Gestor judicial da Qimonda chega a Portugal à procura de investidor

O gestor de falência da multinacional alemã Qimonda chega amanhã a Portugal para uma reunião com o ministro da Economia. Machael Jaffé dirá certamente a Manuel Pinho que a Qimonda terá de encerrar "inevitavelmente" se até Março não encontrar um investidor.

RTP /
Visita do gestor de falência da Qimonda visa informar trabalhadores da fábrica de Vila do Conde. Matthias Hiekel, EPA

O dia de amanhã será de mais um episódio para a Qimonda, e para os funcionários da unidade fabril da multinacional alemã em Vila do Conde, com a visita do gestor de falência a Portugal onde irá reunir-se com o ministro da Economia, Manuel Pinho.

"Actualmente estamos a fazer o possível para eventualmente impedir o encerramento da Qimonda e já houve o interesse de investidores, mas num âmbito reduzido", alertou o gestor de falência, Machael Jaffé.

Um aviso que chega numa altura em que o governo português reconhece que tem "feito tudo o que é possível" e tem estado a acompanhar "muito de perto" o processo para impedir o encerramento da Quimonda Portugal.

A visita do gestor a Portugal terá também como grande objectivo "explicar a situação da falência" aos trabalhadores da empresa alemã da unidade fabril de Vila do Conde.

A ameaça de colapso do único produtor europeu de semicondutores é "mais grave" do que até agora era conhecido, já anunciou o gestor judicial, ao mesmo tempo que referiu que "o Governo português continua empenhado em salvar a Qimonda".

Recorde-se, que porta-voz da empresa, Sebastian Brunner, já havia considerado as conversações em Lisboa com os seus representantes "um aspecto muito importante da nossa actividade".

O processo que agora decorre vem na sequência do anúncio feito a 23 de Janeiro pela casa-mãe da Qimonda, na Alemanha, da falência no Tribunal Administrativo de Munique, actuação que surpreendeu o Governo português.

A unidade da Qimonda em Vila do Conde, que emprega perto de dois mil trabalhadores, é o maior exportador do tecido empresarial em território português e assegura cinco por cento do Produto Interno Bruto do país.
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