Grupo EIP preste a criar empresa mista com o Estado venezuelano
Caracas, 6 Out (Lusa) - O Grupo EIP (Electricidade Industrial Portuguesa) deverá constituir uma empresa mista com o Estado venezuelano para actualizar a rede eléctrica do país, disse à Agência Lusa José Horta Osório, presidente do conselho de administração daquele grupo empresarial português.
José Horta Osório encontra-se na Venezuela na comitiva do ministro português de Energia e Inovação, Manuel Pinho, que hoje iniciou uma visita oficial de três dias para detalhar os acordos assinados entre Lisboa e Caracas.
Segundo Horta Osório estão previstas reuniões de trabalho bilaterais que deverão avançar para "a constituição de um empresa mista (composta por capitais públicos e privados) na Venezuela, na qual participaremos com o Estado venezuelano e com a Corpoelec (Corporação Eléctrica Nacional venezuelana), a empresa que vai reunir toda a gestão do sistema eléctrico nacional da Venezuela".
Horta Osório afirmou que "o interesse das autoridades venezuelanas tem uma velocidade fora de normal" e por isso em questão de três semanas será possível avançar para a constituição de contratos.
"A Venezuela tem um plano larguíssimo de desenvolvimento da rede de linha de muito alta tensão e sub-estações, em que nós somos especializados. É um programa altamente ambicioso", disse.
Aquele responsável precisou que na visita que realizou a Caracas há três semanas foi "assinado um protocolo de intenções, na presença do presidente Hugo Chávez, que mostrou muito interesse pela actuação" da empresa portuguesa e enviou uma delegação a Portugal que visitou as instalações da empresa durante a qual responsáveis pela EIP fizeram uma apresentação pormenorizada das valências do Grupo.
Frisou ainda que durante a última visita do presidente Hugo Chávez a Portugal assinaram uma carta de intenções "já mais concreta" e por isso encontram-se na Venezuela três administrados do Grupo e um técnico de electricidade de muito alta tensão.
Segundo Horta Osório, a Venezuela teme um novo apagão eléctrico, pelo facto do sistema já estar um pouco em atraso em relação ao desenvolvimento e procura eléctrica nacional.
"As redes têm que ser reforçadas e modernizadas para poderem resistir realmente às procuras e aos picos de energia eléctrica que sucedem constantemente, hoje em dia, em certos dias do ano", disse.
"Temos aqui perspectivas muitíssimo convidativas, interessantes para nós e temos muito gosto em colaborar com as autoridades venezuelanas, trazer-mos", enfatizou.
Por outro lado revelou que a EIP prevê dar a conhecer às autoridades venezuelanas as suas valências em matérias de centrais hidroeléctricas, traça eléctrica das linhas de ferro e electricidade alta velocidade.
FPG
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