Economia
Inteligência artificial ajuda a apagar cinco mil postos de trabalho no Barclays
“Cerca de 60 por cento” dos cortes em postos de trabalho “referem-se a funções de suporte, incluindo uma redução no número de desenvolvedores, já que a IA torna as equipas mais produtivas”, explicou um porta-voz do banco britânico, citado pela France-Presse.
O gigante britânico da banca Barclays anunciou esta quinta-feira um corte de cinco mil postos de trabalho até ao final deste ano. Em causa está cinco por cento da força laboral. A razão oficial? Os “ganhos de eficiência ligados a mudanças tecnológicas impulsionadas pela IA”.
O grupo financeiro com sede em Londres, que no final do ano passado somava 93 mil trabalhadores em todo o mundo, assume como objetivo a “simplificação organizacional”.Na apresentação de resultados, esta quinta-feira, o Barclays anunciou um crescimento do lucro líquido, no terceiro trimestre, em 13 por cento, para um montante equivalente a dois mil milhões de euros.
No terceiro trimestre do ano, o Barclays procedeu a “ações de custos estruturais” num valor calculado em 201 milhões de libras, ou 239,6 milhões de euros – integradas num plano de redução de despesas a longo prazo, que passará pelo corte nos gastos com pessoal em prol da aposta na tecnologia.
Segundo a diretora financeira do Barclays, Anna Cross, foram já eliminados mil postos de trabalho na estrutura do grupo. Os restantes quatro mil estão na calha para a pulverização até ao final do ano.
Ouvido pela agência Reuters, Will Howlett, analista financeiro na Quilter Cheviot, gestora britânica de património e investimentos, sublinhou que os cortes agora anunciados “ilustram o quanto a inteligência artificial e a automação podem remodelar o sector bancário nos próximos anos”.Várias empresas de dimensão multinacional anunciaram em 2026 cortes em postos de trabalho impulsionados pela crescente automação, entre as quais a gigante tecnológica Microsof e o banco britânico HSBC.
O Barclays anunciou lucros atribuíveis de 5.837 milhões de libras, ou 6.963 milhões de euros, até setembro, num aumento homólogo de 17 por cento.
Em comunicado à Bolsa de Londres, o banco refere que o lucro antes de impostos chegou a 8.388 milhões de libras, o equivalente a 10.007 milhões de euros - mais 15 por cento relativamente ao mesmo período de 2025.As receitas totais cresceram oito por cento para 23.866 milhões de libras, ou 28.471 milhões de euros.
As despesas operacionais progrediram quatro por cento face ao período homólogo, para 13.625 milhões de libras, ou 16.254 milhões de euros.
O presidente executivo do Barclays, C. S. Venkatakrishnan, saudou o comportamento do banco, mostrando-se convicto de que serão atingidos os objetivos traçados para 2028: “No terceiro trimestre tivemos um crescimento homólogo de sete por cento na concessão de empréstimos nas nossas unidades de negócio com maior rentabilidade no Reino Unido, destacando-se especialmente a banca corporativa no Reino Unido, que teve um aumento homólogo de 14 por cento”.
Recorde-se que em Portugal o Barclays alienou ao Bankinter, em 2016, o negócio da banca de retalho.
c/ AFP, Reuters e Lusa
O grupo financeiro com sede em Londres, que no final do ano passado somava 93 mil trabalhadores em todo o mundo, assume como objetivo a “simplificação organizacional”.Na apresentação de resultados, esta quinta-feira, o Barclays anunciou um crescimento do lucro líquido, no terceiro trimestre, em 13 por cento, para um montante equivalente a dois mil milhões de euros.
No terceiro trimestre do ano, o Barclays procedeu a “ações de custos estruturais” num valor calculado em 201 milhões de libras, ou 239,6 milhões de euros – integradas num plano de redução de despesas a longo prazo, que passará pelo corte nos gastos com pessoal em prol da aposta na tecnologia.
Segundo a diretora financeira do Barclays, Anna Cross, foram já eliminados mil postos de trabalho na estrutura do grupo. Os restantes quatro mil estão na calha para a pulverização até ao final do ano.
Ouvido pela agência Reuters, Will Howlett, analista financeiro na Quilter Cheviot, gestora britânica de património e investimentos, sublinhou que os cortes agora anunciados “ilustram o quanto a inteligência artificial e a automação podem remodelar o sector bancário nos próximos anos”.Várias empresas de dimensão multinacional anunciaram em 2026 cortes em postos de trabalho impulsionados pela crescente automação, entre as quais a gigante tecnológica Microsof e o banco britânico HSBC.
O Barclays anunciou lucros atribuíveis de 5.837 milhões de libras, ou 6.963 milhões de euros, até setembro, num aumento homólogo de 17 por cento.
Em comunicado à Bolsa de Londres, o banco refere que o lucro antes de impostos chegou a 8.388 milhões de libras, o equivalente a 10.007 milhões de euros - mais 15 por cento relativamente ao mesmo período de 2025.As receitas totais cresceram oito por cento para 23.866 milhões de libras, ou 28.471 milhões de euros.
As despesas operacionais progrediram quatro por cento face ao período homólogo, para 13.625 milhões de libras, ou 16.254 milhões de euros.
O presidente executivo do Barclays, C. S. Venkatakrishnan, saudou o comportamento do banco, mostrando-se convicto de que serão atingidos os objetivos traçados para 2028: “No terceiro trimestre tivemos um crescimento homólogo de sete por cento na concessão de empréstimos nas nossas unidades de negócio com maior rentabilidade no Reino Unido, destacando-se especialmente a banca corporativa no Reino Unido, que teve um aumento homólogo de 14 por cento”.
Recorde-se que em Portugal o Barclays alienou ao Bankinter, em 2016, o negócio da banca de retalho.
c/ AFP, Reuters e Lusa