Fundador da antiga fábrica de camisas Califa pede perícia psiquiátrica
São João da Madeira, 26 fev (Lusa) - A defesa do fundador da extinta fábrica Califa requereu hoje, no tribunal de São João da Madeira, a realização de uma perícia psiquiátrica ao arguido, no âmbito de um processo de uma dívida ao Estado de 322 mil euros.
O exame pericial foi requerido pelo advogado de Joaquim José Teixeira da Silva, na primeira sessão do julgamento realizada esta quarta-feira sem a presença do arguido, que alegou doença para não comparecer no tribunal.
O causídico diz que há a possibilidade de o empresário, de 73 anos, ter "inimputabilidade ou imputabilidade diminuída", alegando que o seu cliente "não estaria em condições de saúde plena desde 1986".
O requerimento será agora analisado pela juíza titular do processo, que deverá pronunciar-se sobre o mesmo num prazo de dez dias.
Nas alegações introdutórias, o advogado afirmou ainda que Joaquim José Teixeira da Silva está inocente, porque à data dos factos não era gerente da sociedade.
Além do empresário, o processo tem como arguida a empresa Artlabel Industry, uma sociedade anónima formada com a banca, que adquiriu a Califa após a insolvência da empresa têxtil, em 2008.
O fundador da fábrica Califa, que lançou a marca de camisas Victor Emmanuel, está a cumprir uma pena de prisão de três anos, após ter sido condenado pelo Tribunal de São João da Madeira num processo de dívidas ao Estado.