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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

UE "não tem vontade" de alargar missão naval no Médio Oriente ao Estreito de Ormuz

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UE "não tem vontade" de alargar missão naval no Médio Oriente ao Estreito de Ormuz

Donald Trump criticou os países que se recusaram a ajudar Washington no Estreito de Ormuz e explicou que os EUA apenas fizeram esse pedido para ver como as nações reagiam. O presidente norte-americano avançou, porém, que um grupo de nações está pronto para dar apoio e disse acreditar que França poderá estar incluída. Acompanhamos aqui, ao minuto, todos os desenvolvimentos.

Joana Raposo Santos, Cristina Sambado, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

Foto: Omar Havana - Reuters

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Momento-Chave
RTP /

Irão e EUA terão mantido contacto direto nos últimos dias

O site de notícias Axios está a avançar que foi reativado nos últimos dias um canal de comunicação direto entre o enviado dos EUA, Steve Witkoff, e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi.
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Lusa /

Deslocados pela ofensiva israelita no Líbano já ultrapassam um milhão

O número de pessoas deslocadas no Líbano devido à ofensiva israelita ultrapassou um milhão, anunciou hoje o Governo libanês.

No total, são já 1.049.329 as pessoas registadas como deslocadas junto das autoridades, segundo indicou a Unidade de Riscos e Desastres, dependente da presidência do Conselho de Ministros libanês.

Destes, 132.742 encontram-se nos 622 centros de acolhimento criados pelas autoridades e os restantes em residências particulares.

O Governo libanês indicou ainda que os dados mais recentes do Ministério da Saúde apontam para pelo menos 886 mortos e 2.141 feridos desde o início da mais recente ofensiva israelita ao país, a 02 de março.

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RTP /

Incêndio em campo petrolífero em Abu Dhabi causado por ataque com drone

As autoridades de Abu Dhabi disseram esta segunda-feira que o incêndio no campo de petróleo e gás de Shah foi causado por um ataque com drones, acrescentando que não foram registados feridos até ao momento. O campo de Shah é um dos maiores do mundo deste género e está localizado a 180 quilómetros de Abu Dhabi.
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RTP /

Iraque diz que porta-voz das Brigadas do Hezbollah foi morto

Abu Ali al-Askari, alto comandante e porta-voz militar do grupo armado iraquiano Kataeb Hezbollah, ou Brigadas do Hezbollah, foi morto, de acordo com a facção pró-iraniana.

Abou Ali al-Askari "morreu como mártir", anunciou o grupo num comunicado assinado pelo seu líder, Abou Hussein al-Hamidawi, que não forneceu detalhes sobre as circunstâncias da morte.
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Momento-Chave
RTP /

Imprensa iraniana divulga mensagem do novo líder supremo

Segundo uma mensagem divulgada pela imprensa iraniana, o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, instruiu os responsáveis nomeados pelo seu pai a permanecerem nos seus cargos e a continuarem a trabalhar de acordo com as diretrizes existentes.

“Anuncio por este meio que, por enquanto, nenhum deles necessita de renovação da sua nomeação. É crucial que continuem o seu trabalho de acordo com as diretrizes recebidas durante a vida” do anterior líder supremo, Ali Khamenei, indica a mensagem.

Mojtaba Khamenei, que foi escolhido como sucessor do seu pai a 8 de março, ainda não foi visto desde que foi nomeado.
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RTP /

França condena ataque a soldados da Força Interina das Nações Unidas no Líbano

Paris condenou “veementemente” os disparos que no domingo “atingiram repetidamente soldados da Força Interina das Nações Unidas no Líbano”.

“Estes ataques, perpetrados por grupos armados não estatais, são inaceitáveis”, lê-se num comunicado do ministério francês dos Negócios Estrangeiros.

França apela a todas as partes que “optem pela contenção e regressem ao cessar-fogo de 26 de novembro de 2024, assim como ao respeito pela Resolução 1701 do Conselho de Segurança”.

“O Hezbollah deve pôr fim às suas operações e entregar as armas. Israel deve renunciar à sua ofensiva terrestre, cessar os seus ataques massivos e respeitar a soberania e a integridade territorial do Líbano”, acrescenta o comunicado.
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Momento-Chave
RTP /

Trump acredita que Irão quer chegar a acordo

Ainda no seu discurso na Casa Branca, Donald Trump disse acreditar que o Irão pretende chegar a um acordo para pôr fim ao conflito, mas frisou que não é claro quem está a liderar o Irão.

"Não sabemos quem é o líder deles. Temos pessoas que querem negociar. Não fazemos ideia de quem são", disse Trump aos jornalistas.
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Momento-Chave
RTP /

“Não fiquei satisfeito com o Reino Unido”, diz Trump

O presidente dos EUA disse ter ficado “muito surpreendido” com a atitude do Reino Unido em relação à guerra.

“Há duas semanas eu perguntei: ‘Porque não enviam alguns navios?’, e ele [Keir Starmer] não quis mesmo fazê-lo”, revelou.

Donald Trump disse ainda a Starmer que o Reino Unido é “o aliado mais antigo” dos EUA e que apoiou os esforços do Reino Unido na Ucrânia.

“Depois dizem-nos que têm um navio de dragagem por perto e que não querem fazê-lo, acho que é terrível”, acrescentou Trump. “Solicitámos dois porta-aviões que eles têm e ele não queria realmente fazê-lo”.

“Não fiquei satisfeito com o Reino Unido”, insistiu. “Acho que talvez venham a envolver-se [na guerra], mas deviam fazê-lo com entusiasmo”.
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Momento-Chave
RTP /

Trump diz que apenas pediu ajuda para ver como os outros países reagiam

Momentos depois de ter voltado a pedir o apoio de outros países no Estreito de Ormuz, Donald Trump garantiu que apenas tem pedido essa ajuda “não porque precisemos dela, mas porque quero ver como reagem”.

O presidente disse ainda ter ouvidos relatos dos seus conselheiros de que Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irão, ficou desfigurado ou perdeu uma perna na sequência dos ataques norte-americanos.

“Não sabemos se ele está morto ou não”, disse Trump. “Ninguém o viu, o que é invulgar”.
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Lusa /

Von der Leyen alerta para "impacto significativo" de restrições ao petróleo e gás

A presidente da Comissão Europeia admitiu hoje que restrições prolongadas no fornecimento de petróleo e gás do Médio Oriente à União Europeia (UE) podem ter um "impacto significativo na economia europeia", embora afastando problemas no abastecimento.

Numa carta dirigida aos líderes da UE antes da reunião do Conselho Europeu de quinta e sexta-feira que será dedicada ao tema da competitividade e na qual serão debatidas medidas a adotar para aliviar os elevados preços da energia, Ursula von der Leyen alertou que "uma interrupção prolongada do fornecimento de petróleo e gás proveniente da região do Golfo poderia ter um impacto significativo na economia europeia", dado o conflito iniciado por Israel e Estados Unidos contra o Irão e consequente resposta iraniana.

"Atualmente, a segurança física do abastecimento energético da UE está assegurada. No entanto, o aumento dos preços dos combustíveis fósseis já está a pesar sobre a nossa economia e, desde o início do conflito, a Europa já gastou mais seis mil milhões de euros em importações de combustíveis fósseis, um lembrete direto do preço que pagamos pela nossa dependência", apontou a responsável.

Falando em impactos "cada vez mais visíveis" em áreas como economia, finanças, transportes e cadeias de abastecimento, a líder do executivo comunitário vincou que, "se o conflito se prolongar, as consequências podem aumentar e a resposta europeia terá de ser proporcional à gravidade das ameaças".

Quando se registam elevados preços na energia da UE, Ursula von der Leyen propõe, na missiva enviada aos líderes europeus, várias medidas urgentes para mitigar os impactos da crise energética como a libertação da maior quantidade de reservas estratégicas de petróleo coordenada pela Agência Internacional de Energia para compensar possíveis interrupções no transporte pelo Estreito de Ormuz e a coordenação para restaurar a navegação na região, incluindo a possibilidade de escolta de navios quando as condições de segurança o permitirem.

A responsável sugere, também, o incentivo ao aumento da produção de energia em países capazes de substituir fornecimentos interrompidos, o apelo para evitar restrições às exportações e a monitorização próxima dos impactos no mercado de fertilizantes, considerados essenciais para os agricultores e para a segurança alimentar global.

A longo prazo, Ursula von der Leyen quer a UE a adotar outras medidas para reduzir os preços da energia como acelerar o investimento em energias renováveis para diminuir a dependência do gás, promover contratos de longo prazo de eletricidade para dar maior estabilidade de preços às empresas, evitar o encerramento prematuro de infraestruturas energéticas de baixo carbono como centrais nucleares e permitir apoios estatais e compensações de custos de carbono às indústrias intensivas em energia.

Acrescem outras iniciativas como melhorar e expandir as redes elétricas para integrar mais energia renovável, reduzir impostos e encargos sobre a eletricidade e ajustar o sistema europeu de comércio de emissões para limitar a volatilidade dos preços e apoiar a descarbonização industrial.

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Momento-Chave
RTP /

UE "não tem vontade" de alargar missão naval no Médio Oriente ao Estreito de Ormuz, diz Kallas

Após uma reunião com os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, a chefe da diplomacia externa, Kaja Kallas, disse que estes demonstraram um "desejo claro" de reforçar a missão naval no Médio Oriente, mas não manifestaram vontade de a alargar ao Estreito de Ormuz por enquanto.

"Houve nas nossas discussões um desejo claro de reforçar esta operação mas, por enquanto, não houve vontade de alterar o mandato da operação", disse Kallas aos jornalistas em Bruxelas.
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RTP /

Donald Trump: "Acho que Macron vai ajudar"

O presidente dos Estados Unidos disse ter conversado com o homólogo francês, Emmanuel Macron. "Acho que Macron vai ajudar", disse Donald Trump, depois de ter referido que vários países se mostraram disponíveis para dar apoio no Estreito de Ormuz.

O líder norte-americano disse ainda que o secretário de Estado, Marco Rubio, irá anunciar em breve os nomes dos países que estão dispostos a ajudar os EUA.
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Lusa /

Rangel condena ataques do Hezbollah mas pede respeito pela soberania do Líbano

O ministro dos Negócios Estrangeiros português condenou hoje os ataques do movimento xiita Hezbollah contra Israel, considerando que a ameaça que representam deve ser tida em conta, mas pediu respeito pela integridade territorial do Líbano.

Em declarações aos jornalistas à margem de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros, em Bruxelas, Paulo Rangel foi questionado se lhe parecem fazer sentido os atuais bombardeamentos de Israel no Líbano.

Na resposta, o ministro dos Negócios Estrangeiros considerou que, "em primeiro lugar, é preciso dizer que é altamente condenável a ação do Hezbollah que, justamente, motivou isto".

"Aliás, o primeiro Governo a mostrar essa consciência foi o Governo do Líbano, que tomou medidas relativamente ao Hezbollah - designadamente a interdição do uso de armas -, de grande coragem, num momento muito difícil, quando começaram os primeiros ataques do Hezbollah a território israelita", referiu.

Rangel afirmou que, aquando desses primeiros ataques, o Ministério dos Negócios Estrangeiros emitiu uma posição oficial na qual condenava os ataques do Hezbollah, mas em que pedia igualmente que "o Governo libanês pudesse exercer a sua autoridade com plenitude, no seu espaço de soberania".

"Não é isso que tem acontecido e, obviamente, nós lamentamos que a situação se esteja deteriorando", disse, apesar de indicar que a ameaça do Hezbollah sobre o norte de Israel "tem sido fortíssima".

"Os ataques têm sido extremamente fortes e, portanto, isso também tem de ser tido em conta. Mas, em todo o caso, nós, claramente, consideramos que a integridade territorial do Líbano deveria ser respeitada", afirmou.

Questionado se lhe parece assim que se deve deixar Israel agir sozinho, Rangel reiterou que a posição do Governo "é anterior a desenvolvimentos mais visíveis da situação, mesmo no início".

"Louvando o Governo do Líbano, elogiando o Governo do Líbano, lamentando e condenando os ataques do Hezbollah, que o próprio Governo do Líbano considera que motivaram esta questão, mas, ainda assim, desejando que seja respeitada a soberania libanesa e que não tenhamos aqui mais uma frente dificílima de conflito", afirmou.

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Lusa /

Preço eficiente do gasóleo supera 2 euros e gasolina aproxima-se

O preço eficiente do gasóleo simples em Portugal ultrapassa os dois euros por litro esta semana, enquanto o da gasolina simples 95 se aproxima desse valor, segundo a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

De acordo com o relatório semanal de supervisão dos preços de venda ao público divulgado hoje pelo regulador, de 16 a 22 de março o preço eficiente fixa-se em 2,044 euros por litro no gasóleo simples e em 1,929 euros na gasolina simples 95.

Os preços eficientes resultam da média das cotações internacionais da semana anterior, acrescida de custos logísticos, margens de retalho e impostos, sendo usados pelo regulador para avaliar se os preços praticados no mercado refletem a evolução dos custos.

Antes de impostos, o preço eficiente situa-se em 0,938 euros por litro para a gasolina simples 95 e em 1,177 euros para o gasóleo simples.

Face à semana anterior, registou uma atualização de 4,3% na gasolina e de 4,6% no gasóleo, refletindo uma subida das cotações internacionais de 16,5% na gasolina e de 11,3% no gasóleo.

Em comparação com a semana anterior, a média dos preços de venda ao público anunciados nos postos ficou 3,1 cêntimos por litro abaixo do preço eficiente no caso da gasolina e 7,1 cêntimos abaixo no gasóleo, indicando que ainda há margem para futuros aumentos.

Na semana em análise entra em vigor uma nova redução temporária do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos, anunciada na sexta-feira, que devolve parte da receita do IVA e representa uma poupança adicional de 4,997 cêntimos por litro no gasóleo e 2,699 cêntimos na gasolina.

Para comparação, de acordo com os dados mais recentes da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), os preços médios atuais nos postos situam-se em 1,834 euros por litro no gasóleo e 1,778 euros na gasolina 95. O custo dos combustíveis varia de acordo com cada posto de abastecimento, marca e a zona do país.

A tendência de subida nas duas últimas semanas acompanha a volatilidade internacional, intensificada pela tensão no Médio Oriente, incluindo o encerramento do estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL).

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RTP /

Alemanha garante que não vai participar na guerra

O chanceler alemão, Friedrich Merz, garantiu esta segunda-feira que a Alemanha não vai participar na guerra contra o Irão.

"Não temos o mandato das Nações Unidas, da União Europeia ou da NATO exigido pela Lei Fundamental. Por isso, ficou claro desde o início que esta guerra não é uma questão da NATO", afirmou Merz numa conferência de imprensa em Berlim.

"Os Estados Unidos da América e Israel também não nos consultaram antes desta guerra. Quanto ao Irão, nunca houve uma decisão conjunta sobre esta questão. É por isso que a questão de como a Alemanha poderia envolver-se militarmente aqui nem se coloca", acrescentou.
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RTP /

Países Baixos prometem "mente aberta" quanto a ajuda no Estreito de Ormuz

O primeiro-ministro neerlandês, Rob Jetten, disse há momentos que os Países Baixos teriam uma "mente aberta" se lhes fosse solicitada diretamente ajuda para proteger os fluxos comerciais no Estreito de Ormuz, mas vincou que os ataques na região tornam impossível ajudar neste momento.
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RTP /

Trump reitera pedido de ajuda no Estreito de Ormuz

O líder norte-americano voltou a apelar a outros países que "venham ajudar" os EUA no que diz respeito ao Estreito de Ormuz.

Num discurso na Casa Branca, Donald Trump criticou os países que os EUA "protegem há 40 anos" e que agora se recusam a ajudar Washington. "Se precisarmos de ajuda eles não estarão lá para nos apoiarem", acusou.

Segundo o presidente, algumas nações transmitiram-lhe que estão prontas para dar apoio, enquanto outras mostraram falta de entusiasmo.

"Alguns estão muito entusiasmados com a ideia, outros não estão. Alguns são países que ajudámos durante muitos, muitos anos. Protegemo-los de fontes externas terríveis e agora não estão entusiásticos. E o nível de entusiasmo é importante para mim", declarou. 

"Disseram que preferiam não se envolver... Eu sei que nós vamos protegê-los e que, se alguma vez precisarmos de ajuda, eles não estarão lá para nos apoiar", acrescentou o presidente norte-americano.

Donald Trump não quis, porém, revelar quais os países que ofereceram ajuda. "Gostaria de dizer os nomes deles mas, sinceramente, não sei se eles gostariam que o fizesse ou não, porque talvez não queiram ser vistos como alvos".
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RTP /

"Literalmente aniquilados". Trump diz que já foram atingidos 7.000 alvos no Irão

O presidente dos Estados Unidos está a falar aos jornalistas em Washington e começou por dizer que a guerra contra o Irão "continuou com toda a força nos últimos dias".

Segundo Donald Trump, os EUA já atingiram mais de 7.000 alvos e afundaram mais de 100 navios.

“Foram literalmente aniquilados”, afirmou o presidente, acrescentando que a Força Aérea e a Marinha do Irão foram destruídas, os seus líderes foram eliminados e a sua tecnologia antiaérea foi “dizimada”.

Os EUA e Israel estão a “fazer o que devia ter sido feito há muitos anos”, afirmou, acrescentando que os EUA atacaram hoje três fábricas no Irão onde estavam a ser fabricados drones e mísseis.

Trump referiu-se também ao bombardeamento norte-americano da Ilha de Kharg na semana passada, dizendo que destruíram tudo, exceto “os tubos” onde guardam o petróleo.

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RTP /

British Airways prolonga redução de voos de e para o Médio Oriente

A companhia aérea britânica British Airways anunciou esta segunda-feira que irá prolongar a redução temporária dos seus voos de e para países do Médio Oriente, devido à crise regional em curso e à instabilidade do espaço aéreo.
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RTP /

Irão ameaça atacar empresas norte-americanas no Médio Oriente nas próximas horas

A Guarda Revolucionária do Irão avançou que irá atacar empresas norte-americanas no Médio Oriente nas próximas horas e pediu à população que se retire das áreas críticas. A informação está a ser citada pela agência de notícias iraniana Tasnim.
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Lusa /

Número de mortos na guerra entre Israel e Hezbollah sobe para 886

Os ataques israelitas contra o Líbano provocaram a morte de 886 pessoas, entre as quais 111 crianças e 38 profissionais de saúde, anunciou hoje o Ministério da Saúde libanês.

O balanço anterior sobre a guerra em curso desde 02 de março entre Israel e o movimento libanês pró-iraniano Hezbollah, divulgado no domingo, era de 850 mortos.

Além das vítimas mortais, 2.141 pessoas ficaram feridas em duas semanas de conflito, precisou a mesma fonte, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A escalada de violência intensificou-se hoje com o anúncio por parte do exército israelita de "operações terrestres limitadas e direcionadas" no sul do Líbano.

As operações visam bastiões do Hezbollah e ocorrem em paralelo com a campanha de bombardeamentos aéreos que atinge várias regiões do país.

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RTP /

Ministro dos Negócios Estrangeiros assegura que "Portugal não está nem vai estar envolvido neste conflito"

O ministro português dos Negócios Estrangeiros garantiu esta segunda-feira que “Portugal não está nem vai estar envolvido neste conflito”.

“Não há qualquer envolvimento de Portugal no conflito” no Médio Oriente, insistiu, perante as questões dos jornalistas em Bruxelas. “Não vamos participar neste conflito, isso está muito claro desde o início”.

Paulo Rangel não quis reagir às declarações de Donald Trump sobre eventuais consequências para a NATO, dizendo apenas que “a posição portuguesa é muito bem conhecida, foi explicada mais do que uma vez”, inclusive no Parlamento.

“É essa e só essa, mais nenhuma. Nada mudou quanto a isso”, vincou.

“É evidente que todos os esforços diplomáticos que possam ser feitos junto dos vários atores para aliviar a tensão, permitir ou evitar uma escalada, tudo isso é merecedor”, considerou o governante.

Paulo Rangel afirmou ainda que tem falado com todos os homólogos do Golfo Pérsico “sempre no sentido de procurarmos uma solução que possa evitar a escalada” e de “tentar voltar à mesa das negociações”.

“Tudo o que possamos fazer para ajudar a superar este bloqueio ou esta manipulação da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é fundamental”, mas “isso não implica uma deslocação de meios militares para a região”, declarou.
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RTP /

Presidente de Israel ameaça Irão com "mais devastação"

O presidente israelita, Isaac Herzog, visitou uma casa devastada após um ataque iraniano, onde alertou o Irão para "mais devastação" caso continue a retaliar.

"Eles não compreendem que o que estão a fazer só lhes trará mais devastação", declarou Herzog. "Esta é a sala de estar de uma família onde a bomba de submunições caiu diretamente, e podem ver os danos", acrescentou durante a visita à casa perto de Telavive.

O Magen David Adom, equivalente israelita da Cruz Vermelha, indicou que uma mulher ficou ligeiramente ferida durante o ataque, enquanto se encontrava num abrigo.
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RTP /

Irão afirma que os `Estados vizinhos` incentivam o assassinato de iranianos

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, afirmou esta segunda-feira que alguns "Estados vizinhos" que albergam forças norte-americanas e permitem ataques contra o Irão também estão a encorajar ativamente o assassinato de iranianos.

Segundo Abbas Araqchi, centenas de civis iranianos, incluindo mais de 200 crianças, foram mortos em ataques conjuntos entre Israel e os EUA.

"As posições devem ser esclarecidas prontamente", acrescentou numa publicação na X.
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RTP /

UE impõe sanções por repressão de protestos no Irão

A União Europeia impôs, esta segunda-feira, sanções a 16 indivíduos e três entidades que, considera serem responsáveis por graves violações dos direitos humanos no Irão.

"As novas sanções visam uma variedade de indivíduos e entidades que desempenharam um papel fundamental na repressão dos protestos de rua em janeiro de 2026, que resultaram em milhares de vítimas civis", afirmou o Conselho da UE em comunicado.
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RTP /

Quatro combatentes mortos em ataque aéreo junto à fronteira entre o Iraque e a Síria

Pelo menos quatro combatentes das Forças de Mobilização Popular (FMP), uma coligação de ex-paramilitares integrados nas forças regulares iraquianas, foram mortos esta segunda-feira num ataque aéreo no oeste do Iraque, perto da fronteira com a Síria, disseram duas fontes de segurança à AFP.

"Quatro membros das FMP foram mortos e três ficaram feridos num ataque aéreo que teve como alvo um posto de controlo à entrada da cidade de Al-Qaim", disse à AFP um responsável de segurança da província de Al-Anbar, onde se situa o posto de controlo.

Um oficial das FMP, que reportou cinco mortes, atribuiu o ataque aos Estados Unidos, especificando que este atingiu um posto de controlo onde as forças do seu movimento estavam presentes ao lado de militares e polícias.
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Motoristas criticam Uber e Bolt por não ajustarem tarifas face à subida dos combustíveis

A Associação Portuguesa de Transportadores em Automóveis Descaracterizados (APTAD) acusou hoje as plataformas Uber e Bolt de recusarem ajustar as tarifas, apesar da subida "abrupta" do preço dos combustíveis, que agrava os custos do setor.

Numa carta aberta dirigida às duas plataformas, o presidente da APTAD, Ivo Miguel Fernandes, refere que nas últimas semanas verificou-se um aumento "abrupto" do preço dos combustíveis, com subidas próximas de 30 cêntimos por litro no gasóleo, o que tem impacto direto na atividade dos motoristas e operadores TVDE (Transporte Individual e Remunerado de Passageiros em Veículos Descaracterizados).

"Não estamos perante uma variação pontual. Estamos perante um aumento brusco de um dos principais custos da atividade", lê-se na missiva.

Face a este cenário, o presidente da APTAD considera absolutamente "incompreensível e inqualificável" que as plataformas mantenham a posição de não alterar tarifas em Portugal.

"Esta posição não demonstra apenas uma total desconexão com a realidade económica de quem trabalha no setor. Demonstra também uma profunda falta de respeito pelos operadores e motoristas que asseguram diariamente este serviço", aponta Ivo Fernandes.

Nesse sentido, a associação critica o argumento de que o modelo das plataformas ajusta os preços apenas em função da procura e da disponibilidade de motoristas, numa altura em que o setor enfrenta o aumento do custo dos combustíveis e do custo de vida.

Na carta, a APTAD defende ainda alterações estruturais no setor, nomeadamente a criação de uma taxa mínima de ocupação das plataformas, medida que obrigaria a ajustar o número de veículos disponíveis à procura real.

Segundo a associação, a solução permitiria evitar a entrada contínua de novos veículos quando a taxa de ocupação é baixa, reduzindo a saturação da oferta e a queda dos rendimentos dos motoristas.

A APTAD considera que a atual revisão da lei que regula o transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados é "uma fase decisiva" para corrigir o que diz serem fragilidades do modelo do setor.

Contactada pela Lusa, fonte da Bolt reconheceu legitimidade nas apreensões dos motoristas e assegurou que a plataforma está a "acompanhar de perto" a situação.

"Estamos conscientes de que os custos com o combustível são uma componente importante dos rendimentos dos motoristas, pelo que vamos acompanhar de perto o impacto do aumento dos preços dos combustíveis", referiu.

A fonte da Bolt indicou ainda que está a decorrer um processo de avaliação dos preços e dos rendimentos dos motoristas, de forma a introduzir medidas que possam "mitigar o impacto proveniente destes custos a curto prazo".

"A nossa prioridade é manter o equilíbrio entre os custos de operação dos motoristas que trabalham com os operadores parceiros e os preços cobrados aos passageiros, de modo a garantir que a nossa plataforma continue a ser justa e sustentável para todas as partes", sublinhou.

A Lusa contactou também a plataforma Uber, mas ainda não obteve nenhuma resposta.
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“Se necessário”
RTP /

Agência Internacional de Energia pronta para libertar mais reservas estratégicas de petróleo

A Agência Internacional de Energia (AIE) está pronta para libertar mais reservas estratégicas de petróleo "se necessário", após o anúncio, na quarta-feira, da decisão de libertar 400 milhões de barris de petróleo, afirmou esta segunda-feira o diretor executivo da agência, Fatih Birol.

"Em termos de reservas governamentais e da indústria (...), se as combinarmos, ainda restarão mais de 1,4 mil milhões de barris, o que significa que podemos libertar mais tarde, se necessário", anunciou num comunicado em vídeo.
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OMS diz que seis hospitais foram evacuados no Irão

Uma autoridade da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou esta segunda-feira que a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão levou à evacuação de seis hospitais, mas que, até ao momento, o sistema parece estar a aguentar e as autoridades não solicitaram ajuda de emergência à agência global de saúde.

"Os cuidados de saúde primários e as infraestruturas de saúde do Irão são bastante boas e robustas, e conseguem acomodar as vítimas neste momento", disse Hanan Balkhy, diretora regional da OMS, à Reuters.

O embaixador do Irão na ONU em Genebra, Ali Bahreini, afirmou esta segunda-feira que mais de 1.300 pessoas foram mortas desde o início do conflito, a 28 de fevereiro, e mais de sete mil ficaram feridas.

A OMS, que possui um escritório em Teerão e auxilia as autoridades iranianas no controlo de doenças, confirmou 18 ataques a serviços de saúde e o assassinato de oito profissionais de saúde.

Balkhy afirmou que a OMS tem planos de contingência para o envio de mantimentos de emergência caso a situação se agrave ainda mais.

Um dos riscos é que a "chuva negra", causada pela fuga de compostos tóxicos de instalações petrolíferas danificadas, sobrecarregue ainda mais o sistema de saúde devido ao aumento das infeções respiratórias, acrescentou.
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Israel diz que deslocados libaneses ainda não podem regressar

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, avisou hoje que os libaneses deslocados do sul do Líbano não poderão regressar às suas casas enquanto não estiver garantida a segurança dos residentes do norte de Israel.

“Centenas de milhares de residentes xiitas do sul do Líbano, que foram retirados das suas casas no sul do país e em Beirute, não regressarão às suas casas a sul do rio Litani até que a segurança dos residentes do norte de Israel seja garantida”, afirmou Katz, num comunicado.

O ministro fez estas declarações após uma reunião de avaliação da situação com responsáveis militares, durante a qual afirmou que as Forças de Defesa de Israel iniciaram uma operação terrestre no Líbano para eliminar ameaças e proteger os residentes da Galileia e do norte do país.

Segundo Katz, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou a destruição de infraestruturas do Hezbollah ao longo da fronteira libanesa para impedir o grupo de operar nessas zonas.

O ministro comparou ainda a estratégia israelita às operações militares realizadas contra o Hamas na Faixa de Gaza, incluindo nas cidades de Rafah e Beit Hanun, e acusou o líder do Hezbollah, Naim Qasem, de ignorar a população libanesa.

Katz afirmou também que o Hezbollah “pagou um preço elevado” pela sua participação no conflito e pela aliança com o Irão, acrescentando que o movimento poderá sofrer novas consequências.

De acordo com o portal de notícias Axios, citando fontes israelitas, Israel realizou uma operação militar em grande escala no Líbano após a milícia xiita, apoiada pelo Irão, ter lançado mais de 200 ataques contra o norte de Israel durante a noite.
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Dos EUA e de Israel
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Irão não se vai submeter à "agressão ilegal"

O Irão prometeu na ONU, esta segunda-feira, que não se vai submeter à “agressão ilegal” e afirmou que os seus cidadãos correm “grave perigo” devido aos ataques dos EUA e de Israel.

No Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, onde os países discutiam a situação dos direitos humanos no Irão – sobretudo após a repressão violenta contra os manifestantes nos últimos meses – Teerão declarou que o foco deveria ser a guerra no Médio Oriente, avançou a AFP.

“A questão mais urgente e fundamental dos direitos humanos em relação ao Irão é a ameaça iminente à vida de 90 milhões de pessoas, cujas vidas estão em perigo imediato e grave sob a sombra da agressão militar imprudente”, disse Ali Bahrein, embaixador do Irão na ONU em Genebra.

Ali Bahrein classificou a agressão como “perpetrada por alguns dos atores mais ilegais e sem escrúpulos do panorama internacional”.
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Dois navios indianos atravessaram o estreito de Ormuz sem transmitirem as suas posições

Dois navios petroleiros de gás de petróleo liquefeito (GPL) registados na Índia - Nanda Devi e Shivalik - atravessaram o Estreito de Ormuz no sábado e estão a aproximar-se do porto no Estado de Gujarat, na Índia, de acordo com o site de rastreio de embarcações MarineTraffic.

Os dados de seguimento mostram que tanto o Nanda Devi como o Shivalik foram carregados no porto de Ras Laffan, no Qatar, e atravessaram o estreito com os seus sinais AIS desligados (indicado pela linha pontilhada que estima a sua trajetória). O AIS é o sinal que os navios transmitem para mostrar a sua posição e pode ser rastreado online.

No local foram também vistos dois navios de guerra indianos.
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RTP em Telavive. Onde está Netanhyahu?

Netanhyahu não é visto em público há dias. À especulação, Israel respondeu com um vídeo, onde o primeiro-ministro israelita aparece com um café na mão, gerado por inteligência artificial e não foi publicado em nenhuma das redes sociais do governo israelita.

A grande questão é onde está afinal Benjamim Netanhyahu, que não aparece em público há mais de uma semana, quando o local onde estava foi atingido por um míssil iraniano, como contam os enviados da RTP a Telavive, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias.
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RTP /

Aumento dos combustíveis agrava dificuldades no setor da pesca

O aumento do preço dos combustíveis está a agravar também as dificuldades no setor da pesca. Os pescadores gastam em média mais 3 mil euros de cada vez que abastecem a embarcação. Os consumidores vão sentior o impacto quando forem às compras.

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RTP /

Sobressalto na indústria automóvel com aumento dos combustíveis

A incerteza da duração da guerra e o aumento do preço dos combustíveis podem adiar a compra de carro.

Foto: DR

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RTP /

Combustíveis mais caros. Condutores fazem contas

Os portugueses pagam, desde a meia-noite, mais oito cêntimos por litro de gasóleo. E mais sete cêntimos por litro de gasolina. Valores onde já está incluído o desconto no Imposto sobre os combustíveis.

Hoje, um depósito de 50 litros de gasóleo custa mais 16 euros do que há 15 dias.

Desde o começo da guerra no Médio Oriente, o litro de gasóleo aumentou 27 cêntimos e o de gasolina 14 cêntimos.
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RTP /

Israel lança nova vaga de ataques contra Irão

Israel diz que começou uma nova vaga de ataques, em larga escala, contra o Irão. O regime iraniano garante estar pronto a continuar a guerra até quando for preciso.

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Momento-Chave
Andrea Neves, correspondente da Antena 1 em Bruxelas /

UE quer dar resposta coordenada ao aumento dos combustíveis sem alterar caminho de descarbonização

Os ministros da Energia estiveram reunidos em Bruxelas para analisar formas de responder aos aumentos no sector sobretudo se os preços continuarem a subir nos próximos dias. Maria da Graça Carvalho diz que o objetivo é coordenar a reação ao nível europeu sem alterar o caminho já definido para a descarbonização e sem alterar as regras de mercado.

Reuters

Enfrentar a crise de forma coordenada evitando medidas diferentes de Estado para Estado. Maria da Graça Carvalho diz que é o objetivo das medidas que os ministros da energia discutiram hoje para serem analisadas na reunião dos chefes de estado e de governo a partir de quinta-feira.

A ministra da Energia diz que no caso de Portugal há situações que podem ser acauteladas sem ser preciso recorrer a novas leis ou autorizações de Bruxelas “Assim que os aumentos do gás, que têm muita importância para a indústria e para sectores que são importantíssimos em Portugal – como o vidro, a cerâmica, e parte do sector têxtil que também usa o gás – caso aconteça um grande aumento, o Governo terá medidas para a acompanhar e para ajudar os setores industriais. Fazemos a monitorização dos preços diariamente e temos um conjunto de medidas prontas a implementar, caso seja necessário”.

Agir, eventualmente, para ajudar os consumidores e as empresas, no preço do gás, como já está o governo a fazer no preço dos combustíveis, diz a ministra, e também no gás de botija

“É muito simples de implementar: se o valor continuar a aumentar e for um valor insuportável – e são as pessoas mais vulneráveis que utilizam o gás de botija – nós poderemos já pagamos 15 € por botija, poder aumentar para 20 € por botija”.

Maria da Graça Carvalho reforça que “o valor do gás ainda não aumentou para o que nós consideramos crítico, mas estamos preparados”.

“Se chegar a um amento crítico, temos que atuar junto da indústria, temos que atuar junto dos cidadãos que usam gás. E temos isso preparado. Não é difícil de aplicar no gás de para a indústria e também não é preciso legislação extra, legislação europeia nem autorizações especiais da DG Concorrência. Isso já está acautelado. Na crise de 2022, houve muito legislação que foi produzida e já fizemos esse exercício de estudar e de ver as várias possibilidades que estão ao nosso alcance”.
Agir em conjunto na União Europeia
Maria da Graça Carvalho diz que o objetivo dos 27 é reagir mas sem mudar o caminho.

Temos um rumo traçado para 2030 para 2040 e queremos manter esse rumo e reagimos com medidas pontuais, transitórias. Mas não mudamos a legislação e não mudamos o nosso caminho”.

A descarbonização e a aposta nas energias renováveis é para manter, ao nível comunitário. As reações a este aumento de preços, que não é uma diminuição da quantidade disponível, devem ser coordenadas e decididas esta semana pelos Chefes de Estado e de Governo.

“O que está combinado é que as medidas sejam tidas em consonância com os 27 Estados-Membros. Nós devemos enfrentar a crise em conjunto e ter uma atitude coordenada para ter soluções para esta crise e, portanto, estamos a evitar que haja soluções diferentes de Estado para Estado”.

Manter o caminho já traçado no sentido da descarbonização é também o que defendeu o comissário para a energia
que reconhece que “todos concordamos que queremos a redução dos preços. Ao mesmo tempo, temos de admitir que não agimos com a rapidez suficiente para implementar algumas medidas que sabemos que reduziriam os preços”

Dan Jorgensen quer medidas concretas, direcionadas e temporárias
e referiu que “na União Europeia, na verdade, não estamos assim tão dependentes da importação de combustível, seja gás ou petróleo, da região. Portanto, não temos um problema de segurança de abastecimento, mas sim um problema de preço, porque quando os preços no mercado mundial sobem, isso também nos afeta”.

“Ou seja, estamos bem cientes de que precisamos não só de monitorizar a situação, como naturalmente fazemos, mas também de nos prepararmos, uma vez que a situação pode agravar-se ainda mais e precisamos de estar prontos para implementar medidas de curto prazo para tentar ajudar os Estados-Membros nesta situação” referir o comissário.

Neste sentido, a ministra da energia diz que notou, nesta reunião, “uma maior aceitação de que o caminho que nós fizemos em Portugal é um caminho mais favorável, porque estamos na verdade, numa posição mais independente em relação aos combustíveis fósseis”.

“Claro que temos uma dependência ainda grande no sector dos transportes. O sector dos transportes é um sector que nos preocupa – principalmente o diesel e o jet fuel que são os que estão a subir mais de preço – mas na produção de eletricidade nós diversificamos muito, nós somos muito menos dependentes de gás”.

Maria da Graça Carvalho reforça que “diversificamos os países de origem, os as rotas de fornecimento. Nós não temos nenhum país de origem daquela zona do globo. Não passa por ali nenhuma das nossas importações e importamos uma percentagem muito mais reduzida do que em 2022 de gás”.

“Portanto, fizemos o trabalho que nos propuseram e eu acho que é o trabalho certo. Não o fizemos por ser bons alunos ou bem-mandados. Fizemos porque é o que há a fazer. Há países que se atrasaram e podemos ser compreensivos, dar um pouco mais de tempo, mas não mudar as regras, não inverter o caminho. Porque inverter o caminho quer dizer ficar cada vez mais dependente de combustíveis fósseis. Resolve temporariamente esta crise, mas daqui a pouco tempo, há uns anos poderá haver uma crise ainda maior, porque nós não nos libertamos dos combustíveis fósseis que a Europa não tem”.

Com o aumento dos preços da energia alguns países sugeriram a abertura de diálogo com a Rússia no que se refere a energia. A Bélgica foi o último Estado-membro a sugerir essa possibilidade.

Dan Jorgensen, o comissário para a energia, diz que seria um erro que a União não pode repetir.

“Nós, na Europa, não podemos ajudar a financiar diretamente a guerra brutal e ilegal da Rússia. E temos estado dependentes da energia da Rússia durante demasiado tempo, o que possibilitou que Putin nos chantageasse energicamente, possibilitou que Putin usasse a energia como uma arma contra nós. Seria um erro repetirmos o que fizemos no passado. Portanto, o sinal é muito claro. No futuro, não importaremos sequer uma molécula da Rússia”.
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RTP /

Sete mortos e 145 feridos nos Emirados Árabes Unidos desde início do conflito

O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos publicou uma atualização onde constam as nacionalidades dos feridos e mortos na sequência dos ataques do Irão.

Segundo o relatório, sete pessoas morreram. Entre elas, dois membros das Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos e cinco civis – cidadãos do Paquistão, Nepal, Bangladesh e um palestiniano.

Outras 145 pessoas ficaram feridas, com ferimentos que variam entre moderados a graves. O Ministério da Defesa afirma que a lista de feridos inclui cidadãos da Suécia, Turquia, Nigéria, Índia e Gana, entre outros.

Desde o início da guerra no Irão, os Emirados Árabes Unidos informam que as suas defesas aéreas intercetaram 304 mísseis balísticos, 15 mísseis de cruzeiro e 1.627 drones.
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RTP /

Explosões em Jerusalém após Israel detetar lançamentos de mísseis iranianos

Explosões foram ouvidas esta segunda-feira sobre Jerusalém, onde soaram sirenes de ataque aéreo depois de o exército ter anunciado a deteção de lançamentos de mísseis do Irão, informaram jornalistas da AFP.

O exército declarou ter "identificado mísseis lançados do Irão em direção ao território israelita" e acrescentou que os sistemas de defesa aérea foram ativados para os intercetar.

A maioria dos mísseis disparados pelo Irão contra Israel são intercetados pelas defesas aéreas, mas os destroços ou projécteis que caem no solo causam frequentemente ferimentos e danos. Um total de 12 pessoas morreram em Israel desde o início da guerra contra o Irão, a 28 de fevereiro.
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O segundo numa hora
RTP /

Catar emite mais um alerta de nível de ameaça à segurança "elevado"

As autoridades do Catar emitira mais um alerta de nível de ameaça à segurança "elevado", aconselhando os residentes a "permanecerem nas suas casas e locais seguros".
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Momento-Chave
RTP /

Israel afirma ter planos para pelo menos três semanas de guerra contra o Irão

O porta-voz militar israelita, Tenente-Coronel Nadav Shoshani, declarou à imprensa que existem planos operacionais detalhados para a guerra contra o Irão durante as próximas três semanas, para além de planos adicionais que se estendem por um período ainda mais longo.

Os militares definiram os seus objetivos como limitados ao enfraquecimento da capacidade do Irão de ameaçar Israel, atacando a infraestrutura de mísseis balísticos, as instalações nucleares e o aparelho de segurança.

"Queremos garantir que eles estão o mais fracos possível, este regime, e que degradamos todas as suas capacidades, todas as partes e todos os braços do seu aparelho de segurança", disse Shoshani.

Os militares afirmaram que ainda têm milhares de alvos para atingir dentro do Irão.
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RTP /

Países europeus resistem ao pedido de Trump para ajudar a desobstruir o Estreito de Ormuz

A Itália é o mais recente país europeu (depois do Reino Unido, Alemanha e Grécia) a reagir com cautela à exigência de Donald Trump de que os aliados ajudem a abrir o Estreito de Ormuz.

O ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, disse aos jornalistas em Bruxelas que a Itália apoia o reforço das missões navais da UE no Mar Vermelho.

“No entanto, não creio que estas missões possam ser alargadas para incluir o Estreito de Ormuz, especialmente porque são missões anti pirataria e defensivas”, acrescentou.

Já o vice-primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, disse que o seu país não cederá à “chantagem” dos EUA para entrar na guerra. “Com os satélites, com as comunicações, teremos muito gosto em ser úteis. Mas não nos peçam tropas e máquinas”.
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RTP /

Petroleiro não iraniano transita pelo Estreito de Ormuz com sistema de rastreio ativado

Um petroleiro de bandeira paquistanesa transitou pelo Estreito de Ormuz no domingo com o seu sistema de rastreio ativado, segundo dados do site MarineTraffic, o que sugere que "poderá estar a beneficiar de um acordo de passagem segura negociado" com o Irão.

Esta embarcação de 237 metros, carregada com crude, "entrou na zona económica exclusiva do Irão no dia 15 de março e transitou pelo Estreito de Ormuz", informou o MarineTraffic esta segunda-feira.

"Esta travessia ocorre após várias semanas de tráfego significativamente reduzido nesta via navegável estratégica", acrescentou o site.

De acordo com dados da Bloomberg, o navio ainda estava atracado a 28 de fevereiro na Ilha Das, um importante centro de exportação de petróleo dos Emirados Árabes Unidos.
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Lusa /

Amnistia Internacional pede responsabilização de autores do ataque a escola

A Amnistia Internacional pediu hoje a responsabilização dos autores do ataque, atribuído aos Estados Unidos, a uma escola no Irão, que matou mais de 100 crianças, acusando as forças norte-americanas de violarem o direito humanitário.

Segundo as conclusões de uma investigação feita pela organização internacional de defesa dos direitos humanos, hoje divulgadas, os Estados Unidos foram responsáveis por um ataque a uma escola repleta de crianças que, no total, matou 168 pessoas.

"Os EUA violaram o direito internacional humanitário ao não tomarem todas as precauções possíveis para evitar danos a civis", acusou a Amnistia Internacional, adiantando que vai pedir uma audiência ao Presidente da República, primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros para apresentar as conclusões da investigação e as suas recomendações.

Segundo a investigação, o edifício da escola - situado em Minab, na província de Hormozgan, no Irão - "foi diretamente atingido" juntamente com outras 12 estruturas num complexo adjacente da Guarda Revolucionária Islâmica com armas guiadas.

"Isto aponta para uma falha das forças dos EUA em tomar as precauções possíveis para evitar danos a civis na execução do ataque", aponta a Amnistia Internacional, em comunicado, defendendo que os responsáveis pelo planeamento e execução do ataque devem ser responsabilizados.

De acordo com a organização, as forças norte-americanas podem ter baseado a sua decisão em informações desatualizadas, já que o edifício que era atualmente uma escola tinha feito parte anteriormente do complexo da Guarda Revolucionária.

"Este ataque angustiante a uma escola, com salas de aula cheias de crianças, é uma ilustração repugnante do preço catastrófico e inteiramente previsível que os civis estão a pagar durante este conflito armado", considera a Amnistia, que defende que as escolas devem ser locais seguros de aprendizagem.

"Em vez disso, esta escola em Minab tornou-se um local de matança em massa", acusou a organização.

"As autoridades dos EUA podiam, e deviam, saber que se tratava de um edifício escolar. Atacar um objeto civil protegido, como uma escola, é estritamente proibido pelo direito internacional humanitário", afirmou a diretora sénior de Investigação, Defesa, Políticas e Campanhas da Amnistia Internacional, Erika Guevara-Rosas, citada no comunicado.

Face a isto, adiantou a diretora da organização internacional, as autoridades dos EUA devem "garantir que a investigação que anunciaram seja imparcial, independente e transparente" e devem tornar públicos os resultados.

"Quando existirem provas suficientes, as autoridades competentes devem processar judicialmente qualquer pessoa suspeita de responsabilidade criminal", defendeu, lembrando que as vítimas e as suas famílias têm direito à verdade e à justiça e devem receber uma reparação integral, incluindo restituição, reabilitação e indemnização pelos danos causados a civis.

Se os atacantes não identificaram o edifício como uma escola, isso constitui "uma falha vergonhosa dos serviços de inteligência", apontou Erika Guevara-Rosas.

Mas "se os EUA estavam cientes de que a escola ficava adjacente ao complexo da Guarda Revolucionária e prosseguiram com o ataque sem tomar todas as precauções possíveis, tais como atacar à noite, quando a escola estaria vazia, ou dar um aviso prévio eficaz aos civis suscetíveis de serem afetados", o caso deve ser "investigado como um crime de guerra", defendeu.

Por seu lado, alertou, as autoridades iranianas devem retirar o mais rapidamente possível os civis das proximidades de alvos militares e permitir a entrada de observadores independentes no país.

Além disso, devem também restabelecer o acesso à Internet "para garantir que os 92 milhões de pessoas no Irão tenham acesso a informações que salvam vidas e possam contactar os seus familiares e amigos", recomendou a responsável.

A Amnistia Internacional não é a única organização de defesa dos direitos humanos a acusar os Estados Unidos de grave violação do direito humanitário relativamente a este caso.

Já na sexta-feira, a Human Rights Watch responsabilizou os EUA pelo e exigiu que Washington preste contas pela ação militar.

Segundo as autoridades iranianas, a explosão em Minab ocorreu no primeiro dia da ofensiva aérea dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, a 28 de fevereiro, e matou mais de 150 pessoas - não tendo até agora sido possível verificar de forma independente o número de mortos e as circunstâncias do incidente.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, negou qualquer envolvimento dos EUA e atribuiu a culpa ao próprio Irão, antes de recuar parcialmente e afirmar que aceitaria o resultado da investigação.

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Momento-Chave
Lusa /

Governo britânico ajuda pessoas que usam gasóleo para aquecimento

O Governo britânico anunciou um apoio de 53 milhões de libras (61 milhões de euros) para o aquecimento das casas de pessoas afetadas pela subida dos preços dos combustíveis devido ao conflito no Médio Oriente. 

O pacote é direcionado a famílias de rendimentos baixos que usam gasóleo para o aquecimento das casas em zonas rurais em vez de gás, como a maioria dos britânicos, e por isso mais vulneráveis ao aumento dos preços.

O Governo explicou que o preço do querosene, utilizado no gasóleo de aquecimento, subiu mais rapidamente do que a gasolina e o gás e é atualmente o dobro do preço do petróleo bruto.

Ao contrário dos consumidores de gás e eletricidade, as pessoas que usam este meio de aquecimento não estão abrangidos pelo limite máximo de preços da energia determinados pelo regulador britânico.  

"São momentos como este que revelam a verdadeira natureza de um governo. A minha resposta é clara. Quaisquer que sejam os desafios que se avizinham, este governo apoiará sempre os trabalhadores. Esse é o meu primeiro instinto. A minha primeira prioridade é ajudá-los a fazer face ao custo de vida ao longo desta crise", afirmou o primeiro-ministro, Keir Starmer, numa conferência de imprensa.

Entretanto, o preço da energia doméstica vai descer em abril e ficar ao mesmo nível durante três meses, como já tinha sido anunciado no fim de fevereiro, antes do início do conflito no Irão. 

Starmer admitiu tomar outras medidas, nomeadamente para evitar que as petrolíferas tirem proveito da crise geopolítica e do aumento dos preços. 

"Simplesmente não permitirei que as empresas obtenham lucros exorbitantes à custa das dificuldades dos trabalhadores", avisou. 

Um imposto extraordinário, a Taxa sobre Lucros Energéticos (EPL), foi introduzido em maio de 2022 após uma subida recorde de lucros no setor devido a um aumento acentuado dos preços da energia resultante da guerra na Ucrânia.

O Governo trabalhista aumentou este imposto em 2024 para 78%.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o `ayatollah` Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região.

Qualquer escalada militar que afete a produção ou o transporte de energia - especialmente no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial - tende a gerar choques nos mercados energéticos internacionais e a elevar os preços.

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Lusa /

Mais de 11 mil cidadãos da União Europeia repatriados do Médio Oriente

Mais de 11 mil cidadãos da UE foram repatriados do Médio Oriente desde o início da guerra iniciada por Israel e Estados Unidos contra o Irão, incluindo portugueses, anunciou hoje a Comissão Europeia.

"Desde o início da escalada da tensão na região, no final de fevereiro, o Centro de Coordenação de Resposta a Emergências da UE prestou apoio a cerca de 90 voos, que trouxeram de volta cerca de 11 ml cidadãos europeus para Áustria, Bélgica, Bulgária, República Checa, Estónia, França, Itália, Chipre, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Roménia, Eslováquia e Suécia", indicou Bruxelas em comunicado.

De acordo com a instituição, o quinto voo de evacuação do Médio Oriente, fretado e financiado na totalidade pela Comissão Europeia, aterrou no domingo, em Bucareste, permitindo "o repatriamento seguro de 134 cidadãos europeus após um pedido das autoridades romenas".

Partindo de Omã, o voo transportou 96 cidadãos romenos e 38 cidadãos de outros países europeus, retidos nos Emirados Árabes Unidos.

A UE também cobriu até 75% dos custos de transporte rodoviário que os passageiros tiveram para chegar a Omã.

Citada pela nota, a comissária europeia para a gestão de crises, Hadja Lahbib, disse que "a guerra no Médio Oriente mostra novamente que, quando as crises ultrapassam as capacidades nacionais, a Europa intervém".

"Já ajudámos a repatriar mais de 11 mil europeus e continuaremos a trabalhar até que todos os que precisam de ajuda a recebam", adiantou.

Qualquer país na Europa e fora dela pode solicitar assistência de emergência ativando o Mecanismo de Proteção Civil da UE.

O repatriamento de cidadãos europeus a partir do Médio Oriente é coordenado através desse mecanismo, gerido pela Comissão Europeia.

Quando um país da UE não tem capacidade suficiente para retirar os cidadãos de uma zona de crise, pode pedir apoio ao sistema europeu e, nesse caso, o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da UE organiza a logística em cooperação com os países envolvidos, incluindo voos de evacuação ou outros meios de transporte.

A Comissão Europeia também financia até 75% dos custos de transporte, como voos `charter` ou deslocações terrestres necessárias para chegar aos pontos de evacuação, enquanto os restantes custos são suportados pelos Estados-membros participantes.

Este mecanismo permite também que cidadãos de vários países da UE sejam repatriados no mesmo voo, tornando as operações mais rápidas e eficientes em situações de emergência.

Lusa/Fim

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RTP /

Ministra do Ambiente admite aumentar o apoio à compra da botija de gás de 15 para 20 euros

Graça Carvalho está em Bruxelas e revelou que na reunião que teve, nenhum estado membro defende tetos para o preço do gás, ao contrário da presidente da comissão europeia. Ursula von der Leyen tinha admitido essa possibilidade na semana passada.

Os Estados-membros podem ajudar cidadãos mais vulneráveis, revelou a ministra da Energia, que enumerou a forma como Portugal já o está a fazer. 

Maria da Graça Carvalho acrescentou que os países europeus vão elaborar uma lista de prioridades e que as medidas aprovadas por Bruxelas podem levar a uma derrapagem das contas públicas.
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Acusa o MNE do Catar
RTP /

Israel `viola` a soberania do Líbano e comete `crimes em Gaza`

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Catar, Majed al-Ansari, afirma que a escalada em plena guerra em curso “não trará paz nem segurança”.

Numa conferência de imprensa em Doha, disse que Israel está a contribuir para o “círculo contínuo de escalada”.

Al-Ansari afirmou que Israel está a “violar” diariamente a soberania do Líbano, continuando a “perpetrar crimes na Faixa de Gaza”, bem como a “tirar partido” da situação atual na Cisjordânia ocupada, com ataques de colonos israelitas e agressões contra os palestinianos.
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Afirma ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão
RTP /

Estreito de Ormuz está fechado para os "inimigos" do Irão

Numa conferência de imprensa em Teerão, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, disse aos jornalistas que o Estreito de Ormuz está fechado apenas a embarcações dos EUA, de Israel e dos seus aliados.

“Do nosso ponto de vista, está em aberto”, frisou. “Está fechado apenas aos nossos inimigos, àqueles que cometeram agressões injustas contra o nosso país e aos nossos aliados.”

“Após 15 dias de guerra, recorreram a outros para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, virando-se para aqueles que consideravam inimigos até ontem”, frisou Araghchi.

“Estão a pedir a outros países que os venham ajudar para que o estreito se mantenha aberto. Do nosso ponto de vista, o estreito está aberto, mas está fechado aos nossos inimigos, fechado aos que levaram a cabo esta agressão cobarde contra nós e aos seus aliados”.

Acrescentou que os ataques EUA-Israel iniciaram “uma guerra que o inimigo iniciou ao exigir a rendição incondicional”.
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RTP /

Arábia Saudita e e Emirados Árabes acusam o Irão de uma "escalada perigosa"

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita e o presidente dos Emirados Árabes Unidos acusaram o Irão de provocar uma "escalada perigosa" ao atacar os seus vizinhos do Golfo durante uma conversa telefónica na segunda-feira.

O governante de facto da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e Mohammed bin Zayed discutiram "os contínuos e flagrantes ataques iranianos contra países da região", segundo um comunicado divulgado pela agência de notícias dos Emirados.

A continuação destes ataques, lançados em retaliação pela ofensiva israelo-americana contra o Irão, "representa uma perigosa escalada que ameaça a segurança e a estabilidade da região", declararam.

"Ambos os lados enfatizaram a necessidade de uma interrupção imediata da escalada militar (...) e a importância de priorizar o diálogo sério e os meios diplomáticos", sem mencionar explicitamente os Estados Unidos ou Israel, segundo o comunicado.
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Diana Craveiro - Antena 1 /

Aumento do preço dos combustíveis vai refletir-se no preço do peixe

É o aviso feito pelos armadores, no porto de pesca da Figueira da Foz. A guerra no Médio Oriente tornou mais caro, cerca de 30%, abastecer o motor do navio para as idas ao mar. Por isso, os consumidores vão sentir o impacto quando forem à peixaria.

Os consumidores vão sentir o impacto quando forem à peixaria.
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Cláudia Martins - Antena 1 /

Aumento dos combustíveis. Como é que os países europeus estão a reagir?

Em dia de nova subida acentuada do preço dos combustíveis, os países europeus divergem na resposta a este problema. Portugal optou por uma descida do imposto sobre os produtos petrolíferos. São várias as estratégias para minimizar o impacto do aumento dos preços.

Foto: Andreia Custódio - RTP

Outros governos decidiram impor tetos máximos ao preço do gasóleo e da gasolina, nos postos de abastecimento. Há também quem ameace taxar os lucros excessivos das empresas de energia. 

Desde 27 de fevereiro, véspera do início da guerra no Irão, o preço médio do gasóleo em Portugal já regista uma subida de quase 20%, e a gasolina de 10% em apenas duas semanas, mesmo com a aplicação de um desconto no ISP.
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Momento-Chave
Lusa /

Bruxelas fala em crise de preços energéticos e admite medidas de curto prazo

A Comissão Europeia considerou hoje que a União Europeia (UE) enfrenta uma "crise de preços" na energia devido ao conflito no Médio Oriente, admitindo medidas "direcionadas e de curto prazo" sem alterar o sistema energético europeu.

"Vou falar hoje com os ministros da Energia [da UE] para ouvir a análise da situação e perceber quão grave ela é. Para mim é importante salientar que não estamos perante uma crise de abastecimento, porque isso, naturalmente, implicaria a necessidade de outras medidas, mas neste momento estamos numa crise de preços e o facto de os preços estarem tão elevados é algo que não podemos ignorar", disse o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen.

Em declarações aos jornalistas antes do Conselho de Energia, em Bruxelas, o responsável garantiu que a instituição está a "analisar diferentes tipos de medidas".

"Não posso entrar em muitos detalhes neste momento, mas há um ponto importante que quero sublinhar: não estamos a falar de mudanças estruturais no sistema energético europeu", realçou.

De acordo com o responsável europeu pela tutela, estão antes em causa "medidas direcionadas e de curto prazo".

"Aquilo que nos coloca numa posição melhor para lidar com a situação agora, comparando com 2022, é que conseguimos integrar muito mais energias renováveis nos nossos sistemas", apontou.

Já quanto à possibilidade de alterar o modelo de funcionamento do mercado da eletricidade, "temos claramente interesse em mantê-lo como está [porque] precisamos que o mercado funcione e de garantir segurança de abastecimento, algo que o sistema de preço marginal assegura, e também precisamos de preços o mais baixos possível, algo que é garantido pelas forças de mercado", elencou Dan Jørgensen.

O comissário europeu adiantou que, em comparação com 2022, aquando da acentuada crise energética, hoje "existe em muito maior medida um desacoplamento entre os preços do gás e da eletricidade porque são menos as horas em que é o preço do gás que acaba por determinar o preço da eletricidade".

As declarações surgem numa altura em que os preços da energia (gás e luz) sobem no espaço comunitário.

Entre as opções em discussão na UE estão a possibilidade de limitar temporariamente o preço do gás, reduzir impostos e encargos nas faturas de energia e permitir apoios estatais a empresas e setores industriais mais afetados pelos custos elevados da energia.

Bruxelas avalia ainda eventuais ajustes no mercado europeu de carbono e a utilização de reservas estratégicas de energia para ajudar a estabilizar os preços.

Paralelamente, a Comissão Europeia defende medidas de proteção aos consumidores e insiste que a resposta estrutural passa por acelerar o investimento em energias renováveis, redes elétricas e eficiência energética, mantendo o atual modelo do mercado europeu de eletricidade.

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RTP /

Grécia não participará em operações militares no Estreito de Ormuz

A Grécia não vai participar em nenhuma operação militar no Estreito de Ormuz, disse esta segunda-feira o porta-voz do Governo grego, Pavlos Marinakis.

A Grécia participará apenas na missão naval da UE "Aspides", encarregada de proteger os navios no Mar Vermelho, disse Marinakis numa conferência de imprensa.
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RTP /

União Europeia anuncia 458 milhões de euros em ajuda humanitária para o Médio Oriente

A União Europeia anunciou esta segunda-feira 458 milhões de euros em ajuda humanitária para o Médio Oriente, em resposta aos conflitos na região, como a guerra entre os EUA e Israel com o Irão e a campanha militar de Israel no Líbano.

"Num Médio Oriente devastado pela guerra, a União Europeia está a intensificar os seus esforços enquanto outros recuam", disse Hadja Lahbib, comissária da UE responsável pelas crises humanitárias.
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Ana Sofia Rodrigues - RTP /

Grupo parlamentar da IL pede debate de urgência sobre os efeitos da guerra e "sobrecarga fiscal" na quinta-feira

O grupo parlamentar da Iniciativa Liberal pede ao presidente da Assembleia da República a marcação de um debate de urgência sobre os efeitos da guerra para dia 19 de março, quinta-feira.

RTP

O tema do debate é "os efeitos da guerra e os efeitos da sobrecarga fiscal no dia a dia dos portugueses".

Numa declaração enviada pela assessoria de imprensa do partido, Mário Amorim Lopes refere que a guerra no Irão "vai ter um impacto na vida dos portugueses" que se reflete já na subida "muito considerável" do preço dos combustíveis e defende que o Estado tem um papel no controlo deste impacto.

"Estes efeitos nós, enquanto país, não conseguimos controlar, mas devemos controlar aquilo que são os efeitos da sobrecarga fiscal que o próprio Estado pratica sobre os portugueses. É que, para além do peso da guerra, os portugueses levam também com o peso da sobrecarga fiscal, com o peso do Estado", considerou o presidente da bancada liberal.

O deputado argumentou que o país tem atualmente "uma enorme fiscalidade a incidir sobre os combustíveis" e que, apesar da descida "muito ligeira" no ISP, "o Estado ainda não perdeu um único cêntimo".

Para Mário Amorim Lopes, o "Estado não fez qualquer esforço" quando lhe cabia "fazer também a sua quota-parte" para responder aos efeitos da guerra.

Na passada segunda-feira, o presidente da Assembleia da República recusou admitir um requerimento do Chega para a realização de um debate parlamentar de urgência sobre combustíveis, alimentação e impostos, por este partido ter esgotado os seus agendamentos potestativos.

"A inadmissibilidade do requerimento não assenta, pois, no objeto material da iniciativa, nem na relevância política da matéria que se pretende submeter a debate", acrescenta-se no despacho de José Pedro Aguiar-Branco.

Esta segunda-feira, voltam a registar-se aumentos do valor dos combustíveis, que já refletem um desconto decidido pelo Governo na semana passada com o objetivo de mitigar os efeitos negativos do aumento na economia. 

c/Lusa



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RTP /

A guerra no Médio Oriente "não é uma guerra da NATO", responde Berlim a Trump

A guerra iniciada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão "não tem nada a ver com a NATO", declarou o porta-voz do Governo alemão esta segunda-feira, em resposta ao apelo de Donald Trump para que os aliados ajudem a reabrir o Estreito de Ormuz.

"A NATO é uma aliança para a defesa do território" dos seus membros, e "falta um mandato para envolver a NATO", afirmou o porta-voz Stefan Kornelius em conferência de imprensa.

Na sexta-feira, Merz apelou ao fim da guerra no Médio Oriente, sublinhando que o conflito "não beneficia ninguém e prejudica economicamente muita gente".

Mas, no domingo, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionou a China e a NATO para que ajudem a desbloquear o estreito, por onde transita um quinto da produção mundial de petróleo bruto e gás.

Trump previu "consequências muito negativas para o futuro da NATO" em caso de recusa.

A Alemanha "tomou conhecimento" desse apelo, respondeu Kornelius.

Opondo-se a qualquer "nova escalada militar" na região, a Alemanha não oferecerá "qualquer participação militar", mas está pronta "a garantir, pela via diplomática, a segurança da passagem no estreito de Ormuz", declarou ao mesmo tempo o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius.
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RTP /

Reino Unido trabalha com aliados em plano para reabrir o Estreito de Ormuz

O Reino Unido está a trabalhar com aliados num plano coletivo para reabrir o Estreito de Ormuz e restaurar a liberdade de navegação no Médio Oriente, mas não será fácil, disse o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, esta segunda-feira.

"Em última análise, precisamos de reabrir o Estreito de Ormuz para garantir a estabilidade no mercado (petrolífero). Esta não é uma tarefa simples", afirmou Starmer aos jornalistas.

"Por conseguinte, estamos a trabalhar com todos os nossos aliados, incluindo os nossos parceiros europeus, para elaborar um plano coletivo viável que possa restaurar a liberdade de navegação na região o mais rapidamente possível e atenuar o impacto económico", acrescentou.
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RTP /

Índia não falou com os EUA sobre o envio de navios de guerra para o Estreito de Ormuz

A Índia não teve qualquer conversa com os EUA sobre a ajuda aos navios a passar pelo Estreito de Ormuz - uma artéria fundamental do comércio global de petróleo bruto - disse um porta-voz do Ministério indiano dos Negócios Estrangeiros esta segunda-feira.
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RTP /

Dinamarca vai avaliar pedido dos EUA para ajudar a garantir a segurança do Estreito de Ormuz

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca disse esta segunda-feira que o país deve avaliar de “mente aberta”, como pode contribuir para viabilizar a navegação no Estreito de Ormuz.

"Como um país pequeno, mas uma grande nação marítima, devemos manter-nos abertos a esta questão", disse Rasmussen aos jornalistas antes da reunião do Conselho dos ministros dos Negócios Estrangeiros em Bruxelas.

"Não estou a dizer agora se devemos fazer mais (do que estamos a fazer), o que estou a dizer é que espero discutir isto com os meus colegas (da União Europeia)", acrescentou.

A Dinamarca, sede da empresa de navegação Maersk, enviou em 2024 uma fragata para o Mar Vermelho para participar numa coligação liderada pelos EUA com o objetivo de proteger o tráfego comercial contra os ataques dos militantes houthis do Iémen.

"A Dinamarca é uma nação marítima e temos, de todas as formas, interesse em garantir que a livre navegação se mantém aberta", acrescentou Rasmussen.

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RTP /

Iraque planeia modernização de oleoduto para exportação direta de petróleo de Kirkuk para a Turquia

O Iraque está a trabalhar na modernização de um oleoduto que permitirá o bombeamento de petróleo diretamente para o porto de Ceyhan, na Turquia, sem passar pela região do Curdistão, disse o ministro do petróleo iraquiano num comunicado em vídeo divulgado esta segunda-feira.

O Iraque concluirá a inspeção de um troço de 100 quilómetros do oleoduto numa semana para permitir as exportações diretas de Kirkuk, acrescentou o ministro.
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RTP /

Irão avisa que o Estreito de Ormuz não pode ser usado para atacar o país

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baghaei, afirmou que o Estreito de Ormuz não estará aberto a nenhum país que procure atacar o Irão.

Baghai disse que a passagem de navios pelo estreito ocorrerá sob condições especiais devido ao que descreveu como insegurança criada por Israel e pelos EUA na região, acrescentando que as forças armadas iranianas controlam a passagem e nenhum país pode usá-la para lançar ataques contra o Irão.

Acrescentou que o Irão, enquanto país costeiro, tem o direito de tomar as medidas necessárias no Estreito de Ormuz para garantir a segurança nacional e impedir que o que descreveu como agressores façam um mau uso da via navegável.

Baghai disse que o Irão tem sido historicamente o guardião da passagem segura pelo estreito, mas culpou os EUA e Israel por criarem as condições atuais.
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Não há registo de feridos
RTP /

Fragmentos de mísseis iranianos atingem vários locais no centro de Israel

O Canal 12 de Israel revelou que os fragmentos caíram nas cidades de Shoham, Rishon LeZion, Lod e Ness Ziona, perto de Telavive. Não houve registo de feridos ou danos.
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RTP /

Israel anuncia novos ataques no Irão

Israel anunciou esta segunda-feira o lançamento de novos ataques no Irão contra Teerão, Shiraz (sul) e Tabriz (noroeste).

O exército israelita "acabou de lançar uma onda de ataques em grande escala contra as infraestruturas do regime terrorista iraniano em Teerão, Shiraz e Tabriz", segundo um comunicado militar.
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RTP /

Alemanha não vê papel para a NATO no Estreito de Ormuz

A Alemanha não vê um papel para a aliança de defesa da NATO no combate ao bloqueio do Estreito de Ormuz, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul, em Bruxelas, esta segunda-feira.

"Não vejo que a NATO tenha tomado qualquer decisão nesse sentido ou que possa assumir a responsabilidade pelo Estreito de Ormuz. Se assim fosse, os órgãos da NATO tratariam do assunto de forma adequada", disse Wadephul antes de uma reunião do Conselho de Assuntos Externos da União Europeia.

O presidente norte-americano, Donald Trump, aumentou a pressão sobre os aliados europeus para que ajudem a proteger o estreito, alertando que a NATO enfrenta um futuro "muito mau" se os seus membros não vierem em auxílio de Washington.
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RTP /

Israel anuncia ataque terrestre contra o Hezbollah no Líbano

Israel anunciou esta segunda-feira o início de operações terrestres contra o Hezbollah, um grupo pró-Irão, no Líbano, enquanto o seu aliado norte-americano pressiona as grandes potências para intervirem para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão.

Dezassete dias após o ataque israelo-americano a Teerão, o conflito assola o Médio Oriente e preocupa o mundo inteiro, tanto pelos riscos que representa para a economia global como pela instabilidade geopolítica que gera.

O exército israelita, que tem vindo a realizar incursões no sul do Líbano com tropas terrestres e veículos blindados desde o início do mês, declarou ter iniciado "operações terrestres limitadas e dirigidas contra importantes bastiões" do movimento pró-Irão Hezbollah na região.
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RTP /

Explosões sentidas em Teerão

Várias explosões abalaram a capital iraniana esta segunda-feira, testemunhou um repórter da AFP, horas depois de Israel ter anunciado que tinha realizado ataques aéreos em grande escala durante a noite.

As explosões foram ouvidas no centro de Teerão, onde os sistemas de defesa aérea foram ativados. O alvo não foi imediatamente identificado.

A cidade já tinha sido sacudida por fortes explosões durante a noite.
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Ana Sofia Rodrigues - RTP /

Diplomacia europeia discute segurança do Estreito de Ormuz perante pressão de Trump

A chefe da diplomacia europeia confirmou na manhã desta segunda-feira, à chegada para a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia que vai ser discutida a questão do Estreito de Ormuz e que soluções há para o manter aberto à navegação.

Reuters

O Estreito de Ormuz é uma via navegável estratégica por onde passa aproximadamente um quinto do comércio marítimo mundial de petróleo, para além de um volume significativo de gás natural liquefeito e fertilizantes.

Kaja kallas fala de possibilidade de se encontrar uma solução semelhante à que esteve em vigor no Mar Negro por causa dos cereais ucranianos.
O presidente norte-americano alertou no domingo que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) enfrenta um "futuro muito mau" se os aliados não cooperarem para reabrir o Estreito de Ormuz.

"É lógico que aqueles que beneficiam do estreito ajudem a garantir que nada de mal lá acontece", disse o presidente norte-americano numa entrevista ao jornal britânico Financial Times, na qual apontou a China e a Europa como particularmente dependentes do petróleo da região.

Os preços do crude, que são atualmente voláteis estão a ser afetados pela expectativa de que a guerra do petróleo dure mais tempo do que o previsto e pelos problemas no Estreito de Ormuz, onde já foram atacados vários petroleiros. 

A Guarda Revolucionária Iraniana reivindicou a autoria, nos últimos dias, de vários ataques a navios no Estreito de Ormuz, no âmbito da sua resposta à ofensiva lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.

O Conselho da Organização Marítima Internacional (OMI) vai realizar uma sessão extraordinária nos dias 18 e 19 de março para tratar das repercussões para o transporte marítimo do bloqueio no Estreito de Ormuz e da instabilidade na região.

c/Lusa
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Resposta a Trump
RTP /

China pede cessação imediata das operações militares

A China respondeu às declarações de Donald Trump que, em entrevista ao jornal britânico Financial Times, ameaçou adiar a cimeira com o líder chinês Xi Jinping caso Pequim não envie ajuda para garantir a segurança do Estreito de Ormuz.

Questionado sobre os comentários do presidente norte-americano, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China afirmou que "a diplomacia entre chefes de Estado desempenha um papel estratégico insubstituível nas relações China-EUA", acrescentando que "os dois lados mantiveram comunicação relativamente à visita do presidente Trump".

Em resposta a uma pergunta sobre o pedido de Trump para o envio de navios de guerra para o Estreito, Lin Jian disse que as recentes tensões interromperam as rotas comerciais e prejudicaram a paz regional e global.

"A China reitera o seu apelo para que todas as partes cessem imediatamente as operações militares", disse o porta-voz, acrescentando: "Estamos empenhados em promover a desescalada".
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RTP /

Aeroporto do Dubai retoma gradualmente algumas ligações

O aeroporto internacional do Dubai retomou gradualmente os voos esta segunda-feira, depois de um incêndio num tanque de combustível provocado por um ataque com um drone ter forçado uma suspensão temporária, destacando o desafio para as companhias aéreas regionais que enfrentam a crise no Médio Oriente.

A guerra entre os EUA e Israel contra o Irão, que vai já na terceira semana, mergulhou a aviação global no caos, com voos cancelados, remarcados e desviados, enquanto a maior parte do espaço aéreo do Médio Oriente permanece fechado devido aos receios de ataques com mísseis e drones.

Sendo o Golfo Pérsico um cruzamento global para a aviação comercial, a guerra entre os EUA e Israel com o Irão interrompeu as viagens, fez disparar os preços dos combustíveis e das passagens aéreas, afetou o fluxo de mercadorias como medicamentos essenciais e desorganizou os planos de férias.

O incidente de segunda-feira, que causou um incêndio num tanque de combustível, mas sem feridos, é o terceiro ataque ao aeroporto do Dubai desde que o Irão lançou ataques contra nações do Golfo, a 28 de fevereiro, com ataques que Teerão afirma visarem a presença dos EUA na região.

Enquanto os Emirados Árabes Unidos e outros países do Golfo recebem voos comerciais dos EUA, a situação continua crítica. Além das instalações militares, o Irão tem utilizado mísseis e drones para atingir instalações civis, como aeroportos, hotéis e portos.

Os voos na região estão a cerca de metade do nível normal, embora o seu número tenha aumentado desde o início da guerra.

Os disparos de drones e mísseis têm mantido as aeronaves a circular regularmente pelo movimentado aeroporto do Dubai, afetando gravemente o turismo no Médio Oriente, avaliado em cerca de 367 mil milhões de dólares por ano. As tarifas de frete aéreo também aumentaram até 70% em algumas rotas.

Num comunicado divulgado na data X, a Autoridade de Aviação Civil do Dubai sinalizou uma "retoma gradual" de alguns voos para destinos selecionados, informou o Gabinete de Comunicação Social do Dubai.
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RTP /

Trump sugere adiar visita à China enquanto aumenta a pressão sobre o Estreito de Ormuz

Donald Trump está a sugerir que pode adiar a sua tão aguardada visita à China no final do mês, enquanto procura aumentar a pressão sobre Pequim para que ajude a reabrir o Estreito de Ormuz e a acalmar os preços do petróleo, que dispararam durante a guerra com o Irão.

Na sua entrevista de domingo ao Financial Times, Trump disse que a dependência da China do petróleo do Médio Oriente significa que o país deve ajudar na nova coligação que está a tentar formar para que o tráfego de petroleiros possa fluir através do estreito. "Gostaríamos de saber" antes da viagem se Pequim vai ajudar. "Podemos adiar", disse Trump na entrevista.

Como relata a Associated Press, a incerteza sublinha o quanto os ataques dos EUA e de Israel contra o Irão remodelaram a política global nas últimas duas semanas.

O cancelamento da visita presencial com o presidente chinês Xi Jinping pode ter grandes consequências económicas: as relações entre Washington e Pequim têm sido tensas, com ambos os lados a ameaçarem o outro com tarifas elevadas ao longo do último ano.
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RTP /

MNE da UE discutem eventual reforço de presença naval no Médio Oriente

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reúnem-se hoje em Bruxelas para discutir as consequências da guerra no Irão e decidir um eventual reforço da presença naval no Médio Oriente para proteger a circulação marítima na região.

A reuniãoem Bruxelas,terá três pontos de agenda: a situação no Médio Oriente, a guerra na Ucrânia e a vizinhança sul da União Europeia.

No que se refere ao Médio Oriente, os chefes da diplomacia dos 27, incluindo de Portugal, vão abordar um eventual reforço da missão naval da UE “Aspides”, que visa proteger navios comerciais em regiões como o Mar Vermelho, Golfo de Aden ou Oceano Índico Ocidental, mas que pode também ser mobilizada para o Estreito de Ormuz, paralisado atualmente pela guerra e por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

Essa missão está atualmente impedida de recorrer ao uso de força militar para proteger os navios que escolta, uma vez que não tem um mandato executivo, que, para ser atribuído, precisa de ser aprovado por unanimidade pelos Estados-membros.
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Lusa /

Um morto em Abu Dhabi após queda de míssil sobre veículo

Dubai, 16 mar 2026 (Lusa) - Um palestiniano foi hoje morto nos arredores da capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, quando um míssil atingiu o carro em que seguia, anunciaram as autoridades.

As autoridades "intervieram na sequência de um incidente ocorrido na zona de Al Bahia, que envolveu o impacto de um míssil num veículo civil, o que resultou na morte de um cidadão palestiniano", declarou o gabinete de imprensa de Abu Dhabi em comunicado.

A morte ocorre numa altura em que Teerão prossegue os ataques no Golfo em retaliação à agressão americano-israelita ao Irão.

Em resposta à ofensiva iniciada em 28 de fevereiro, o Irão lançou ataques com mísseis e drones contra Israel e contra os países vizinhos, visando em particular bases militares e outros interesses norte-americanos mas também infraestruturas económicas, sobretudo energéticas.

CAD // SB

Lusa/Fim

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Lusa /

UE pede a Guterres iniciativa para permitir exportação de petróleo pelo estreito de Ormuz

A chefe da diplomacia da UE disse hoje ter falado com o secretário-geral da ONU para pedir uma iniciativa que permita exportar petróleo pelo estreito de Ormuz, semelhante ao acordo que permitiu a saída de cereais da Ucrânia.

"Durante o fim de semana, falei com o secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre se seria possível ter o mesmo tipo de iniciativa [no estreito de Ormuz] que tivemos no Mar Negro para tirar cereais da Ucrânia", referiu Kaja Kallas em declarações aos jornalistas à chegada para uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, em Bruxelas.

A Alta Representante da UE referiu que o encerramento do estreito de Ormuz é "muito perigoso" para o abastecimento de petróleo, em particular para a Ásia, "mas também é problemático para os fertilizantes".

"Se houver falta de fertilizantes este ano, vai haver privação alimentar no próximo ano. Portanto, discutimos com o António Guterres como é que seria possível concretizar" essa iniciativa, indicou.

Na menção que fez à Ucrânia, Kaja Kallas referia-se à designada Iniciativa dos Cereais do Mar Negro, mediada pela ONU e pela Turquia em julho de 2022, que, após ter sido assinada por Kiev e Moscovo, permitiu exportações de cereais a partir dos portos ucranianos apesar da guerra entre os dois países, antes de a parte russa suspender o acordo em julho de 2023.

Nestas declarações aos jornalistas, Kaja Kallas referiu que os ministros dos Negócios Estrangeiros vão também discutir hoje se alteram o mandato da missão Aspides, que tem como missão atualmente proteger navios comerciais e mercantes na região do Mar Vermelho.

"Vamos ver se os Estados-membros estão verdadeiramente disponíveis para usar esta missão. Se quisermos ter segurança na região, era mais fácil usar esta missão que já temos na região e mudá-la um pouco", disse, referindo que, apesar de a França já ter anunciado que pretende criar uma missão para ajudar a abrir o estreito de Ormuz, "é preciso ver o que é que poderia funcionar mais rápido".

Questionada sobre as declarações do Presidente dos Estados Unidos, que disse este domingo que a NATO teria um "futuro muito mau" se os aliados não ajudarem a abrir o estreito de Ormuz, Kaja Kallas respondeu: "É do nosso interesse manter o estreito de Ormuz aberto".

"Por isso é que também estamos a ver o que é que podemos fazer do lado europeu. Temos estado em contacto com os nossos colegas americanos a vários níveis", referiu.

Kallas observou, contudo, que o estreito de Ormuz "está fora da área" da Aliança e "não há países da NATO no estreito de Ormuz", salientando que é por isso que a missão Aspides, ou outra missão voluntária que seja criada por Estados-membros da UE para o estreito de Ormuz, é importante.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reúnem-se hoje em Bruxelas para discutir as consequências da guerra no Irão e decidir um eventual reforço da presença naval no Médio Oriente para proteger a circulação marítima na região.

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Lusa /

Preço do petróleo Brent sobe 2% e ultrapassa os 105 dólares

O preço do petróleo Brent, referência europeia, subia mais de 2% às 08:22 e estava a ser negociado acima dos 105 dólares antes da abertura dos mercados bolsistas europeus.

O preço do Brent chegou a ultrapassar os 106 dólares na abertura do mercado de hoje, mas depois moderou a sua subida para os 105 dólares.

As bolsas europeias apontam hoje para aberturas mistas, com ligeiras quedas em Madrid e Londres, e ganhos até 0,4% em Frankfurt, Paris e Milão.

O Ibex 35 encerrou a sessão de sexta-feira nos 17.059,30 pontos e prevê-se que abra hoje em baixa, com uma ligeira queda de menos de duas décimas.

Entretanto, o preço do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência americana, subiu 1,7% para 98,57 dólares por barril.

O presidente norte-americano, Donald Trump, alertou no domingo que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) enfrenta um "futuro muito mau" se os aliados não cooperarem para reabrir o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o comércio internacional de petróleo que foi bloqueada pelos militares iranianos em resposta à ofensiva lançada por Washington e Israel contra o Irão a 28 de fevereiro.

"É lógico que aqueles que beneficiam do estreito ajudem a garantir que nada de mal lá acontece", disse o presidente norte-americano numa entrevista ao jornal britânico Financial Times, na qual apontou a China e a Europa como particularmente dependentes do petróleo da região.

A Agência Internacional de Energia (AIE) decidiu na semana passada libertar 400 milhões de barris das suas reservas estratégicas, a maior libertação da sua história, para ajudar a reduzir as tensões nos preços do petróleo.

No âmbito desta decisão, os Estados Unidos participarão libertando 172 milhões de barris. Os primeiros 86 milhões de barris de crude libertados pelos Estados Unidos da sua reserva estratégica começarão a chegar ao mercado no final desta semana.

Os preços do crude, que são atualmente voláteis estão a ser afetados pela expectativa de que a guerra do petróleo dure mais tempo do que o previsto e pelos problemas no Estreito de Ormuz, onde já foram atacados vários petroleiros.

O Estreito de Ormuz é uma via navegável estratégica por onde passa aproximadamente um quinto do comércio marítimo mundial de petróleo, para além de um volume significativo de gás natural liquefeito e fertilizantes.

O Conselho da Organização Marítima Internacional (OMI) vai realizar uma sessão extraordinária nos dias 18 e 19 de março para tratar das repercussões para o transporte marítimo do bloqueio no Estreito de Ormuz e da instabilidade na região provocada pelos ataques do Irão contra os países do Golfo em resposta à ofensiva conjunta dos EUA e de Israel em território iraniano.

A Guarda Revolucionária Iraniana reivindicou a autoria, nos últimos dias, de vários ataques a navios no Estreito de Ormuz, no âmbito da sua resposta à ofensiva lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.

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Em aeroporto de Teerão
RTP /

Israel destruiu avião utilizado por Ali Khamenei

Os militares israelitas revelaram esta segunda-feira que destruíram um avião utilizado pelo falecido Líder Supremo do Irão, Ali Khamenei, no aeroporto de Mehrabad, em Teerão, durante a noite.

Segundo Israel, a aeronave era usada por altos funcionários e figuras militares iranianas para viagens nacionais e internacionais e para coordenar operações com países aliados.
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RTP /

Exército iraniano ameaça atacar infraestruturas regionais do canal Iran International

O exército iraniano alertou os países da região contra qualquer cooperação com o canal de televisão Iran International, sediado em Londres, afirmando que a infraestrutura utilizada para suportar o canal será considerada um alvo.

"Utilizando as capacidades de satélite e as infraestruturas mediáticas de certos países da região", o canal "age para criar tensões, fabricar narrativas falsas (...) de forma a servir os objetivos dos Estados Unidos criminosos e do regime sionista", afirmou o Centro de Comando Conjunto Khatam al-Anbiya num comunicado divulgado na noite de domingo.

Ameaçou "enumerar" quaisquer "elementos de cooperação" com esta "rede maléfica" como "alvos da República Islâmica".

A localização da infraestrutura utilizada pelo canal na região não foi divulgada de imediato.

O Irão designou o Iran International como uma "organização terrorista" desde 2022 e declarou nos últimos meses que está afiliado a Israel, alertando que qualquer cooperação com o canal será sujeita a sanções.
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RTP /

Israel anuncia operações terrestres limitadas contra Hezbollah no sul do Líbano

O exército israelita anunciou esta segunda-feira ter lançado "operações terrestres limitadas e direcionadas" contra o movimento pró-Irão Hezbollah no sul do Líbano.

"Nos últimos dias, soldados israelitas da 91.ª divisão iniciaram operações terrestres limitadas e direcionadas contra bastiões-chave do Hezbollah no sul do Líbano, com o objetivo de reforçar a zona de defesa avançada" em território libanês, ao longo da fronteira entre o norte de Israel e o sul do Líbano, declarou o exército em comunicado.

"Estas atividades inscrevem-se no âmbito de esforços defensivos mais amplos destinados a estabelecer e reforçar uma postura defensiva avançada, que inclui o desmantelamento da infraestrutura terrorista e a eliminação dos terroristas que operam na zona, a fim de (...) criar uma camada adicional de segurança para os habitantes do norte de Israel", acrescenta-se na nota.

O exército indicou que, antes da entrada dos soldados neste setor, "realizou ataques de artilharia e aéreos contra numerosos alvos terroristas".
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Emirados Árabes Unidos
RTP /

Ataque com drone provoca incêndio em zona petrolífera

Um ataque com um drone provocou um incêndio na importante zona industrial petrolífera de Fujairah, na costa leste dos Emirados Árabes Unidos, informaram as autoridades, no 17.º dia de retaliações iranianas no Golfo Pérsico pela ofensiva conjunta dos EUA e de Israel.

"Um incêndio deflagrou na zona industrial petrolífera (...) na sequência de um ataque com drone, sem registo de feridos", afirmou o gabinete de imprensa de Fujairah em comunicado, acrescentando que os esforços para extinguir as chamas estavam "em curso".

O local situa-se na costa do Golfo de Omã, para além do Estreito de Ormuz, que foi efetivamente encerrado pelo Irão.
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RTP /

Arábia Saudita e Emirados intercetam dezenas de drones e misseis

Não há negociações à vista entre Estados Unidos e Irão. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano garante que não há motivos para conversações e nega ter pedido um cessar-fogo.

Israel garante que o regime de Teerão está já enfraquecido, mas o porta-voz do exército avisa que os ataques vão continuar. 

Arábia Saudita e Emirados árabes reclamam ter intercetado dezenas de drones e misseis. Os Emirados avançam que os misseis vieram do Irão.
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Israel diz que Irão está enfraquecido
RTP /

Guerra Médio Oriente. Exército israelita garante que ataques continuarão

Israel garante que o regime de Teerão está já enfraquecido, mas o porta-voz do exército avisa que os ataques vão continuar.

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Negociações afastadas
RTP /

Guerra Médio Oriente. Irão nega ter pedido cessar-fogo

Não há negociações à vista entre Estados Unidos e Irão. O Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano garante que não há motivos para conversações e nega ter pedido um cessar-fogo. Teerão promete continuar a autodefesa.

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Ao contrário do que foi noticiado
RTP /

Telavive desmente cenário de negociações com Beirute

Israel garante que, ao contrário do que foi noticiado, não vai haver negociações com o Líbano para acabar com o conflito. O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita considera que se presidente e exército libanês querem paz devem impedir o Hezbollah de atacar Israel a partir do Líbano.

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Três a seis semanas
RTP /

Israel espera até mais seis semanas de guerra

As autoridades de Israel antecipam que o conflito possa durar mais três a seis semanas. O exército israelita atacou o oeste do Irão, que respondeu com mísseis também a vários países do Golfo Pérsico.

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Autoridade Palestiniana faz um apelo para o fim da guerra
RTP /

MNE palestiniana em entrevista à RTP. É necessário que “a guerra pare imediatamente para que as pessoas possam respirar”

A Autoridade Palestiniana faz um apelo para o fim da guerra na região entre Israel e o Irão. A MNE Varsen Shahin deu este fim de semana uma entrevista em exclusivo à RTP.

Na entrevista, que teve lugar na Cisjordânia, a governante palestiniana disse recear pelo futuro da região.

“Qualquer agravamento do conflito, da guerra na região, é uma catástrofe para toda a região, e é precisamente a isso que estamos a assistir”, apontou Varsen Shahin, ministra de Estado e dos Negócios Estrangeiros da Palestina, em entrevista aos enviados da RTP a Israel, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias.

Face ao redobrar de ataques mútuos a que vimos assistindo nas últimas semanas entre Israel e Irão, a chefe da diplomacia palestiniana deixou um apelo para que “tudo isto pare imediatamente, para que as pessoas possam respirar e seja cumprido o que dita o Direito Internacional”.

A governante sublinhou ainda a necessidade de se “respeitar a integridade e a soberania dos Estados da região”.

“Caso contrário, este agravamento só irá trazer mais violência à região”, alertou Varsen Shahin.
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