Fundo norueguês pressionado a largar empresas que apoiem ocupação israelita de Gaza

A LO - Confederação Norueguesa de Sindicatos está a pressionar o fundo da Noruega no valor de 1,8 triliões de dólares (1,6 triliões de euros) para que abandone a participação em papéis de empresas que apoiem a ocupação israelita da Faixa de Gaz. A informação passou para a Reuters na declaração de um líder da LO, a maior e mais influente central de sindicatos no país, com um milhão de associados numa população total de cinco milhões.

RTP /
Foto: Abed Rahim Khatib - Anadolu via Reuters Connect

Parte da “campanha de desinvestimento” em produtos e organizações israelitas, a central sindical norueguesa avisa que o fundo deve cumprir os seus tradicionais preceitos de não investir em companhias que estejam a infringir as leis internacionais.

Considerando que é o caso de Telavive, Steinar Krogstad, vice-presidente da central explicou à Reuters que a LO “quer que o fundo se retire das empresas que têm atividades nos territórios palestinianos ocupados”.

O fundo norueguês, que ascende a 1,6 triliões de euros apresenta-se nos mercados internacionais como um parceiro de peso incomparável, sendo cotado como o maior fundo de investimento nacional do mundo.

Falando à margem do congresso da central, onde uma bandeira da Palestina permanece ao lado da bandeira da LO, Steinar Krogstad sublinhou que “a questão está agora mais na ordem do dia por causa da política de Israel, dos ataques e da guerra em Gaza e na Cisjordânia”.

A LO tem por costume uma posição alinhada com a política oficial do Partido Trabalhista agora no governo de Oslo e consegue muitas vezes impor a sua influência em políticas que vão para além das questões laborais.

Esta posição alinha-se com os apelos do último ano e meio das Nações Unidas, que consideram os colonatos israelitas ilegais e exigem que Telavive retire dos territórios palestinianos ocupados.

A LO e 47 outras organizações da sociedade civil enviaram a 10 de abril ao ministro das Finanças, Jens Stoltenberg, uma carta a pressionar o governo no sentido de largar essas empresas ligadas à ocupação.

A carta pede a Stoltenberg – também membro da LO - que dê instruções ao banco central, que gere o fundo, para se desfazer de empresas “onde exista um risco inaceitável de cumplicidade na violação do direito internacional nos territórios palestinianos ocupados”.

Também pede a Stoltenberg que tome a iniciativa de dar orientações mais precisas para a observação e exclusão de empresas do fundo petrolífero “de forma que estejam em conformidade com o direito internacional”.

c/ agências
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