Economia
Greve fechou estações do metro em Lisboa
Os trabalhadores dos transportes públicos de Lisboa e Porto realizam hoje uma jornada de luta com greves parciais que prometem atrapalhar nesta terça feira a vida do comum cidadão que pretenda deslocar-se nas duas principais cidades do país. A greve tem como objetivo contestar a reforma que o Governo pretende fazer no setor e na qual está prevista, entre outras, a fusão de algumas transportadoras. Uma reforma que o ministro Álvaro Santos Pereira já considerou essencial para salvar as empresas em causa.
Metro e CP são as empresas onde primeiro se fez sentir os efeitos da greve de hoje com a supressão de comboios, no caso do setor ferroviário, ou a paralisação completa, como é o caso do metro de Lisboa em que as portas se encontram encerradas impedindo mesmo o acesso ao interior das estações.
O Metropolitano de Lisboa vai parar até às 10 horas, prevendo-se que apenas meia hora depois a circulação esteja normalizada, enquanto no setor ferroviário os trabalhadores que aderiram à greve estiveram parados até às 8.30 horas voltando a paralisar entre as 17.30 e as 20.30 horas, no entanto a realização de vários plenários de trabalhadores vão obrigar a outras paragens durante o dia.
A circulação de autocarros vai igualmente sofrer algumas perturbações já que os trabalhadores da Carris vão parar entre as 10 e as 16 horas.
Também a travessia do rio Tejo em Lisboa vai ser mais problemática com os barcos da Transtejo e da Soflusa a deixarem de circular entre as 14 e as 17.30 horas.
Na cidade do Porto os autocarros da STCP param entre as 10 e as 16 horas, mas no Metro do Porto não são esperadas quaisquer alterações já que a operação daquele transporte está entregue a um subconcessionária privado.
O mesmo acontece com a Fertagus, que assegura o transporte por comboio na Ponte 25 de Abril, uma vez que não é uma empresa pública.
Ministro tenta minimizar inconvenientes
O ministro com o pelouro dos transportes, Álvaro Santos Pereira, referiu-se ontem ao impacto das paralisações parciais no setor considerando que os trabalhadores têm direito à greve, mas que estas "têm inconvenientes para a vida das pessoas" pelo que "é importante tentar minimizar estes inconvenientes”.
Para Santos Pereira a necessidade de minimizar os inconvenientes da greve junto dos utentes não se resume ao dia de hoje, mas vai mais além com o governante a considerar importante que esse trabalho seja feito já a pensar na greve geral do próximo dia 24.
O que o ministro da Economia e do Emprego não disse foi a forma como o Governo irá minimizar os inconvenientes da greve já que se limitou a afirmar que "a muito breve trecho saberão", escusando-se a avançar detalhes e a adiantar o impacto financeiro da paralisação.
Sindicatos minimizam danos
Também os sindicatos pretendem minimizar ao máximo os danos da greve junto dos utentes com a marcação das paralisações em horas diferentes e fora das horas de ponta.
Em declarações à Lusa, Vítor Pereira, da FECTRANS - Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações sublinhou que "há uma revolta enorme no seio dos trabalhadores devido a estas medidas que o Governo quer impor", pelo que a "adesão a estas greves vai ser significativa no sentido de fazer perturbações no funcionamento normal do serviço prestado".
Para o coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF), José Manuel Oliveira, a greve na CP deverá rondar os "100 por cento" de adesão.
"Os comboios estão praticamente todos paralisados. Admitimos que a situação se mantenha assim devido à conjugação da greve na REFER e na CP. Ao longo do dia não haverá mesmo circulação de comboios", referiu.
O porta-voz da CP já confirmou a grande adesão à greve que praticamente parou toda a rede ferroviária do país referindo que das 74 ligações programadas para as seis primeiras horas de hoje só se fizeram seis.
Ana Portela adiantou ainda que apesar de a greve que afeta a circulação ferroviária ser feita por turnos, hoje não deverá haver comboios em andamento e apenas a ligação do comboio Lusitânia, que faz a ligação entre Lisboa e Madrid está assegurada por ser considerado serviço mínimo.
O Metropolitano de Lisboa vai parar até às 10 horas, prevendo-se que apenas meia hora depois a circulação esteja normalizada, enquanto no setor ferroviário os trabalhadores que aderiram à greve estiveram parados até às 8.30 horas voltando a paralisar entre as 17.30 e as 20.30 horas, no entanto a realização de vários plenários de trabalhadores vão obrigar a outras paragens durante o dia.
A circulação de autocarros vai igualmente sofrer algumas perturbações já que os trabalhadores da Carris vão parar entre as 10 e as 16 horas.
Também a travessia do rio Tejo em Lisboa vai ser mais problemática com os barcos da Transtejo e da Soflusa a deixarem de circular entre as 14 e as 17.30 horas.
Na cidade do Porto os autocarros da STCP param entre as 10 e as 16 horas, mas no Metro do Porto não são esperadas quaisquer alterações já que a operação daquele transporte está entregue a um subconcessionária privado.
O mesmo acontece com a Fertagus, que assegura o transporte por comboio na Ponte 25 de Abril, uma vez que não é uma empresa pública.
Ministro tenta minimizar inconvenientes
O ministro com o pelouro dos transportes, Álvaro Santos Pereira, referiu-se ontem ao impacto das paralisações parciais no setor considerando que os trabalhadores têm direito à greve, mas que estas "têm inconvenientes para a vida das pessoas" pelo que "é importante tentar minimizar estes inconvenientes”.
Para Santos Pereira a necessidade de minimizar os inconvenientes da greve junto dos utentes não se resume ao dia de hoje, mas vai mais além com o governante a considerar importante que esse trabalho seja feito já a pensar na greve geral do próximo dia 24.
O que o ministro da Economia e do Emprego não disse foi a forma como o Governo irá minimizar os inconvenientes da greve já que se limitou a afirmar que "a muito breve trecho saberão", escusando-se a avançar detalhes e a adiantar o impacto financeiro da paralisação.
Sindicatos minimizam danos
Também os sindicatos pretendem minimizar ao máximo os danos da greve junto dos utentes com a marcação das paralisações em horas diferentes e fora das horas de ponta.
Em declarações à Lusa, Vítor Pereira, da FECTRANS - Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações sublinhou que "há uma revolta enorme no seio dos trabalhadores devido a estas medidas que o Governo quer impor", pelo que a "adesão a estas greves vai ser significativa no sentido de fazer perturbações no funcionamento normal do serviço prestado".
Para o coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF), José Manuel Oliveira, a greve na CP deverá rondar os "100 por cento" de adesão.
"Os comboios estão praticamente todos paralisados. Admitimos que a situação se mantenha assim devido à conjugação da greve na REFER e na CP. Ao longo do dia não haverá mesmo circulação de comboios", referiu.
O porta-voz da CP já confirmou a grande adesão à greve que praticamente parou toda a rede ferroviária do país referindo que das 74 ligações programadas para as seis primeiras horas de hoje só se fizeram seis.
Ana Portela adiantou ainda que apesar de a greve que afeta a circulação ferroviária ser feita por turnos, hoje não deverá haver comboios em andamento e apenas a ligação do comboio Lusitânia, que faz a ligação entre Lisboa e Madrid está assegurada por ser considerado serviço mínimo.