não novamente o “rating” da República Portuguesa.
No boletim divulgado esta terça-feira e citado pela agência Lusa, a Fitch diz que a decisão sobre um eventual novo corte no “rating” português terá em consideração os riscos que permanecem sobre a implementação do programa de assistência financeira, as perspetivas de crescimento da economia no curto e no médio prazo, e a sustentabilidade das dívidas pública e externa.
Recorde-se que, ao longo do último ano e meio, esta agência de notação financeira cortou em sete níveis a nota dada à dívida portuguesa que, atualmente, está em BBB- , um nível acima do que é considerado “lixo” (junk) e sob “vigilância negativa” o que significa que poderá sofrer ainda mais cortes.
Queda na conjuntura macroeconómicaA queda na conjuntura macroeconómica é um dos motivos de preocupação da Fitch , que aponta o elevado desequilíbrio das contas públicas e da divida externa em Portugal.
A agência internacional de “rating” estima também que o programa de ajustamento vai trazer riscos ao sistema financeiro português “que empresta a um setor privado dos mais endividados da Europa e que está altamente dependente do financiamento no mercado” e considera que será necessário uma recapitalização dos bancos e um aumento do financiamento por parte do Banco Central Europeu.
Confiança não deve ser restaurada no curto prazoJá a estimativa que a Fitch faz para a recessão económica em Portugal é consistente com as previsões das instituições económicas internacionais: A agência acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) se vai contrair quatro por cento em termos acumulados este ano e no próximo.
Apesar do cenário economicamente arriscado, a agência diz que Portugal “deve conseguir evitar o incumprimento ou a restruturação da divida”. No entanto, a Fitch sublinha que, por ter começado o seu processo de ajustamento macroeconómico um ano depois da Grécia, Portugal não verá, provavelmente, a confiança ser restaurada no curto prazo.
Recorde-se que, ao longo do último ano e meio, esta agência de notação financeira cortou em sete níveis a nota dada à dívida portuguesa que, atualmente, está em BBB- , um nível acima do que é considerado “lixo” (junk) e sob “vigilância negativa” o que significa que poderá sofrer ainda mais cortes.
Queda na conjuntura macroeconómicaA queda na conjuntura macroeconómica é um dos motivos de preocupação da Fitch , que aponta o elevado desequilíbrio das contas públicas e da divida externa em Portugal.
A agência internacional de “rating” estima também que o programa de ajustamento vai trazer riscos ao sistema financeiro português “que empresta a um setor privado dos mais endividados da Europa e que está altamente dependente do financiamento no mercado” e considera que será necessário uma recapitalização dos bancos e um aumento do financiamento por parte do Banco Central Europeu.
Confiança não deve ser restaurada no curto prazoJá a estimativa que a Fitch faz para a recessão económica em Portugal é consistente com as previsões das instituições económicas internacionais: A agência acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) se vai contrair quatro por cento em termos acumulados este ano e no próximo.
Apesar do cenário economicamente arriscado, a agência diz que Portugal “deve conseguir evitar o incumprimento ou a restruturação da divida”. No entanto, a Fitch sublinha que, por ter começado o seu processo de ajustamento macroeconómico um ano depois da Grécia, Portugal não verá, provavelmente, a confiança ser restaurada no curto prazo.