Gás russo. Europa hesita em aplicar o ás de trunfo nas sanções

A Europa hesita em aplicar o ás de trunfo nas sanções contra a Rússia. Trata-se de pôr fim às importações de gás, que rendem muitos milhões à Rússia e financiam assim a guerra na Ucrânia.

RTP /
A hesitação da União Europeia relaciona-se com a sua dependência energética em relação ao gás russo, difícil de substituir rapidamente.

A Rússia fornece mais de 40 por cento do gás natural consumido na União e há mesmo países que dependem a 100 por cento do gás russo.

É o caso da Suécia, Finlândia, Estónia, Letónia, Lituânia e Bulgária.

A Chéquia é altamente dependente, com cerca de 80 por cento.

Mas é na maior economia europeia que o dilema é maior: a Alemanha compra quase metade do seu gás natural à Rússia (40 por cento), e a possibilidade da Rússia interromper o fornecimento levou o governo alemão a admitir fazer racionamento de gás.

Portugal importa apenas nove por cento de gás natural da Rússia e é o quarto Estado da União que menos depende de Moscovo em termos de energia.
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