Governo estuda aumentar participação estrangeira no Banco do Brasil
O Governo do presidente Lula da Silva estuda aumentar a participação de investidores estrangeiros no capital do Banco do Brasil, a maior instituição financeira do país, foi hoje divulgado.
A participação estrangeira poderá passar dos actuais 3,4 por cento do capital total para até 5,6 por cento, informou a imprensa brasileira.
Actualmente, o Governo brasileiro controla 72,1 por cento do capital da instituição financeira.
O aumento da participação estrangeira reforçaria o património da instituição e também abriria caminho para que o Banco do Brasil seja listado no Novo Mercado da Bovespa.
No Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo são listadas apenas empresas que cumprem exigências em relação à transparência da gestão e de atendimentos as accionistas minoritários.
Outra exigência para ser listado no Novo Mercado é ter no mínimo 25 por cento do capital negociadas na Bovespa, salientou o jornal O Estado de São Paulo.
Actualmente, o Banco do Brasil mantém apenas sete por cento de suas acções negociadas em bolsa.
O antigo presidente Fernando Henrique Cardoso (1995- 2002) tentou aumentar a participação do capital estrangeiro no Banco do Brasil, mas não obteve apoio suficiente no Congresso Nacional.
O Partido dos Trabalhadores (PT), de Lula da Silva, condenou a medida na época, alegando que o objectivo seria a privatização do Banco do Brasil.
O Banco do Brasil opera em Portugal há 30 anos, através de balcões e de postos de atendimento.
As remessas de dinheiro de imigrantes brasileiros de Portugal para o Brasil através da instituição financeira somam cerca de 100 milhões de euros por ano.