Governo defendia "teimosamente" solução sem resgate -- economista Luís Cabral

Madrid, 24 mar (Lusa) -- A crise política em Portugal "não é uma surpresa", mas o culminar "da crise de divida soberana" do país, com o Governo a defender "teimosamente" uma solução que exclui o resgate, defendeu o economista português Luís Cabral.

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Para o professor português da escola de negócios espanhola IESE, atualmente destacado no campus de Nova Iorque, as sucessivas medidas anunciadas pelo Governo de José Sócrates foram "insuficientes" para os mercados e "inaceitáveis" para os trabalhadores portugueses.

"O Governo socialista insistiu teimosamente numa solução que exclui ajuda externa, ou da Europa ou do FMI. Tendo em conta isto, era uma questão de tempo até que a oposição deitasse abaixo o Governo, o que finalmente aconteceu", referiu, numa resposta escrita a perguntas da Lusa.

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