Economia
Google vai pagar por conteúdos jornalísticos na Austrália
A empresa proprietária da Google, motor de pesquisa mais usado na internet, vai pagar à comunicação social na Austrália pelo uso de conteúdos, tal como acordado recentemente em França, acordo que a rede social Facebook recusa.
A News Corp., que detém títulos como o Wall Street Journal (EUA), Sky News e The Times (Reino Unido) anunciou esta quinta-feira que vai receber "pagamentos significativos" da Google, ao abrigo de um acordo de 3 anos para uso de conteúdos escritos, áudio e vídeo, que contempla também entrega de receitas publicitárias.
Numa declaração, o presidente da News Corp., Robert Thomson elogiou o governo australiano, que "apoiou firmemente o país e o jornalismo" ao propor uma lei para partilha com a comunicação social de receitas das plataformas da internet.
Outras empresas de comunicação social também já chegaram a acordo com a Google, caso da Seven West Media, e decorrem negociações com a Nine Entertainment e a estatal Australian Broadcasting Corp. (ABC).
A Google chegou já a acordo com 450 publicações em todo o mundo para integrar conteúdo jornalístico no novo modelo News Showcase, lançado em outubro do ano passado.
A iniciativa australiana está a ser acompanhada de perto em todo o mundo, numa altura em que as receitas publicitárias estão a ser cada vez mais capturadas pelo Facebook, Google e outras grandes plataformas digitais.
Em Janeiro, a Google chegou a acordo com os grupos de media franceses para pagar direitos de autor pelos seus artigos, sendo o valor definido em função do número de publicações e tráfego dos sites.
Páginas informativas bloqueadas pelo Facebook
Numa declaração, o presidente da News Corp., Robert Thomson elogiou o governo australiano, que "apoiou firmemente o país e o jornalismo" ao propor uma lei para partilha com a comunicação social de receitas das plataformas da internet.
Outras empresas de comunicação social também já chegaram a acordo com a Google, caso da Seven West Media, e decorrem negociações com a Nine Entertainment e a estatal Australian Broadcasting Corp. (ABC).
A Google chegou já a acordo com 450 publicações em todo o mundo para integrar conteúdo jornalístico no novo modelo News Showcase, lançado em outubro do ano passado.
Em Janeiro, a Google chegou a acordo com os grupos de media franceses para pagar direitos de autor pelos seus artigos, sendo o valor definido em função do número de publicações e tráfego dos sites.
Centenas de páginas informativas australianas, tanto de órgãos de comunicação social como de organizações privadas e até serviços de emergência, estão bloqueadas no Facebook a partir desta quinta-feira, numa medida que está a suscitar críticas.
"O Facebook está errado. As acções do Facebook são desnecessárias, autoritárias e vão prejudicar a sua reputação aqui na Austrália", disse o ministro das Finanças australiano Josh Frydenberg.
Will Easton, responsável do Facebook na Austrália e Nova Zelândia, explicou que o bloqueio impede a partilha de ligações a publicações australianas, impedindo ao mesmo tempo os utilizadores australianos de ver ou partilhar conteúdo noticioso quer australiano quer internacional.
"Em resposta à nova lei proposta, o Facebook irá restringir a capacidade dos editores e de todos os outros na Austrália de partilhar ou ler conteúdos noticiosos produzidos pelos meios de comunicação australianos ou internacionais", disse a multinacional liderada por Mark Zuckerberg numa declaração.
O Facebook adotou uma postura intransigente em relação a uma nova proposta de lei australiana que responsabiliza a rede social, a Google e outras plataformas pelo pagamento de conteúdos jornalísticos às empresas que os produzem.
"O Facebook está errado. As acções do Facebook são desnecessárias, autoritárias e vão prejudicar a sua reputação aqui na Austrália", disse o ministro das Finanças australiano Josh Frydenberg.
Will Easton, responsável do Facebook na Austrália e Nova Zelândia, explicou que o bloqueio impede a partilha de ligações a publicações australianas, impedindo ao mesmo tempo os utilizadores australianos de ver ou partilhar conteúdo noticioso quer australiano quer internacional.
"Em resposta à nova lei proposta, o Facebook irá restringir a capacidade dos editores e de todos os outros na Austrália de partilhar ou ler conteúdos noticiosos produzidos pelos meios de comunicação australianos ou internacionais", disse a multinacional liderada por Mark Zuckerberg numa declaração.
O Facebook adotou uma postura intransigente em relação a uma nova proposta de lei australiana que responsabiliza a rede social, a Google e outras plataformas pelo pagamento de conteúdos jornalísticos às empresas que os produzem.