Inflação em Angola abaixo dos 10% pela primeira vez desde 2015

Inflação em Angola abaixo dos 10% pela primeira vez desde 2015

A inflação homóloga em Angola desceu em julho para 9,33%, pela primeira vez abaixo dos dois dígitos na série do Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), iniciada em 2015, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Lusa / Adicionar como fonte informativa

De acordo com uma nota de imprensa do INE, a taxa de julho representa uma desaceleração de 0,78 pontos percentuais face ao mês anterior e de 10,15 pontos em relação ao mesmo período do ano passado, mantendo a trajetória de descida.

É a primeira vez desde que esta série estatística foi iniciada, em 2015, que a inflação homóloga fica abaixo de 10%.

Seis províncias mantêm ainda a inflação nos dois dígitos, com destaque para Cabinda, que apresentou os preços mais altos do país (13,09%), seguida de Malanje (12,01%) e da Lunda Sul (11,40%).

No extremo oposto, o Cuanza Norte registou a inflação mais baixa (6,00%), seguindo-se o Huambo (6,59%) e do Cunene (6,86%).

Por classes de despesa, a educação foi a que registou o maior aumento de preços, com uma variação homóloga de 25,24%, seguindo-se a alimentação e bebidas não alcoólicas, com 10,4%, a habitação, água, eletricidade e combustíveis, com 10,17%, e a saúde, com 10,16%.

Os aumentos de preços mais baixos verificaram-se nos transportes (3,65%), lazer, recreação e cultura (4,73%) e nos hotéis, cafés e restaurantes (5,40%).

O IPCN, que mede a evolução dos preços de um cabaz de bens e serviços em todo o território nacional, começou a ser compilado sistematicamente em janeiro de 2015, abrangendo 18 províncias.

Teve origem no Índice de Preços no Consumidor iniciado em 1991, na altura restrito a Luanda, segundo as notas metodológicas do INE.

O sistema de recolha de dados do IPC garante a representatividade dos pontos de venda em todo o território, com base numa amostra de 1.193 estabelecimentos comerciais e mercados.

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