Grupo Aquinos quer comprar congénere francês Cauval em processo de falência

Tábua, Coimbra, 23 out (Lusa) -- O grupo português de sofás e colchões Aquinos vai apresentar na segunda-feira uma proposta de compra do congénere francês Cauval, que entrou este ano em processo de falência, disseram hoje fontes da empresa com sede em Tábua.

Lusa /

O empresário Carlos Aquino disse à agência Lusa que, na segunda-feira, a sua empresa vai formalizar "uma oferta de compra" do grupo Cauval no Tribunal de Comércio de Meaux, departamento de Seine-et-Marne, em França.

Com um volume de negócios de 380 milhões de euros por ano, o grupo é um dos principais fabricantes de colchoaria de França e tem filiais na Alemanha, Itália, Reino Unido e China, produzindo para o mercado internacional marcas dos segmentos `médio`, `alto` e `luxo` como Treca, Simmons, Dunlopillo, Pirelli, Steiner, Sleepeezee, Trump, Pullman e Orient Express.

A multinacional francesa começou a evidenciar dificuldades financeiras em 2008, especialmente devido à crise do setor do mobiliário e à concorrência de países como a China.

Em França, trabalham cerca de 1.800 pessoas nas várias fábricas da Cauval, além dos empregos nos restantes países onde opera, num total de 2.800 postos de trabalho.

Em outubro, foi noticiada a aquisição de 51% do capital do grupo Cauval pela família Aquinos, por 25 milhões de euros, mas Carlos Aquino disse hoje à Lusa que "a compra não chegou a ser concretizada".

O grupo Aquinos é agora um dos candidatos à recuperação do congénere gaulês pela via judicial, um negócio para o qual se perfilam outros proponentes, segundo a imprensa francesa.

Em março, os administradores judiciais da insolvência publicaram nos jornais locais um anúncio que visava encontrar um parceiro ou um comprador para salvar o grupo Cauval, indicando que o prazo para depositar as ofertas dos licitadores termina na segunda-feira, às 16:00 (15:00 em Lisboa).

O grupo Aquinos emprega 2.000 pessoas nas fábricas de sofás e colchões que possui em Tábua e Nelas, nos distritos de Coimbra e Viseu, e o seu volume de negócios anual ronda os 125 milhões de euros.

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