Franceses são os que mais compram casas em Portugal

Os franceses são, pelo terceiro ano consecutivo, os maiores compradores de imóveis em Portugal, de acordo com os números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Seguem-se ingleses, brasileiros, chineses e alemães, maioritariamente atraídos pelos "vistos gold" e vantagens atribuídas aos Residentes Não Habituais.

RTP /
Jose Manuel Ribeiro, Reuters

Portugal continua a atrair os estrangeiros, como o comprova o crescimento “expressivo” das vendas de imóveis, aponta o novo estudo do INE sobre o perfil dos estrangeiros que investiram no país em 2018.

Por dia, os estrangeiros compram 54 casas em Portugal, valor que representa 8,2% de todos os imóveis transacionados durante o ano passado. Entre as zonas de eleição dos estrangeiros está a área metropolitana de Lisboa e a região do Algarve, que juntas concentram praticamente metade dos imóveis adquiridos por não residentes em 2018 (49,6%).

Dos 26 mil milhões transacionados em imóveis no mercado nacional durante o ano passado, cerca de 13% (cerca de 3,4 mil milhões) são investimentos feitos por estrangeiros. Destes, os franceses são os maiores compradores (19,7% em termos do valor transacionado), liderança que ocupam desde 2016.

Segue-se o Reino Unido (16,9%), o Brasil (8,3%), a China (5,1%) e a Alemanha (4,9%), que, todos juntos, representam mais de metade das transações imobiliárias totais. "No seu conjunto, os cinco principais países de residência dos compradores que adquiriram imóveis em Portugal em 2018, representavam 54,8% do valor global de vendas a não residentes nesse ano", refere a análise do INE.

A maioria dos compradores estrangeiros é atraída por programas como os "vistos gold" (que obriga a investir mais de meio milhão de euros) ou os Residentes Não Habituais (que obriga a uma permanência de 183 dias). A venda de imóveis a não residentes aumentou de 14,5% em número, e 22,2% em valor, indica o INE.

Os não residentes não só têm comprado mais, como têm comprado mais caro. "Em 2018, aumentou a proporção de imóveis vendidos a não residentes com um valor unitário igual ou superior a 500 mil euros".

Além da capital e do Algarve, o resto do país, do interior às ilhas, também tem seduzido os estrangeiros. Assim, foram vendidos 1075 imóveis na região Oeste, 890 em Coimbra, 581 no Minho ou ainda 483 na Madeira.

No entanto, é na área metropolitana de Lisboa que o valor médio das casas vendidas a não residentes foi o mais elevado (322 514€), seguindo-se o Algarve (214 819€).
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