Economia
Jardim diz que dívida de 5 mil milhões é “coisinha de nada”
Com a agência de notação Moody’s a dar uma facada no rating de longo prazo da Madeira, passando o arquipélago de nível B1 para B3 devido aos problemas na gestão do executivo e à "fraca execução orçamental" insular, Alberto João Jardim não perdia forças durante a noite de ontem para lançar novas acusações de conspiração do Continente contra o seu trabalho. Admitindo que a dívida deve chegar aos 5 mil milhões de euros, “uma coisinha de nada”, Jardim deixou ainda críticas a Cavaco Silva por não ter protegido a região.
Ao final da noite desta quinta-feira era sabido que a Moody´s decidia cortar o 'rating' de longo prazo da Madeira do nível B1 para o nível B3. A justificação prendia-se com a “má governança” do arquipélago e fraca execução orçamental, o que mantém em perspetiva um novo corte do rating da região autónoma.
A decisão "reflete as preocupações sobre a má governança e gestão da região, bem como sobre a sua fraca execução orçamental", aponta o comunicado da agência de notação financeira, que não esquece o facto de a equipa de Jardim ter “encoberto” a dimensão do buraco orçamental com que o arquipélago se defrontava: "A Madeira falhou ao reportar cerca de 1,2 mil milhões de euros (aproximadamente 130 por cento das receitas anuais da região) em responsabilidades comerciais ao longo dos últimos anos. Dada a magnitude das quantias encobertas, acreditamos que a Madeira vai continuar a viver pressões orçamentais por algum tempo, uma vez que absorver essas responsabilidades nos seus orçamentos deverá levar vários anos".
Foi contudo uma apreciação que não impediu Alberto João Jardim de falar dos problemas financeiros da Madeira como “uma coisinha de nada”.
Jardim aponta o dedo a Cavaco
Durante um comício no concelho da Ponta do Sol, o presidente do governo regional assinalou que a dívida, vista “no meio das dívidas todas”, é “uma coisinha de nada”. Ainda na passada noite, em entrevista à RTP-Madeira, admitiu que o montante deve estar nos 5 mil milhões de euros, nas suas palavras, "mais ou menos a do Metro do Porto”.
O comício foi também palco para críticas ao Presidente Cavaco Silva, visado pelo dirigente social-democrata por – lamentou – não ter sabido impor-se e defender o PSD de uma maquinação do Estado em altura das eleições: "Fizeram isto numa altura das eleições para nos encravar e o Presidente da República devia ter evitado que o Estado fosse instrumentalizado, na Madeira, nas eleições da Madeira, contra o PSD".
"Aí, o Presidente da República devia ter intervindo", concluiu.
Jardim apontou ainda às sociedades secretas, que responsabiliza pelo "ódio contra os madeirenses": "Por detrás dos partidos políticos estão sociedades secretas que têm muita gente de vários partidos. Não é só em Portugal. É por esse mundo fora, e isso explica o desatino em que neste momento está a Europa. Faço um desafio aos políticos de Lisboa, sejam sinceros com o povo. Sejam honestos os que pertencem a sociedade secretas e tenham a vergonha e honestidade de dar a cara e digam que pertencem a uma sociedade secreta".
Total da dívida nos 5 mil milhões
Na entrevista que concedeu à RTP enquanto cabeça-de-lista do PSD às eleições regionais de 9 de outubro, Jardim admitiu que o montante total da dívida da Madeira deve situar-se nos 5 mil milhões de euros, para deixar a promessa de que o seu secretário regional do Plano e Finanças apresentará nos próximos dias "isso tudo e onde o dinheiro foi gasto, para ficar tudo clarinho antes das eleições".
O também presidente do governo regional exigiu ainda que a dívida regional seja "tratada nas mesmas condições que a dívida do País" e aproveitou para voltar a refutar que tenha escondido o buraco madeirense: para Jardim, não passa de uma mentira ampliada pela comunicação social.
"Não houve ocultação, porque quando ficou pronto foi entregue. Não há ocultação, porque os senhores, pela boca do secretário regional do Plano e Finanças, vão saber o volume total que está a acabar de ser apurado, antes mesmo de Bruxelas ter o volume total de divida, tudo, desde o cesto dos papéis, da Empresa de Eletricidade, tudo", garantiu.
A decisão "reflete as preocupações sobre a má governança e gestão da região, bem como sobre a sua fraca execução orçamental", aponta o comunicado da agência de notação financeira, que não esquece o facto de a equipa de Jardim ter “encoberto” a dimensão do buraco orçamental com que o arquipélago se defrontava: "A Madeira falhou ao reportar cerca de 1,2 mil milhões de euros (aproximadamente 130 por cento das receitas anuais da região) em responsabilidades comerciais ao longo dos últimos anos. Dada a magnitude das quantias encobertas, acreditamos que a Madeira vai continuar a viver pressões orçamentais por algum tempo, uma vez que absorver essas responsabilidades nos seus orçamentos deverá levar vários anos".
Foi contudo uma apreciação que não impediu Alberto João Jardim de falar dos problemas financeiros da Madeira como “uma coisinha de nada”.
Jardim aponta o dedo a Cavaco
Durante um comício no concelho da Ponta do Sol, o presidente do governo regional assinalou que a dívida, vista “no meio das dívidas todas”, é “uma coisinha de nada”. Ainda na passada noite, em entrevista à RTP-Madeira, admitiu que o montante deve estar nos 5 mil milhões de euros, nas suas palavras, "mais ou menos a do Metro do Porto”.
O comício foi também palco para críticas ao Presidente Cavaco Silva, visado pelo dirigente social-democrata por – lamentou – não ter sabido impor-se e defender o PSD de uma maquinação do Estado em altura das eleições: "Fizeram isto numa altura das eleições para nos encravar e o Presidente da República devia ter evitado que o Estado fosse instrumentalizado, na Madeira, nas eleições da Madeira, contra o PSD".
"Aí, o Presidente da República devia ter intervindo", concluiu.
Jardim apontou ainda às sociedades secretas, que responsabiliza pelo "ódio contra os madeirenses": "Por detrás dos partidos políticos estão sociedades secretas que têm muita gente de vários partidos. Não é só em Portugal. É por esse mundo fora, e isso explica o desatino em que neste momento está a Europa. Faço um desafio aos políticos de Lisboa, sejam sinceros com o povo. Sejam honestos os que pertencem a sociedade secretas e tenham a vergonha e honestidade de dar a cara e digam que pertencem a uma sociedade secreta".
Total da dívida nos 5 mil milhões
Na entrevista que concedeu à RTP enquanto cabeça-de-lista do PSD às eleições regionais de 9 de outubro, Jardim admitiu que o montante total da dívida da Madeira deve situar-se nos 5 mil milhões de euros, para deixar a promessa de que o seu secretário regional do Plano e Finanças apresentará nos próximos dias "isso tudo e onde o dinheiro foi gasto, para ficar tudo clarinho antes das eleições".
O também presidente do governo regional exigiu ainda que a dívida regional seja "tratada nas mesmas condições que a dívida do País" e aproveitou para voltar a refutar que tenha escondido o buraco madeirense: para Jardim, não passa de uma mentira ampliada pela comunicação social.
"Não houve ocultação, porque quando ficou pronto foi entregue. Não há ocultação, porque os senhores, pela boca do secretário regional do Plano e Finanças, vão saber o volume total que está a acabar de ser apurado, antes mesmo de Bruxelas ter o volume total de divida, tudo, desde o cesto dos papéis, da Empresa de Eletricidade, tudo", garantiu.