Greve na easyJet cancelou quase 370 voos e impacto deve manter-se até sexta-feira
A greve dos tripulantes de cabine da easyJet levou até hoje ao cancelamento de quase 370 voos, segundo os números avançados à Lusa pelo sindicato, que avisou que os efeitos deverão continuar a ser fortemente sentidos até sexta-feira.
"A empresa, para além dos 343 voos que cancelou antes do inicio da greve, já teve de cancelar, desde dia 02 e até hoje, mais 26 voos, o que representa uma percentagem de cancelamentos muito próxima dos 90%", avançou o presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), Ricardo Penarroias, em declarações à Lusa.
A adesão dos tripulantes, segundo os números do sindicato, continua nos 100%, o que para o SNPVAC demonstra uma "mensagem de força e união", que espera que a easyJet apresente, após a paralisação, uma proposta "mais próxima da realidade operacional" das bases de Portugal.
Ricardo Penarroias alertou ainda para o facto de terem sido realizados, à margem dos serviços mínimos, oito voos "de forma ilegal", ou seja com recurso a tripulantes e chefias de bases estrangeiras, situação que já tinha sido denunciada à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) pelo sindicato.
O presidente desta estrutura sindical avisou ainda que são esperados ainda mais cancelamentos "até porque a empresa não está a conseguir utilizar massivamente os tripulantes fora da base para manter a operação".
Assim, os efeitos da greve, que termina na terça-feira, deverão continuar a ser "fortemente sentidos" até sexta-feira, insistiu.
A Lusa contactou a easyJet e a gestora aeroportuária ANA, mas não obteve resposta.
Na origem da greve estão, entre outras reivindicações, a estabilidade das escalas, a progressão remuneratória em função da antiguidade e as condições propostas no âmbito da negociação do Acordo de Empresa.
Está ainda marcada uma segunda greve dos tripulantes da easyJet para os dias 19 a 23 de dezembro.