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Irlanda deverá pedir ajuda à União Europeia e ao FMI

O ministro irlandês das Finanças vai sugerir esta tarde, no Conselho de Ministros extraordinário, um pedido formal de ajuda ao Fundo Monetário Internacional e à União Europeia. No final da reunião, Brian Lenihan deverá detalhar o plano de consolidação orçamental do país para os próximos quatro anos.

RTP /

"Vou recomendar que seja feito um pedido para beneficiarmos deste programa" de ajuda que a UE e o FMI criaram há seis meses, afirmou o ministro das Finanças, Brian Lenihan, em declarações à estação de rádio pública RTE.

Determinado a recorrer à ajuda externa, plano que vai explicar à equipa do governo, Brian Lenihan sublinhou que a decisão de avançar caberá em última instância ao primeiro-ministro.

Em caso do sim do chefe do governo, o pedido formal para activar o Fundo Europeu de Estabilização Financeira deverá ser apresentado segunda-feira, avança já o canal Bloomberg.

Lenihan não avançou qual o montante da ajuda, indicando apenas que se trata de "dezenas de milhões de euros". Garantiu, no entanto, que "não será certamente um número com três algarismos", ao contrário de estimativas que assinalam um valor entre os 40 e os 100 mil milhões de euros.

Pacote de austeridade para equilibrar finanças irlandesas
A par do pedido de ajuda ao FMI e à UE a Irlanda vai colocar em marcha um duro plano de austeridade, com a subida do IRC, um novo imposto sobre os ricos, corte de salário mínimo e apoios sociais.

Ainda este domingo, os ministros das Finanças da União Europeia vão ter uma conversa telefónica para discutir os progressos nas negociações entre a Irlanda, a Comissão Europeia e o FMI.

A Irlanda tem estado em destaque após ter sido obrigada a intervir no sector bancário, com a injecção de muitos milhões de euros, o que fez disparar o défice orçamental do país para cerca de 32 por cento.

Também os juros da dívida do país aumentaram substancialmente, fazendo os investidores temer a ruptura das contas públicas.
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