Governo da Colômbia aplica salvaguarda provisória têxteis chineses

O Governo colombiano decidiu sexta- feira aplicar uma salvaguarda provisória de taxas entre 61 e 87 por cento às importações de alguns produtos têxteis provenientes da República Popular da China.

Agência LUSA /

Esta medida aplica-se a tecidos com matéria plástica, forros de poliéster, telas para cortinas e toalhas, tela de fibra sintética, Kansas-indigo (tela para calças), algodões, têxteis para o lar e a linha exército, entre outros.

Até ao momento, estas importações tinham uma taxa de 20 por cento.

O ministro do Comércio, Indústria e Turismo, Jorge Humberto Botero, afirmou que depois de "adoptada esta medida", tenciona falar com as autoridades chinesas para lhes explicar o fundamento "legal" desta decisão.

Segundo Botero, apesar de "haver um aumento considerável de taxas", este "não obedece à vontade do Governo, mas a uma medição exacta daquele que deve ser o nível compensatório indispensável para romper ou atenuar" o impacto das importações provenientes da China.

O impacto destas importações "é muito significativo na produção nacional", acentuou.

O Comité dos Assuntos Aduaneiros, Alfandegários e de Comércio Externo colombiano pediu recentemente a salvaguarda perante o pedido de uma investigação, por irregularidade dos produtos chineses, apresentada pelas empresas têxteis Protela, Lafayette, Coltejer e Fabricato.

Por agora, a medida refere-se somente a produtos têxteis, disse Botero, lembrando que há ainda uma petição por resolver referente aos sectores de "media", meias e trabalhos em pele.

O ministro não afastou a possibilidade de outros pedidos de salvaguarda por parte de outros sectores industriais, nomeadamente o das confecções.

PUB