Hong Kong bate recorde financeiro com maior emissão mundial de dívida verde digital

Hong Kong bate recorde financeiro com maior emissão mundial de dívida verde digital

Hong Kong concluiu uma emissão de obrigações verdes digitais no valor de 20 mil milhões de dólares locais (2.247 milhões de euros), a maior operação de dívida em formato digital registada até à data a nível global.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Bobby Yip - Reuters

O pacote de obrigações, estruturado no âmbito do programa de financiamento sustentável do território asiático, foi distribuído em quatro moedas diferentes: dólares de Hong Kong, renminbis chineses (yuan), dólares norte-americanos e euros.

A carteira de encomendas ultrapassou amplamente a oferta disponível em todos os segmentos, conforme confirmado pelo Governo em comunicado, na terça-feira à noite, o que "comprova o forte apetite do capital institucional por ativos que combinam objetivos ecológicos e tecnologia de ponta", sublinha o texto.

Além do volume financeiro, a operação introduz uma novidade nos mercados financeiros. Pela primeira vez no mundo, os compradores puderam liquidar a aquisição de títulos em moeda local através de depósitos bancários registados em formato digital pela plataforma "EnsembleTX".

Esta via foi integrada com as transferências convencionais e os fundos do banco central, agilizando a transferência do ativo e lançando as bases para a utilização de dinheiro programável no mercado de obrigações.

Além disso, o processo adotou as diretrizes mais recentes da Associação Internacional de Mercados de Capitais relativas a um modelo homogéneo de dados, o que padroniza a informação entre entidades e automatiza a gestão do produto até à amortização final do mesmo.

O responsável pelas Finanças de Hong Kong, Paul Chan, congratulou-se por se tratar do quarto lançamento ecológico com estas características impulsionado pela secretaria que lidera e salientou que a diversificação monetária responde às exigências das carteiras estrangeiras.

Além disso, Chan antecipou que o Exectuvivo do território continuará a recorrer a este canal de forma periódica para consolidar a utilização da tecnologia aplicada aos passivos soberanos.

Na mesma linha, o secretário dos Serviços Financeiros e do Tesouro, Christopher Hui, afirmou que a iniciativa "acelera a transição energética e consolida" a cidade semiautónoma, vizinha de Macau, "como um centro estratégico para a sustentabilidade e a modernização bancária".

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