Em direto
Manifestantes pela habitação reivindicam vitória judicial. "Protesto tem direito de acontecer nos moldes em que tem acontecido"

Intensidade energética da economia cai em 2023 para mínimo da série

Intensidade energética da economia cai em 2023 para mínimo da série

A intensidade energética da economia situou-se em 3,7 MJ/euro em 2023, traduzindo uma redução de 6,4% face a 2022, o resultado mais baixo da série disponível, anunciou hoje o Instituto Nacional e Estatística (INE).

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Num comunicado hoje divulgado, o INE precisa que "esta evolução resultou de uma diminuição de 3,5% na utilização de energia, conjugada com um crescimento real de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB)".

No setor das famílias, a intensidade energética seguiu um percurso distinto, registando um aumento de 2,1%, afirma o INE, precisando que "este comportamento decorreu do acréscimo de 4,5% no consumo de produtos energéticos, superior ao crescimento do consumo privado (+2,3%)".

A produção de eletricidade com origem renovável aumentou 15,2%, impulsionada pela maior disponibilidade hídrica (+84,2%) e pelo significativo crescimento da produção de energia solar (35,2%).

As energias renováveis representaram 62,4% da produção total de eletricidade, o valor mais elevado desde 2000, beneficiando da redução acentuada da utilização de gás natural (-37,3%) e da eliminação do carvão na produção elétrica, decorrente do encerramento, em 2021, das últimas duas centrais a carvão.

Em 2022, último ano com dados comparáveis para a União Europeia, Portugal foi o segundo Estado-Membro com menor intensidade energética da economia.

PUB