FMI prevê crescimento global de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027

FMI prevê crescimento global de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia mundial vai crescer 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, segundo o World Economic Outlook divulgado hoje.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: AFP

A previsão para este ano está inalterada em relação a abril, mas foi revista em alta em 0,1 pontos percentuais (pp) face à atualização de julho. Já a estimativa para 2027 foi revista em alta em 0,2 pp face a abril mas manteve-se igual a julho.

Ainda assim, a instituição ressalva que este desempenho esconde "grandes movimentos compensatórios entre países e uma maior concentração do crescimento global".

Segundo os dados do FMI, 32 economias correspondem agora a 95% do crescimento global, em comparação com 54 economias em abril, ao passo que as revisões em baixa tornaram-se mais generalizadas, com cerca de 47% das economias a ver as suas projeções reduzidas.

"A economia global não está simplesmente a desacelerar ou acelerar, o crescimento está a ser realocado entre os países conforme a exposição de cada um ao choque de oferta decorrente da guerra e à força da procura relacionada com a Inteligência Artificial (IA)", lê-se no relatório.

De acordo com as projeções, o crescimento nas economias avançadas deve aumentar ligeiramente, passando de 2% em 2025 para 2,1% em 2026, antes de desacelerar para 1,8% em 2027.

Os exportadores líquidos de energia "são parcialmente protegidos por efeitos favoráveis nos termos de troca, enquanto os importadores líquidos de energia sofrem um impacto negativo mais acentuado decorrente dos preços mais elevados da energia, a menos que as suas economias sejam impulsionadas por atividades relacionadas com a tecnologia", salienta o FMI.

Já nas economias emergentes e em desenvolvimento, projeta-se que o crescimento desacelere de 4,5% em 2025 para 3,7% em 2026, antes de recuperar para 4,4% em 2027.

Quanto aos preços, as expectativas são de que a inflação global interrompa a sua trajetória de queda, principalmente devido ao choque negativo provocado pela guerra, pelo que a taxa deve acelerar para 4,7% em 2026, abrandando depois para 4,1% em 2027, sendo a subida prevista para 2026 "impulsionada sobretudo pelos preços mais elevados de energia e alimentos".

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