Iberdrola recorreu decisão Governo sobre central ciclo combinado
A Iberdrola recorreu da decisão do anterior Governo de lhe conceder apenas uma licença de 450 megawatts para uma central de ciclo combinado a gás (CCCG), afirmou hoje o presidente da Iberdrola Portugal.
Joaquim Pina Moura afirmou hoje, após a assinatura de um protocolo de colaboração com os CTT, que a Iberdrola decidiu apresentar "um recurso hierárquico" ao ministro da Economia, por considerar ter "razões técnicas, financeiras e de qualidade de serviço para justificar um pedido maior".
O ministro da Economia do anterior Governo, Álvaro Barreto, decidiu atribuir à Iberdrola uma licença de cerca de 450 megawatts (MW) para uma central de ciclo combinado na Figueira da Foz, quando a eléctrica espanhola tinha pedido licença para dois grupos geradores no total de 850 MW.
"Saber qual a potência que se tem adjudicada faz toda a diferença no que respeita ao cálculo económico e à rentabilização do investimento porque as sinergias dos custos de investimento para uma CCCG não são idênticas às de um grupo", argumentou.
Segundo Pina Moura, o recurso foi apresentado ao ministro da Economia dentro do prazo legal - 30 dias após a notificação formal da decisão -, estando a Iberdrola a aguardar "tranquilamente a decisão".
O Ministério das Actividades Económicas decidiu em Fevereiro atribuir licenças de centrais térmicas de ciclo combinado a gás natural à Galp Power, EDP, Endesa, Iberdrola e Tejo Energia num total de potência de cerca de 2868 megawatts.
Para Sines, a Galp Power tem autorização para construir uma central de aproximadamente 396 megawatts de potência e a EDP, através da CPPE, com a Endesa, vão partilhar os pontos de recepção e uma potência de cerca de 791 MW.
Na Figueira da Foz, a Iberdrola vai poder construir uma central de ciclo combinado de cerca de 420 MW e a EDP de aproximadamente 396 MW.
Para o Pego, a Tejo Energia viu confirmada a potência já pré- licenciada de aproximadamente 865 MW.