Gaia quer criar sete áreas de reabilitação urbana
Vila Nova de Gaia, Porto, 29 jan (Lusa) -- A Câmara de Gaia quer criar sete Áreas de Reabilitação Urbana (ARU) por todo o concelho, estendendo a intervenção desde o centro da cidade e Encostas do Douro às zonas industriais de Rainha, Rechousa e Feiteira.
Cidade de Gaia, Encostas do Douro, Zona Central dos Carvalhos, Aguda-Granja, Zona Industrial da Feiteira, Zona Industrial da Rechousa e Zona Industrial da Rainha são, segundo a proposta levada segunda-feira a reunião de câmara, as sete ARU que o município quer delimitar e tornar áreas de atuação prioritária.
Esta delimitação decorre da Estratégia da Regeneração Urbana de Vila Nova de Gaia com a qual se pretende, entre outros, otimizar recursos, compactar a cidade, racionalizar o uso das infraestruturas, promover a coesão social, equilibrar a distribuição territorial do investimento, fomentar a sustentabilidade dos núcleos urbanos periféricos e promover o emprego através da qualificação dos territórios.
Na ARU Cidade de Gaia (que exclui o centro histórico e junta núcleos urbanos em Afurada, Coimbrões e Devesas e núcleos rurais em Canidelo, Madalena, Mafamude e Vilar do Andorinho) os objetivos estratégicos passam por "refundar o centro da cidade", potenciar o turismo, "mitigar o impacto dos eixos viários" e promover a competitividade.
Inserido na estratégia de reabilitação da Cidade de Gaia estão várias propostas como a reativação dos elevadores da ponte da Arrábida, a instalação de escadas rolantes do jardim do Morro à ribeira de Gaia e de um elevador "que permita o acesso à Serra do Pilar desde o canal do metro junto ao tabuleiro superior da Ponte Luís I".
Já na ARU das Encostas do Douro -- espaço de "elevado valor paisagístico e cénico, dada a sua localização no centro geográfico da Área Metropolitana do Porto" -- a finalidade é "promover a singularidade desta unidade espacial na sua relação com o rio", "potenciar novas utilizações" do património local, promover o turismo, "conter o povoamento difuso", melhorar as acessibilidades e valorizar o património industrial de Crestuma/Lever.
Mais a sul, na ARU Zona Central dos Carvalhos, a estratégia da câmara tem como principais objetivos não só melhorar a mobilidade pedonal na EN 1, mas também requalificar espaços como a Feira dos Carvalhos, Monte Murado e Largo do Moeiro.
Na frente marítima, a autarquia quer delimitar a zona Aguda-Granja para salvaguardar e valorizar os seus bairros piscatórios e balneares, tal como requalificar o núcleo piscatório da Aguda.
Feiteira, Rechousa e Rainha são as áreas de reabilitação urbana em zonas industriais do concelho onde se pretende reforçar as plataformas logísticas, melhorar acessos, promover a reconversão urbanística e ambiental das áreas industriais abandonadas e diminuir o impacto do trânsito de pesados.
A proposta a ser debatida na reunião de câmara de segunda-feira será depois remetida para a Assembleia Municipal para aprovação.
A aprovação pela Assembleia Municipal dá início ao prazo máximo de três anos para desenvolvimento e aprovação das respetivas operações de reabilitação urbana, no qual se admite a redelimitação das ARU.