Fundo de Emergência Social da Cáritas de Leiria já angariou mais de 1,5 milhões de euros
O Fundo de Emergência Social lançado pela Cáritas Diocesana de Leiria para apoio às famílias diretamente afetadas pelos danos provocados pela depressão Kristin angariou mais de 1,5 milhão de euros até este sábado, foi hoje anunciado.
A instituição salientou, em comunicado, que o valor angariado de 1.573.112,06 euros reflete a "solidariedade contínua da sociedade portuguesa e a confiança depositada numa resposta que se quer humana, rigorosa e transparente".
A Cáritas Diocesana de Leiria anunciou que irá reunir-se, na próxima quarta-feira, às 14:00, no Seminário Diocesano de Leiria, com os presidentes de Junta e dos municípios das áreas afetadas integradas no território da Diocese de Leiria-Fátima, "no seguimento do compromisso assumido com uma gestão transparente e articulada do Fundo".
Na reunião, vai apresentar e esclarecer o funcionamento do Fundo de Emergência Social -- Tempestade Kristin, nomeadamente o seu Regulamento Interno, e os procedimentos e critérios de atribuição de apoios, reforçando a articulação institucional e a transparência de todo o processo.
"A Cáritas Diocesana de Leiria reafirma o seu compromisso de permanecer no terreno, acompanhando as famílias, sinalizando necessidades e mobilizando recursos", lê-se no comunicado, no qual a instituição apela ao país para não esquecer as zonas mais afetadas.
Em virtude da reorganização logística dos seus armazéns, informou ainda que hoje e domingo não procede à entrega de cabazes alimentares nem à distribuição de bens nas comunidades.
"Esta reorganização é essencial para assegurar uma gestão mais eficiente, rigorosa e equitativa das doações recebidas, reforçando a capacidade de resposta nos próximos dias", sustentou a instituição.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.