Gestor do primeiro hotel de cinco estrelas de Bissau é português

O director da primeira unidade hoteleira de cin co estrelas da Guiné-Bissau, onde decorrem os trabalhos da VI Cimeira da CPLP, é um gestor português que regressa pela quarta vez ao país, agora para dirigir o "Bissau Palace Hotel".

Agência LUSA /

Eduardo Pereira, natural de Lisboa, onde nasceu faz hoje precisamente 4 3 anos, é formado na Escola de Hotelaria do Porto (1983/86) e pós graduado em "h otel management" pelo Centro Internacional de Hotelaria de Glion (Suíça), tendo já trabalhado como gestor em Portugal, Moçambique e Cabo Verde.

Em declarações à Agência Lusa, Eduardo Pereira mostrou-se entusiasmado com a nova experiência na Guiné-Bissau, onde chegou pela primeira vez em 1989 pa ra assegurar a gestão do então Hotel Internacional de Bissau, que depois se tran sformou, sucessivamente em Sheraton, Hotti e Bissau Hotel, sendo actualmente o L íbia Hotel.

Na ocasião, chegou a Bissau dias antes da primeira visita oficial à Gui né-Bissau do antigo primeiro-ministro português Aníbal Cavaco Silva, hoje presid ente de Portugal, e que, curiosamente, estará presente na Cimeira da CPLP, que d ecorrerá precisamente num hotel que gere.

Até ao início deste mês esteve à frente do Pemba Beach Hotel, na provín cia de Cabo Delgado, em Moçambique, onde se encontrava desde Maio de 2002, mas r azões de ordem profissional e também familiares - a mulher, de quem tem três fil hos, é luso-guineense - levaram-no a aceitar a proposta da empresa de construção civil argelina Arezki.

O grupo argelino, que com o Bissau Palace Hotel entra no ramo da Hotela ria, está instalado na capital guineense desde 1997, tendo desde então ganho vár ios concursos para a construção e reparação das estradas e vias urbanas do país.

Nas declarações à Lusa, Eduardo Pereira salientou a importância de mais este desafio na Guiné-Bissau, país que se viu forçado a abandonar cinco dias de pois do início do conflito militar de Junho de 1998 a Maio de 1999, numa altura em que geria, pela segunda vez, o Hotel 24 de Setembro.

"Penso que, pela primeira vez, a Guiné-Bissau dispõe de uma unidade hot eleira de verdadeiro luxo. Vai ser um desafio muito grande mas creio que a Guiné -Bissau, apesar de todas as dificuldades que tem vivido, vai responder com satis fação ao novo empreendimento", sublinhou.

Em Portugal, esteve como gestor no Monte Palace, nas Sete Cidades (ilha de São Miguel - Açores), Neptuno, em Montegordo (Algarve), e Hotel Colina do Ca stelo, em Castelo Branco.

Pelo meio, ainda esteve nos hotéis Morabeza e Belo Horizonte, na ilha d o Sal (Cabo Verde), e ocupou-se da gestão de outras duas unidades hoteleiras em Moçambique - Bazaruto Lodge e Inhaca, estes já integrado no grupo Pestana.

A nova unidade hoteleira de Bissau foi inaugurada quarta-feira pelo pre sidente da Guiné-Bissau, João Bernardo "Nino" Vieira, e surgiu de uma adaptação de um edifício onde, em tempos, antes do conflito militar de 1998/99, funcionou durante alguns meses a Assembleia Nacional Popular (ANP, Parlamento guineense).

A obra no edifício, abandonado desde que ficou parcialmente destruído d urante o conflito militar, orçou em sete milhões de dólares (cerca de 5,38 milhõ es de euros), tendo a sua recuperação decorrido num tempo recorde de apenas três meses.

Os trabalhos de adaptação começaram a 13 de Abril, contando o hotel, nu ma primeira fase, com oito suites presidenciais, 26 quartos e uma sala de confer ências, precisamente onde irá decorrer a cimeira de chefes de Estado, dia 17, be m como todas as reuniões preparatórias.

Situado no bairro de Brá, na estrada que liga o centro da cidade de Bissau ao aeroporto internacional "Osvaldo Vieira", o Palace Hotel conta também com uma piscina e continuará, após a cimeira, com as obras n o sentido de o dotar de pelo menos 90 quartos e 25 suites, bem como de campos de ténis e um "health club".

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