Governo admite renovar compensação financeira à Metro Mondego em 2029
O Governo vai atribuir uma compensação financeira à Metro Mondego de 28,4 milhões de euros (ME) até 2029 pelo transporte de passageiros e admite renovar o apoio a partir dessa data para garantir a sustentabilidade económico-financeira da operação.
A sociedade Metro Mondego é concessionária da gestão do Sistema de Mobilidade do Mondego, que serve Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã, com autocarros elétricos (`metrobus`) em via dedicada, dispondo de uma operação urbana na cidade de Coimbra, embora as ligações à estação ferroviária de Coimbra-B e aos Hospitais da Universidade de Coimbra só devam entrar em funcionamento no final de 2026.
"Apesar do esperado aumento de procura, ao longo dos primeiros quatro anos de exploração do sistema, considera-se que a receita obtida poderá não ser suficiente para a sustentabilidade económico-financeira da operação, pelo que é expectável que sejam mantidas compensações após 2029", disse à agência Lusa fonte do Ministério das Infraestruturas e Habitação (MIH).
Numa nota escrita, a tutela indicou que 8,12 ME vão ser atribuídos este ano, 7,25 ME em 2027 e 6,55 ME em 2028 e 2029.
"Estes valores anuais têm em conta o estimado aumento da procura e respetiva receita, que conduzirá a uma redução dos encargos do Estado", frisou o MIH.
A sociedade Metro Mondego é constituída pelo Estado (53%), municípios de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo (14% cada um), Infraestruturas de Portugal e a CP (ambas com 2,5%).
A operação entre Coimbra (Portagem) e Serpins (Lousã) teve início no dia 16 de dezembro de 2024, depois de ter estado a funcionar preliminarmente em Coimbra com um horário mais curto e com menos oferta.
A entrada em operação do `metrobus` acontece depois de, ao longo de três décadas, este projeto de mobilidade ter sofrido várias alterações, suspensões e adiamentos.
O Ministério das Infraestruturas e Habitação estima que o SMM seja utilizado por 13 milhões de pessoas por ano, depois de um investimento de 220 milhões de euros, suportado pelo Orçamento do Estado e fundos comunitários.
Quando o troço urbano estiver em pleno funcionamento, o `metrobus` terá uma extensão total de 42 quilómetros e outras tantas estações.