Governo aprova venda da Portucel Tejo ao grupo Cofina

O Governo aprovou hoje a venda da Portucel Tejo ao grupo Cofina, vencedor do concurso de privatização da empresa fabricante de pasta de papel lançado pelo anterior executivo.

Agência LUSA /

A resolução de hoje do Conselho de Ministros determina a Invescaima, da Cofina, vencedora do concurso, desencadeando a venda de 95 por cento do capital social da Portucel Tejo.

Com a venda de 7,125 milhões de acções, o Estado vai encaixar quase 38 milhões de euros.

A Cofina, que controla a Celulose do Caima, fábrica de pasta de papel de eucalipto no distrito de Santarém, apresentou a única proposta ao concurso lançado pelo anterior Governo no ano passado.

No final de Fevereiro deste ano, o júri da privatização, presidido pela inspecção-geral de Finanças, propôs ao Governo a autorização da venda.

A proposta foi feita depois de avaliados aspectos como a capacidade financeira, prestação de garantias bancárias e plano de desenvolvimento estratégico.

As regras do concurso impõem que o vencedor compre também as acções que não sejam colocadas numa oferta pública de venda reservada a trabalhadores e pequenos subscritores, que abrange de 375 mil acções, cinco por cento do capital.

Situada em Vila Velha de Ródão, Castelo Branco, a Portucel Tejo emprega 280 pessoas, e produz anualmente cerca de 110 mil toneladas de pasta de papel de pinho não-branqueada.

Integra ainda a CPK, fabricante de papel kraft para embalagem, situada em Cacia, Aveiro.

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