FMI revê em alta previsão de crescimento da China para 4,5% e da Índia para 6,4% em 2026
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em alta as previsões de crescimento económico da China, para 4,5%, e da Índia, para 6,4%, segundo o relatório atualizado de projeções divulgado esta semana.
O novo relatório representa uma subida de três décimas na estimativa de crescimento da China para 2026, face à previsão anterior, de outubro.
No entanto, para 2027, o FMI revê em baixa o crescimento chinês para 4%, menos duas décimas do que o projetado anteriormente.
O FMI antevê uma desaceleração gradual da economia chinesa, condicionada por fatores estruturais como o envelhecimento da população e o fraco crescimento da produtividade. A instituição aponta ainda como desafios a crise no setor imobiliário, que poderá penalizar a procura interna, e o elevado nível de endividamento dos governos locais.
No caso da Índia, que registou um crescimento de 7,3% em 2025, o FMI projeta um aumento do PIB de 6,4% em 2026, uma revisão em alta de duas décimas face ao relatório anterior, mantendo a mesma previsão para 2027.
Para o conjunto das economias emergentes e em desenvolvimento da Ásia, o FMI estima um crescimento de 5% em 2026, três décimas acima da previsão anterior, embora inferior ao crescimento de 5,4% registado em 2025.
Entre as economias avançadas, o Japão deverá crescer 0,7% em 2026, após um crescimento de 1,1% em 2025. A previsão para 2026 representa uma subida de uma décima face a outubro. Em 2027, o crescimento japonês deverá desacelerar para 0,6%.
O FMI destaca a contração de 2,3% da economia japonesa no terceiro trimestre de 2025, num contexto de abrandamento generalizado, sublinhando que o consumo privado e público compensou parcialmente a queda provocada pela redução do investimento residencial privado e das exportações.
A instituição reconhece que os impactos negativos de mudanças nas políticas comerciais estão a ser compensados por um aumento do investimento em tecnologia, nomeadamente em inteligência artificial (IA), especialmente na América do Norte e na Ásia, e ainda por apoios fiscais e monetários, condições financeiras favoráveis e a capacidade de adaptação do setor privado.
Segundo o FMI, o forte crescimento do investimento nos setores da informação e tecnologia traduziu-se num desempenho sólido das exportações de semicondutores e equipamentos tecnológicos nas economias asiáticas.
A Ásia ocupa um papel estratégico na indústria global dos semicondutores, com Taiwan a acolher a TSMC, o maior fabricante mundial de `chips`, e a Coreia do Sul dominada por gigantes do setor como Samsung e SK Hynix.