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Groundforce Portugal em "situação extremamente difícil", com prejuízos de 2,23l ME em Maio

Groundforce Portugal em "situação extremamente difícil", com prejuízos de 2,23l ME em Maio

Lisboa, 30 Jun (Lusa) - A Groundforce Portugal está numa "situação extremamente difícil", admitiu hoje o administrador-delegado da empresa de handling, avançando que esta voltou em Maio a ter prejuízos de 2,228 milhões de euros.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

"Os resultados negativos do mês de Maio foram influenciados pela perda de 400 milhões euros de receita e por 1,219 milhos de euros de provisões constituídas para cobrir ainda as receitas não cobradas do grupo HBS, Mangas e [transportadora aérea] Aerocondor", justificou Fernando de Melo, numa comunicação interna aos funcionários da Groundforce.

Nos cinco primeiros meses do ano, os prejuízos da empresa de handling ascendiam a 16,877 milhões de euros.

"Estamos a resolver algumas coisas do passado, mas estruturalmente os resultados também não estão bons", adiantou em comunicado.

Segundo Fernando de Melo, "a Groudforce atravessa uma situação extremamente difícil, onde o que tem para dar às pessoas é um projecto de reestruturação e modernização da empresa".

"Agora o que a Groundforce não tem mais para dar às pessoas, este ano em que vamos ter prejuízos elevadíssimos, superiores a 15 milhões de euros, são os aumentos de salariais que irão agravar mais a situação da empresa, pondo em causa a sua sobrevivência", salientou.

"Os salários da Groundforce representam 74 por cento dos custos da empresa", disse o gestor.

O gestor advertiu para o facto de estar "muito preocupado", numa altura (Julho) em que tem "um plano minucioso" de subida de preços aos clientes, estarem agendadas greves.

Estas vão, "pura e simplesmente deitar por terra qualquer acção de aumento de preços que é necessária", salientou.

"Gostava de citar a frase de um presidente norte-americano: Está na hora de perguntarmo-nos o que podemos fazer todos pela empresa, em vez de perguntarmos o que a empresa pode fazer por nós", disse.

O administrador-delegado da Groundforce enfatizou o seu empenho na recuperação da empresa e disse que a qualidade do serviço prestado ao clientes "tem vindo a aumentar", tendo em Maio a pontualidade atingido, para a TAP, 82,5 por cento em média de todas as escalas, e 89,3 por cento para as companhias.

"Estes resultados vão permitir, a partir de agora, que a Groundforce comece a ter argumentos para aumentar os preços aos clientes", adiantou.

Para Julho a comissão de trabalhadores da GroundForce Portugal mantém marcados pré-avisos de greve.

Em declarações à Lusa, Armando Costa, da Comissão de Trabalhadores avançou que os trabalhadores estão preocupados quanto à evolução na carreira, dispensa de tempo para resolver assuntos salariais.

Os trabalhadores de tratamento de bagagem ("handling") da Groundforce marcaram uma greve de 24 horas para o dia 19 de Julho.

Entre 01 a 13 de Julho, os funcionários da Groundforce SPDH Handling também farão greve durante uma hora em vários horários, considerando "ridículo" que a empresa marque o horário de almoço para as 09:30.

Na lista de acções de protesto, os trabalhadores de handling farão uma greve no dia 16 de Julho durante duas horas em conjunto com os outros funcionários da TAP, concentrando-se em frente à sede da transportadora.

JS.

Lusa/Fim


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