Economia
Inflação. Governo apresenta hoje o plano para apoiar as famílias
O plano visa dar resposta à inflação e ao aumento dos preços da energia. No total, os apoios deverão chegar aos 2 mil milhões de euros. O plano será aprovado esta tarde em Conselho de Ministros extraordinário.
Algumas medidas estão quase fechadas. Será o caso do aumento das pensões já este ano, quando essa atualização estaria prevista apenas para o próximo ano.
Entre as medidas estará, segundo os jornais, a atribuição de um cheque de 100 euros às famílias para ajudar a suportar o aumento dos custos com energia e alimentação.
Também o IVA de alguns produtos pode sofrer mexidas.
No entanto, nada foi ainda formalmente confirmado pelo executivo.
Reportagem de 2 de setembro
Para já, ficam adiados os apoios para as empresas. O Governo espera por diretrizes europeias para avançar.
No entanto, o aumento dos impostos sobre lucros extraordinários não avança. A estratégia do Governo deverá ser a de negociar reinvestimentos e outras obrigações sociais.
Marcelo Rebelo de Sousa pede que o pacote de medidas que vai ser apresentado seja diversificado, flexível para ajustamentos e de aplicação rápida.
Esta semana, durante a sua visita oficial a Moçambique para a V Cimeira Luso-Moçambicana, quando questionado, o primeiro-ministro remeteu a divulgação das medidas para hoje afirmando que "a força vem da calma".
Vários países europeus já adotaram medidas de combate à inflação e os partidos da oposição têm pressionado António Costa a avançar.
Este pacote -- inicialmente anunciado pelo primeiro-ministro em julho, no debate sobre o Estado da Nação, no parlamento -- será aprovado menos de uma semana depois de o PSD ter concretizado em forma de projeto de resolução as medidas do seu programa de emergência social, num valor global de 1,5 mil milhões de euros.
Por outro lado, as famílias com menores rendimentos deverão receber mais apoios, mas nesse caso não beneficiam das mexidas no IRS, outra das medidas previstas.
Também o IVA de alguns produtos pode sofrer mexidas.
No caso do gás e da luz, está a ser equacionado descer o IVA de 23 para 6 por cento.
Reportagem de 2 de setembro
Para já, ficam adiados os apoios para as empresas. O Governo espera por diretrizes europeias para avançar.
No entanto, o aumento dos impostos sobre lucros extraordinários não avança. A estratégia do Governo deverá ser a de negociar reinvestimentos e outras obrigações sociais.
Marcelo Rebelo de Sousa pede que o pacote de medidas que vai ser apresentado seja diversificado, flexível para ajustamentos e de aplicação rápida.
O presidente já conversou este domingo com António Costa sobre as medidas que o conselho de ministros vai aprovar amanhã à tarde.
António Costa defendeu que "é necessário assegurar que quer as famílias, quer as empresas têm condições de enfrentar esta situação", salientando que, em relação às empresas, só depois do Conselho de Ministros da Energia da União Europeia agendado para dia 9 é que fará sentido tomar medidas.
Este pacote -- inicialmente anunciado pelo primeiro-ministro em julho, no debate sobre o Estado da Nação, no parlamento -- será aprovado menos de uma semana depois de o PSD ter concretizado em forma de projeto de resolução as medidas do seu programa de emergência social, num valor global de 1,5 mil milhões de euros.