Economia
Fuga ao fisco. Sindicato apresenta queixa-crime contra empresas de transportes
O representante do sindicato dos motoristas de transportes de matérias perigosas deslocou-se esta quarta-feira às instalações da PJ, na Gomes Freire, em Lisboa, para apresentar uma queixa-crime contra cinco empresas de transportes por alegada fuga ao fisco nos pagamentos aos seus trabalhadores.
De acordo com Pedro Pardal Henriques, advogado e porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), estarão em causa 300 milhões de euros por ano em horas extraordinárias que foram pagas aos trabalhadores como ajudas de custo, portanto sem qualquer tributação.Sindicato de motoristas diz que estão em causa 300 milhões de euros por ano.
A alegada engenharia fiscal das empresas de transportes foi objecto da queixa crime que Pardal Henriques e o presidente do sindicato entregaram esta tarde na sede da Judiciária visando cinco empresas cuja identidade o advogado não quis revelar .
A alegada engenharia fiscal das empresas de transportes foi objecto da queixa crime que Pardal Henriques e o presidente do sindicato entregaram esta tarde na sede da Judiciária visando cinco empresas cuja identidade o advogado não quis revelar .
"[Os impostos relativos a] esses 300 milhões de euros que são pagos debaixo da mesa serviriam para resolver muitos problemas do Estado (...), resolvia o problema das reformas, resolvia o problema dos problemas dos professores. Problemas que o Estado diz não poder resolver".
Pardal Henriques fala em "roubo" praticado por várias grandes empresas transportadoras que "foi já alvo de denúncia". Nas palavras do advogado, à saída das instalações da PJ, os motoristas limitaram-se agora a concretizar essas denúncias em queixa-crime.
A queixa-crime visa as empresas transportadoras que pediram a ilegalidade do pré-aviso de greve, apresentando entretanto uma providência cautelar.
De acordo com declarações de Pardal Henriques, a queixa-crime entregue na PJ é “contra várias empresas representadas pela Antram, nomeadamente aquelas que ontem (terça-feira) anunciaram uma hipotética providência cautelar. A saber: Transportes Paulo Duarte, Atlantic Cargo, J. Barroso, Alves Bandeira, Transfrota, Transportes J. Amaral, Tiel”.
Esta terça-feira, cinco transportadoras anunciaram que iam dar entrada com uma providência cautelar a pedir a ilegalidade do pré-aviso de greve dos motoristas, fez saber o escritório de advogados que representa essas empresas.
De acordo com declarações de Pardal Henriques, a queixa-crime entregue na PJ é “contra várias empresas representadas pela Antram, nomeadamente aquelas que ontem (terça-feira) anunciaram uma hipotética providência cautelar. A saber: Transportes Paulo Duarte, Atlantic Cargo, J. Barroso, Alves Bandeira, Transfrota, Transportes J. Amaral, Tiel”.
Esta terça-feira, cinco transportadoras anunciaram que iam dar entrada com uma providência cautelar a pedir a ilegalidade do pré-aviso de greve dos motoristas, fez saber o escritório de advogados que representa essas empresas.
c/ Lusa