Governo de Moçambique quer vender participação em banco do BCP

O governo moçambicano quer vender as suas acções no Banco Internacional de Moçambique (BIM), instituição maioritariamente participada pelo grupo português BCP Millenium e que detêm a maior quota do mercado bancário do país.

Agência LUSA /

O Estado controla 23,13 por cento no BIM, o BCP Millenium conta com 66,42 por cento e as restantes acções são detidas pelo Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) e pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC).

"Estamos a definir acções de como vamos sair daquele banco (BIM)", sublinhou o ministro do Plano e Finanças de Moçambique, Manuel Chang, em declarações veiculadas hoje pelo jornal Media Fax.

O governo inscreveu a venda das acções que detém no BIM no Plano Económico e Social para este ano aprovado há duas semanas pelo parlamento moçambicano.

O First National Bank, da África do Sul, tem sido apontado como o principal interessado na compra das acções do Governo no BIM.

A acontecer, a aquisição irá consolidar a presença do capital daquele país na banca moçambicana, uma vez que o Banco Austral é maioritariamente detido pelo sul-africano ABSA, enquanto o Banco Standard (anterior Totta) é igualmente detido por capitais da África do Sul.

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