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Fundo Monetário Internacional revê em baixa previsão de crescimento para Portugal

Fundo Monetário Internacional revê em baixa previsão de crescimento para Portugal

O Fundo Monetário Internacional prevê que a economia portuguesa cresça este ano 1,9 por cento. É um acerto em baixa face aos 2,1 por cento projetados no anterior relatório.

Carlos Santos Neves - RTP /

O Fundo Monetário Internacional reviu esta terça-feira em baixa a estimativa de crescimento para a economia portuguesa, este ano, de 2,1 para 1,9 por cento.

O FMI coloca, ainda assim, Portugal a crescer mais do que a média da Zona Euro e das maiores economias europeias, como Alemanha, França e Itália.

A estimativa da organização fica aquém do cenário traçado pelo Governo de Luís Montenegro, que, no Orçamento do Estado, inscreveu um crescimento do PIB em 2,3 por cento.

O abrandamento da economia parece inevitável a nível mundial. O FMI acredita agora que a economia global vai crescer 3,1 por cento, menos duas décimas do que a previsão anterior.A inflação também vai subir. O Fundo estima uma subida generalizada dos preços de 4,4 por cento. É uma revisão em alta de sete décimas.

Se não fosse a guerra no Médio Oriente, as previsões económicas para este ano seriam revistas em alta.

Todas as previsões dependem da duração do conflito, do impacto prolongado que este pode produzir nos preços da energia e da amplitude dos danos em infraestruturas energéticas.
Escalada de preços da energia

A atualização do World Economic Outlook agora conhecida aponta para que o preço das matérias-primas energéticas cresça este ano em 19 por cento.

"Os preços do petróleo devem aumentar 21,4 por cento devido às interrupções na produção e no transporte no Médio Oriente, o que corresponde a um índice médio de preços do petróleo de 82 dólares por barril", indica o relatório do FMI.Os preços do gás natural devem sofrer maior impacto do que que o petróleo, dada a "complexidade técnica da retoma da produção e ao nível comparativamente menor de reservas disponíveis".


Por outro lado, os preços dos alimentos devem igualmente subir acima das previsões de outubro do ano passado, por razões análogas.

c/ agências
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