Fusão das associações em causa com a saída do presidente da ANIVEC/ APIV

Porto, 02 Abr (Lusa) - A fusão entre as duas maiores associações empresariais da indústria têxtil e do vestuário está em risco com a saída de Orlando Lopes da Cunha da presidência da Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção (ANIVEC/APIV).

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Em declarações à Lusa, Lopes da Cunha, o principal promotor da concentração associativa, explicou hoje que "ainda há alguns pontos para acertar, cedências que têm de ser feitas e que podem não ser aceites pela nova direcção".

"A maior tristeza é sair sem conseguir concretizar a fusão com a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal [ATP]", afirmou hoje o ainda presidente da ANIVEC/APIV.

Também em declarações à Lusa, João Costa, presidente da ATP, reforçou que a concretização da fusão está do lado da ANIVEC/APIV que "tem que fazer algumas reestruturações internas" para o processo resultar "numa organização viável com capacidade de viver com meios próprios, mantendo o necessário distanciamento do poder".

Há cerca de um ano, com a saída de Paulo Nunes de Almeida para assumir a vice-presidência da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Lopes da Cunha passou a negociar a fusão associativa com o novo presidente da ATP, João Costa.

Agora, com a sua saída, inicia-se uma nova etapa sob o leme de Alexandre Pinheiro, que, antes de ser eleito presidente da ANIVEC/APIV, assumia as funções de tesoureiro naquela associação.

Lopes da Cunha é defensor que o futuro da indústria têxtil e de vestuário (ITV) depende da unidade "para ganhar poder reivindicativo e economias de escala". Se avançasse, a nova associação representaria cerca de 1.500 empresas.

No passado, houve várias tentativas de fusão entre a ANIVEC/APIV e a ATP, mas as conversações acabaram por falhar. De fora desta potencial fusão, fica a Associação Nacional das Indústrias de Tecelagem e Têxteis-Lar (ANITLAR) e a Associação Nacional de Industriais dos Lanifícios (ANIL).

As duas associações patronais, a caminho da fusão, são produto da integração progressiva de associações.

A ANIVEC e a APIV uniram esforços, em 2003. Ambas representavam empresas de vestuário e confecção, mas a ANIVEC com área de intervenção mais a Norte e a APIV a Sul.

Por seu lado, a ATP resultou da fusão da APIM (Associação Portuguesa das Indústrias de Malha e de Confecção) e da APT (Associação Portuguesa dos Têxteis e Vestuário), ocorrida em 2003, e, mais recentemente, integrou também a ANET (Associação Nacional das Empresas Têxteis.

JNM.

LUSA/FIM

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