Inflação média abrandou em Abril pelo terceiro mês consecutivo

A inflação média anual em Portugal abrandou em Abril pelo terceiro mês consecutivo, para 2,8 por cento, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Agência LUSA /
Instituto Nacional de Estatística www.ine.pt

No entanto, a inflação homóloga, que compara o aumento dos preços com o mesmo mês do ano anterior, agravou-se 0,4 pontos, para 2,7 por cento, segundo os mesmos dados.

No primeiro trimestre de 2007 os preços subiram 2,4 por cento e nos quatro primeiros meses do ano 2,5 por cento, manifestando uma tendência de aceleração.

Em Abril face a Março, os preços subiram 0,9 por cento, impulsionados por aumentos de 5,7 por cento das bebidas alcoólicas e tabaco, de 4,5 por cento na saúde (aumento de 74,1 por cento nos serviços hospitalares), de 1,3 por cento no vestuário e calçado e de 0,9 por cento na alimentação e bebidas não alcoólicas.

O aumento mensal de Abril ficou muito acima das previsões dos analistas, que esperavam um acréscimo da ordem dos 0,4 por cento (0,5 por cento num caso).

O índice harmonizado de preços no consumidor, que permite comparar a inflação de todos os países da União Europeia, teve um aumento médio anual e homólogo de 2,8 por cento e mensal de 0,9 por cento.

O aumento mensal dos preços das bebidas alcoólicas e tabaco é explicado principalmente pelo agravamento de 8,2 por cento no tabaco, dado que as bebidas alcoólicas encareceram apenas 0,3 por cento.

O calçado (incluindo reparação) aumentou 2,5 por cento entre Março e Abril e o vestuário subiu 1,0 por cento.

Na classe saúde, os preços dos serviços hospitalares aumentaram 74,1 por cento, os serviços paramédicos subiram 1,3 por cento, os serviços médicos aumentaram 0,5 por cento e os medicamentos e especialidades farmacêuticas encareceram 0,4 por cento.

O preço dos serviços hospitalares mais do que duplicou nos últimos cinco anos.

Os preços das comunicações desceram 0,6 por cento, com redução de 2,2 por cento nos equipamentos telefónicos e de telecópia e decréscimo de 0,7 por cento nos serviços telefónicos e de telecópia.


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