Iniciativa junta cidades inteligentes e entidades que fornecem soluções urbanas
Lisboa, 01 Jul (Lusa) - A rede de cidades inteligentes vai promover a colaboração entre localidades a necessitar de soluções urbanas e empresas ou universidades nas áreas da energia, mobilidade ou tecnologias da informação, que podem fornecer alternativas e depois exportá-las.
A criação de uma plataforma integrada de empresas de excelência em áreas como a energia, construção sustentável, tecnologias da informação e comunicação e mobilidade é hoje formalizada com a assinatura de um protocolo entre os primeiros parceiros, chamada `Smart Cities Portugal` (cidades inteligentes).
A diretora da unidade de cidades e territórios da Inteli, promotora da iniciativa, explicou à agência Lusa que, depois da definição da rede das cidades inteligentes em Portugal, "importa agora fazer as cidades [da rede RENER] colaborarem com outros atores, nomeadamente com as empresas deste setor, com as universidades, os empreendedores, os pólos de tecnologia e os clusters".
"No fundo, estamos a agregar sob o chapéu das Smart Cities Portugal as cidades que necessitam de soluções urbanas inteligentes e as empresas que conseguem fornecer essas soluções", resumiu Catarina Selada.
A responsável salientou que as cidades inteligentes "não só têm benefícios em termos de competitividade económica, sustentabilidade ambiental e inclusão social e cultural, mas também [obtêm] benefícios para as empresas".
E, se a aplicação de soluções inovadoras nas várias áreas for bem sucedida, pode replicar-se em outras cidades europeias ou mesmo do mundo, "aumentando o potencial de internacionalização das empresas".
As cidades inteligentes em Portugal integram a rede RENER e são 25 localidades que têm o objetivo de quantificar e qualificar o seu grau de inteligência urbana.
"Detetamos que existem vários projetos Smart em implementação nas cidades portuguesas, mas que são maioritariamente projetos pontuais e isolados, se bem que existem quatro ou cinco cidades que têm vontade de definir estratégias integradas ligadas ao conceito smart city, mas que estão num estado embrionário", referiu Catarina Selada.
Lisboa, Faro, Porto e Coimbra são os exemplos referidos.
Em Coimbra, a Universidade em articulação com a Câmara Municipal lançaram o projeto "Coimbra, cidade inteligente e criativa" e Faro foi a única cidade portuguesa a vencer um concurso lançado pela IBM, o Smart Cities Challenge e vai ter uma intervenção ao nível do desenvolvimento inteligente, mas com foco na economia do mar.
São quatro os clusters a assinar protocolo de colaboração nas áreas de energias, mobilidade, tecnologias da informação, comunicação e eletrónica e construção sustentável, além das câmaras municipais da rede RENER que já manifestaram interesse específico em colaborar, como Cascais, Aveiro, Faro, e cidades que não estão na rede, como Águeda.
Também participam a Siemens, a IBM, as Universidades do Minho e do Porto, a CGD e o Centro de Engenharia da Maia.