Galp e Tejo Energia com luz verde da DGGE para construir centrais
A Galp Energia e a Tejo Energia já receberam notificações da Direcção Geral de Geologia e Energia (DGGE) sobre a existência de capacidade na rede para a construção de duas centrais de ciclo combinado em Sines e no Pego.
Fonte oficial da Galp Energia afirmou à agência Lusa que a empresa foi notificada pela DGGE sobre a atribuição de duas ligações à rede de 400 megawatts cada em Sines.
O processo de licenciamento ambiental está já a decorrer e a Galp espera que a central entre em funcionamento em 2009.
O presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, confirmou também à Lusa que a Tejo Energia, na qual a Endesa tem uma participação de 38,9 por cento, recebeu autorização para avançar com os procedimentos ambientais no sentido de construir uma central de 940 MW no Pego, em Abrantes.
Ribeiro da Silva espera ter a licença de construção ainda este mês, depois de receber a licença ambiental do Instituto do Ambiente, prevendo que a central entre em funcionamento dois anos depois do inicio da construção.
A EDP e a Iberdrola ainda não receberam qualquer notificação, segundo fontes das duas empresas, mas o secretário de Estado adjunto da Economia, António castro Guerra, afirmou ao Jornal de Noticias que deverão receber "luz verde" ainda esta semana.
Castro Guerra garantiu que há capacidade na rede para acolher a potência e energia gerada pelos quatro grupos geradores solicitados pelas duas empresas para a Figueira da Foz.
A EDP renovou o seu pedido para dois grupos geradores de 400 megawatts (MW) cada na Figueira da Foz, Sines e Alto Tejo (Lares).
A Iberdrola renovou o interesse para dois grupos geradores, num total de 850 MW na Figueira da Foz.
A Iberdrola tem a declaração de impacto ambiental (DIA) condicionalmente favorável desde Janeiro deste ano.
Fonte oficial da EDP afirmou que a empresa dispõe já das declarações de impacte ambiental para Sines e Figueira da Foz e do estudo de impacte ambiental para Lares.
As centrais só poderão começar a ser construídas depois das empresas obterem a licença ambiental.
O investimento em novas centrais de ciclo combinado deve atingir os 1.520 milhões de euros, podendo ser atribuídos oito grupos geradores com uma potência de 400 megawatts (MW) cada.