Economia
Helena Roseta sugere "uma ASAE para a Habitação"
A antiga deputada e arquiteta lembra que a Constituição "obriga a uma série de coisas que o Governo não está a fazer", assinalando "a crise habitacional gravíssima" que o país vive.
A arquiteta Helena Roseta afirma que o país atravessa uma “crise habitacional gravíssima”, sublinhando que os protestos no Porto são “legítimos”. “Estamos a assistir a um protesto legítimo por uma causa gravíssima. Nós temos uma crise habitacional gravíssima que atinge os jovens, em primeiro lugar, mas muito mais gente que tem sido tratada com displicência por alguns políticos”, refere Helena Roseta à RTP.
A antiga deputada critica a postura do presidente da câmara do Porto, Pedro Duarte. “Muitas vezes estive em manifestações na Avenida dos Aliados e não consigo compreender que um presidente de câmara ontem tenha anunciado que ia ser implacável. Não queremos presidentes de câmara implacáveis”, lamenta, defendendo o diálogo do autarca com os manifestantes. “É o mínimo da democracia.”
Veja aqui a entrevista a Helena Roseta
“É preciso esta força dos cidadãos quando as causas não estão a ser atendidas, respondidas, não ser resolvidas”, acrescenta Helena Roseta, lembrando que a Constituição “obriga a uma série de coisas que o Governo não está a fazer”.
“Há uma violação diária. A Constituição obriga o Estado a garantir o funcionamento eficiente dos mercados. Eu pergunto? Acham que o mercado da habitação tem um funcionamento eficiente”, questiona a arquiteta.
Para Helena Roseta, o Governo liderado por Luís Montenegro está a tomar medidas “só para o lado de quem efetivamente domina o setor imobiliário” e não de quem precisa de casa”. “O que está a falhar em Portugal não é falta de casas, é não haver habitação acessível. E acessível tem um conceito internacional que é compatível com o rendimento das famílias”, assinalando que “está na Constituição.”
ASAE para o setor imobiliário
“Defendo uma ASAE para a Habitação”, afirma Helena Roseta, que no passado já tinha defendido a criação de uma entidade reguladora para o setor imobiliário. “A habitação é a despesa mais cara da maioria das famílias. E as pessoas pagam aquilo que lhes é exigido senão ficam sem casa e ninguém garante que aquilo que estão a pagar corresponde à qualidade que eles têm”, afirma a antiga vereadora da Câmara de Lisboa.
Roseta lembra “a quantidade enorme de arrendamentos que existem em Portugal, que não são declarados, que não pagam impostos, que não têm contrato”, deixam quem paga “sem direitos”. A arquiteta defende uma entidade que fiscalize através de todos os organismos do Estado, desde “o Governo às juntas de freguesia”. “Não têm competÊncias nenhumas na habitação, mas deviam ter. Têm mais proximidade e podem ser grandes olheiros para ver as casas que estão vazias, que ninguém usa, para as situações onde há pessoas sem abrigo”, sugere.
A antiga deputada critica a postura do presidente da câmara do Porto, Pedro Duarte. “Muitas vezes estive em manifestações na Avenida dos Aliados e não consigo compreender que um presidente de câmara ontem tenha anunciado que ia ser implacável. Não queremos presidentes de câmara implacáveis”, lamenta, defendendo o diálogo do autarca com os manifestantes. “É o mínimo da democracia.”
Veja aqui a entrevista a Helena Roseta
“É preciso esta força dos cidadãos quando as causas não estão a ser atendidas, respondidas, não ser resolvidas”, acrescenta Helena Roseta, lembrando que a Constituição “obriga a uma série de coisas que o Governo não está a fazer”.
“Há uma violação diária. A Constituição obriga o Estado a garantir o funcionamento eficiente dos mercados. Eu pergunto? Acham que o mercado da habitação tem um funcionamento eficiente”, questiona a arquiteta.
Para Helena Roseta, o Governo liderado por Luís Montenegro está a tomar medidas “só para o lado de quem efetivamente domina o setor imobiliário” e não de quem precisa de casa”. “O que está a falhar em Portugal não é falta de casas, é não haver habitação acessível. E acessível tem um conceito internacional que é compatível com o rendimento das famílias”, assinalando que “está na Constituição.”
ASAE para o setor imobiliário
“Defendo uma ASAE para a Habitação”, afirma Helena Roseta, que no passado já tinha defendido a criação de uma entidade reguladora para o setor imobiliário. “A habitação é a despesa mais cara da maioria das famílias. E as pessoas pagam aquilo que lhes é exigido senão ficam sem casa e ninguém garante que aquilo que estão a pagar corresponde à qualidade que eles têm”, afirma a antiga vereadora da Câmara de Lisboa.
Roseta lembra “a quantidade enorme de arrendamentos que existem em Portugal, que não são declarados, que não pagam impostos, que não têm contrato”, deixam quem paga “sem direitos”. A arquiteta defende uma entidade que fiscalize através de todos os organismos do Estado, desde “o Governo às juntas de freguesia”. “Não têm competÊncias nenhumas na habitação, mas deviam ter. Têm mais proximidade e podem ser grandes olheiros para ver as casas que estão vazias, que ninguém usa, para as situações onde há pessoas sem abrigo”, sugere.