Investimentos portugueses expostos à Madoff ascendem a 76ME - CMVM

Lisboa, 17 Dez (Lusa) - Ascende a 76 milhões de euros a exposição das sociedades gestoras de fundos de investimento e de carteiras individuais portuguesas a activos da Madoff Investiment, que faliu devido a fraude, anunciou hoje a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

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"A exposição dos fundos de investimento mobiliários portugueses e da gestão individual de carteiras que estão sujeitos à sua supervisão, a activos da Madoff Investment Securities LLC era, a 16 de Dezembro, até agora apurados, de 76 milhões de euros dos quais 11 milhões de euros nos fundos de investimento (0,07 por cento do seu valor total) e 65 milhões de euros nas carteiras individuais (0,11 por cento do seu valor total)", refere o comunicado emitido pelo regulador.

A Madoff Investment, sociedade norte-americana liderada por Bernard Madoff, entrou em colapso na semana passada após a descoberta, pelas autoridades, de que funcionava com base num esquema em pirâmide que terá causado prejuízos de 50 mil milhões de dólares (cerca de 34,9 mil milhões de euros) a investidores de todo o mundo.

Tendo em conta a "particular dificuldade na obtenção da identificação de todos os activos detidos ou geridos pela sociedade em causa (Madoff) estes valores não poderão ser considerados, por enquanto, definitivos", acrescenta a entidade presidida por Carlos Tavares.

Os dados avançados pelo regulador foram apurados através de uma análise junto de todas as entidades sujeitas à supervisão da CMVM, iniciada a 12 de Dezembro, que envolveu ainda um pedido de informação directo aos conselhos de administração de todas as entidades gestoras de fundos de investimento e de carteiras individuais a operar em Portugal.

Bernard L. Madoff, detido pelas autoridades federais norte-americanas com acusações de fraude, encontra-se sob prisão domiciliária e obrigado a utilizar uma pulseira electrónica após decisão judicial anunciada hoje.

O gestor é acusado de montar um esquema em pirâmide, onde pagaria altos juros aos accionistas mais antigos com o capital dos novos investidores, tendo sido descobertos vários registos contabilísticos falsos, com resultados positivos da sociedade, que este apresentaria aos seus clientes

FAL/NM

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