Governo assina protocolo com Leiria e Marinha Grande para projeto de requalificação das praias

Governo assina protocolo com Leiria e Marinha Grande para projeto de requalificação das praias

As câmaras de Leiria e da Marinha Grande assinaram hoje um protocolo com o Governo e com a Casa da Arquitetura para a concretização de um projeto de requalificação do litoral das praias daqueles concelhos.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

O projeto prevê a requalificação das frentes marítimas e de reforço da resiliência costeira do espaço urbano das praias do Pedrógão (Leiria), São Pedro de Moel e Vieira (Marinha Grande).

O protocolo de colaboração institucional da Casa da Arquitetura insere-se ao nível da "consultoria para a posterior contratação de equipa projetista, com vista a resolver problemas agravados pelas intempéries de janeiro e fevereiro de 2026, nas Praias do Pedrógão, Vieira e São Pedro de Moel", informa uma nota do Ministério do Ambiente e Energia.

Maria da Graça Carvalho explicou que o objetivo desde protocolo prevê "toda a parte de recuperação e resiliência do litoral".

"Há zonas, principalmente na Praia do Pedrógão, que precisam de encher com areia e alguma recuperação dos acessos" e a marginal, onde se poderá intervir para uma "otimização da circulação de carros, tornar mais fácil para os peões, alargar, por exemplo, passeios, ter espaços para estacionamento" sem ser em cima da praia, concretizou a ministra do Ambiente e Energia.

O objetivo é "fazer um projeto integrado, unir a praia com a envolvente, com a marginal e mesmo com a primeira linha", reforçou a governante.

"Depois toda a parte estética, a Casa da Arquitetura irá fazer uma proposta de como fazer o arranjo do mobiliário ao longo da marginal, de alguma necessidade de pintura e de uniformização de alguns apoios de praia", sublinhou.

Para a ministra, o projeto pretende mesmo "dar resiliência, tornar mais bonito, tornar mais acessível e otimizar os circuitos com os carros", dando "mais espaço às pessoas para andar a pé" e ter até "mais espaços verdes".

Na Praia da Vieira o projeto prevê também "olhar para o mercado e para o bairro dos pescadores e ver como é que integra neste conceito".

Maria Graça Carvalho frisou que não se prevê alterações de fundo e as tradições das praias serão para manter, como a arte xávega.

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Pimenta Machado, referiu que o objetivo nestas três praias é "fazer uma coisa diferente", pelo que o projeto integra arquitetos. "Queremos fazer deste projeto uma espécie de `case study`, mais do que recuperar, é trazer a visão da arquitetura e incorporar várias especialidades", acrescentou.

A representante da Casa da Arquitetura, Rosário Gambôa, destacou que se trata de "um projeto de futuro", que "tem a ver com o momento, mas é fundamentalmente voltado para os territórios, para o país e para as pessoas", "respeitando a identidade e as características das povoações".

Para o presidente da Câmara da Marinha Grande, Paulo Vicente, este protocolo contribuirá, de forma integrada, para a requalificação das frentes marítimas" das praias do Pedrógão, da Vieira e de São Pedro de Moel, "conjugando a proteção costeira, valorização urbana, identidade cultural e arquitetónica e a adaptação às alterações climáticas".

Paulo Vicente considerou que, "muito mais do que um estudo técnico", este protocolo "representa o início de um caminho, que permitirá planear intervenções sobre as marginais, os acessos às praias, os espaços públicos, a mobilidade, a iluminação, o mobiliário urbano, os espaços verdes e toda a relação entre a frente marítima e os núcleos urbanos valorizando simultaneamente a identidade única destas comunidades costeiras".

Observando que este é um protocolo que "olha para o futuro", Gonçalo Lopes, presidente da Câmara de Leiria, elogiou que o projeto integre "uma preocupação de deixar uma marca de reconstrução, mas sobretudo de uma reconstrução resiliente".

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