Jerónimo Martins vai manter investimento em Portugal nos 120 milhões de euros

| Economia

O presidente da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, afirmou hoje que o grupo vai manter o mesmo nível de investimento em Portugal, de 120 milhões de euros, tal como tem sido feito "na última década".

A Jerónimo Martins prevê investir entre 700 e 750 milhões de euros este ano, valor que inclui a melhoria da infraestrutura operacional e logística em Portugal, Polónia e Colômbia.

"Em Portugal, vamos manter o nosso investimento ao nível dos 120 milhões, tal como temos feito na última década", afirmou Pedro Soares dos Santos, na conferência de imprensa de apresentação de resultados de 2018, em Lisboa.

Durante a conferência, Pedro Soares dos Santos elogiou o desempenho do Pingo Doce no ano passado, considerando que a cadeia de supermercados "fez um ano extraordinário", e apontando que é um negócio liderado por mulheres.

Questionado sobre se a equidade de género deve ser aplicada por lei gerais ou por iniciativa das empresas, Pedro Soares dos Santos apontou a última opção.

"Acho que essas medidas devem ser tomadas pelas companhias, companhia que não olhe para isso (...) é uma companhia que está a hipotecar" o seu "futuro", considerou.

"A meritocracia é o ponto crucial, as pessoas devem ser pagas em função da meritocracia e também devem receber em função" disso, "tenho muita pena que aconteçam por lei, porque significa que as pessoas não dão valor, acho que se tivessem na sua mente a meritocracia as leis não eram necessárias", rematou, sobre o tema.

Pedro Soares dos Santos reiterou que o negócio agroalimentar é uma aposta do grupo e disse que já foram investidos "mais de 350 milhões de euros" nesta área.

Relativamente à fábrica de massas, o gestor afirmou que a Jerónimo Martins está a terminar "a construção de uma cozinha central nova em Aveiro", que vai abastecer a região norte na área da restauração e `take away` do grupo, uma área de aposta.

Relativamente à aquacultura, a Jerónimo Martins vai ter uma produção em Marrocos, em parceria, estando a ultimar o contrato.

Sobre o projeto-piloto da produção de salmão, em Aveiro, Pedro Soares dos Santos espera que tal "corra bem", porque traduzir-se-á numa forte aposta.

Questionado sobre se admite fazer aquisições, voltou a afirmar que estas "estão sempre no radar" da Jerónimo Martins, desde que "façam sentido ao seu atual portefólio".

Isto porque "oportunidades há muitas", mas o importante é "se fazem sentido", salientou.

O lucro da Jerónimo Martins subiu 4,1% no ano passado, face a 2017, para 401 milhões de euros, refletindo "um desempenho operacional muito positivo" do grupo que está presente em Portugal, Polónia e Colômbia, de acordo com o comunicado da empresa.

As vendas do grupo subiram 6,5%, no período em análise, para 17.337 milhões de euros, com um aumento das vendas LFL [`like-for-like`, ou seja, vendas em lojas que operaram sob as mesmas condições no período em análise] de 3,1%.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) aumentou 4,1% para 960 milhões de euros.

 

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