Economia
Guerra na Ucrânia
França. Greves afetam 20 reatores nucleares
Milhares de pessoas por toda a França continuam nas ruas a exigir melhores salários, que permitam suportar o aumento do custo de vida no país. As greves estão a afetar as operações em quase um terço dos reatores nucleares franceses, atrasando a sua manutenção, avançou esta quarta-feira o sindicato FNME-CGT.
Segundo a Électricité de France, a maior produtora e distribuidora de energia do país, três dos reatores afetados viram a sua produção reduzida em 1,8 gigawatts devido às greves.
Ainda antes da paralisação dos trabalhadores, já se previa que a produção nuclear em França deveria atingir em 2022 a maior quebra dos últimos 30 anos, devido ao número recorde de baixas nos reatores graças a problemas de corrosão e à falta de manutenção.
O número de postos de gasolina franceses com problemas no abastecimento - essencialmente devido às semanas de greve nas refinarias do grupo Total Energies - caiu para 21%, quando no último fim de semana representava quase um terço do total, afirmou o porta-voz do Governo Olivier Veran esta quarta-feira.
"Estamos a fazer tudo o que podemos para voltar à situação normal. A forma como as coisas estão a evoluir nos últimos dias sugere que isso pode acontecer em breve", declarou aos jornalistas.
Já na segunda-feira o presidente Emmanuel Macron tinha dito que o Governo continuaria a “fazer o máximo” para resolver a situação “o mais rápido possível”.
Os manifestantes estão unidos para exigir aumentos salariais que acompanhem o aumento do custo de vida, numa altura em que a França sofre uma inflação de 6,2% - a taxa mais alta das últimas décadas.
Entretanto, o Governo francês poderá aprovar o orçamento para 2023 usando poderes constitucionais especiais, que permitem contornar uma votação no Parlamento, declarou no domingo a primeira-ministra Elisabeth Borne.
Ainda antes da paralisação dos trabalhadores, já se previa que a produção nuclear em França deveria atingir em 2022 a maior quebra dos últimos 30 anos, devido ao número recorde de baixas nos reatores graças a problemas de corrosão e à falta de manutenção.
Numa altura em que também a guerra na Ucrânia provoca uma crise no fornecimento de energia, em França este foi ainda mais afetado nas últimas semanas devido às greves em algumas centrais nucleares. As centrais Gravelines e Dampierre, duas das maiores do país, foram também atingidas pelas greves.
Virginie Neumayer, representante do sindicato FNME-CGT, avançou à agência Reuters que 20 dos 56 reatores foram afetados pelas paralisações. Desses, 17 viram a sua manutenção adiada por falta de mão-de-obra.
A empresa francesa de transporte de eletricidade RTE alertou, por sua vez, que as greves prolongadas responsáveis pelo adiamento das manutenções dos reatores podem ter “pesadas consequências” no fornecimento de energia este inverno.
A empresa francesa de transporte de eletricidade RTE alertou, por sua vez, que as greves prolongadas responsáveis pelo adiamento das manutenções dos reatores podem ter “pesadas consequências” no fornecimento de energia este inverno.
Situação pode resolver-se "em breve"
O impacto das greves sente-se também na área dos combustíveis, apesar de estar a mostrar melhorias.
O número de postos de gasolina franceses com problemas no abastecimento - essencialmente devido às semanas de greve nas refinarias do grupo Total Energies - caiu para 21%, quando no último fim de semana representava quase um terço do total, afirmou o porta-voz do Governo Olivier Veran esta quarta-feira.
"Estamos a fazer tudo o que podemos para voltar à situação normal. A forma como as coisas estão a evoluir nos últimos dias sugere que isso pode acontecer em breve", declarou aos jornalistas.
Os manifestantes estão unidos para exigir aumentos salariais que acompanhem o aumento do custo de vida, numa altura em que a França sofre uma inflação de 6,2% - a taxa mais alta das últimas décadas.
Entretanto, o Governo francês poderá aprovar o orçamento para 2023 usando poderes constitucionais especiais, que permitem contornar uma votação no Parlamento, declarou no domingo a primeira-ministra Elisabeth Borne.